Matéria escrita por Gabriella Collodetti, jornalista do CB Brands – Estúdio de Conteúdo, Marketing e Projetos Especiais do Correio Braziliense
Desde o seu lançamento oficial, em 2020, mais de 170 milhões de brasileiros já realizaram uma transação pelo Pix. De acordo com o Banco Central, apenas em janeiro de 2026 foram feitas mais de 7 bilhões de transferências, movimentando acima de R$ 3 trilhões no período. Ciente da transformação do comércio digital no país, o PayPal realizou a integração desse método de pagamento à sua plataforma para pequenas e médias empresas (PMEs).
De acordo com a marca, lojistas que utilizam o PayPal Complete Payments (PPCP) possuem cartões e outras formas de pagamento, além de ferramentas de gestão, em uma única integração. Agora, com a chegada do Pix, a plataforma amplia as opções disponíveis no checkout e permite concentrar a operação em um só ambiente, mantendo os padrões de segurança, proteção contra fraudes e o alcance global do PayPal.
“A nossa proposta parte da integração. O PPCP concentra, em um único ambiente, diferentes meios de pagamento, além de recursos de gestão, reduzindo a complexidade operacional para o lojista. Isso permite simplificar a implementação e o dia a dia da operação, ao mesmo tempo em que mantemos padrões globais de segurança e proteção contra fraudes”, informa Brunno Saura, General Manager do PayPal Brasil.
Para o executivo, esse equilíbrio entre tecnologia, segurança e simplicidade é central, inclusive, porque reflete o que as PMEs buscam ao escolher um provedor. “Afinal, segurança nas transações (49%) e facilidade de uso (39%) aparecem como os principais critérios, segundo dados do Panorama PayPal”, acrescenta. Ao longo dos seus 15 anos de atividade no Brasil, a empresa evoluiu de uma solução focada em pagamentos digitais para consumidores para uma plataforma mais ampla.
Brunno explica que esse movimento se intensificou no último ano, com o lançamento do PPCP. “A partir dessa base, passamos a ampliar a oferta para PMEs, permitindo que esses lojistas tenham acesso à mesma infraestrutura global de pagamentos, segurança e tecnologia do PayPal, mas com uma proposta mais aderente à realidade operacional dos pequenos e médios negócios no Brasil”, contextualiza.
O levantamento citado pelo executivo, "Panorama PayPal: PMEs e o Comércio Digital no Brasil 2025", mostra que a digitalização já é uma realidade: 77% das PMEs utilizam plataformas de pagamento digital. No entanto, ainda existem desafios relevantes. Saura explica que a confiança nas ferramentas digitais é um deles: 70% dos empreendedores dizem não confiar totalmente nessas soluções. Além disso, fatores como acesso a crédito, burocracia e falta de orientação continuam limitando o avanço e a adoção de tecnologias mais avançadas.
Para o executivo, as principais dores estão relacionadas, justamente, à operação e ao crescimento do negócio. "51% apontam a concorrência com grandes empresas como um desafio, 43% têm dificuldade em aumentar as vendas e 41% enfrentam obstáculos para atrair novos clientes", contextualiza. “Os meios de pagamento passaram a ter impacto direto em métricas essenciais do negócio. Eles influenciam a taxa de conversão, o abandono de carrinho e a experiência do usuário. Por isso, deixaram de ser apenas uma camada operacional e passaram a ser um elemento estratégico, diretamente ligado à eficiência e à capacidade de crescimento das empresas no ambiente digital”, complementa.
Dentro desse contexto, o lançamento do Pix no PPCP ocorre em um momento de expansão do comércio eletrônico na América Latina, que deve se aproximar de US$ 944 bilhões até 2026, com o Brasil entre os maiores mercados consumidores do mundo. O Pix já representa cerca de um terço do valor das vendas on-line no país e deve alcançar aproximadamente 40% dos pagamentos digitais até 2026.
“Ao incorporar o Pix ao checkout para PMEs, ampliamos as opções disponíveis para o consumidor final sem aumentar a complexidade para o lojista, ao mesmo tempo em que reduzimos fricções na jornada de compra. Isso torna a operação mais eficiente e contribui diretamente para a conversão e competitividade no comércio digital, que hoje são fatores centrais para o crescimento dos pequenos e médios negócios”, ressalta Saura.
O General Manager do PayPal Brasil acredita que essa nova integração está diretamente alinhada ao comportamento do consumidor brasileiro e às necessidades das PMEs. Esse movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de apoiar a digitalização e o crescimento desses negócios, oferecendo uma solução que combina diferentes meios de pagamento em um único ambiente.
"O consumidor passou a incorporar o Pix como parte natural da sua jornada de compra, valorizando atributos como instantaneidade e conveniência. Isso altera expectativas em relação à experiência de pagamento, especialmente em ambientes digitais e mobile. O que antes era uma etapa final da compra passou a ser um fator que influencia a decisão, porque reduz fricções e torna o processo mais rápido e prático", afirma.
