Câncer de mama: recebi um resultado suspeito. E agora?

A psiquiatra Lilliane Leal, de 45 anos, descobriu um nódulo e encontrou exame, biópsia, mastologia e oncologia conectados em um só percurso no Hospital Brasília, da Rede Américas, segunda maior rede de hospitais privados do país

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postado em 28/10/2026 09:43
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Lilliane Leal de Moraes Couto passa os dias cuidando de outras pessoas. Psiquiatra e psicoterapeuta, 45 anos, está acostumada a tomar decisões, buscar respostas e acompanhar o tempo de quem trata. Aos 45, teve de ocupar a posição oposta. Percebeu um nódulo palpável na mama, procurou atendimento e descobriu um câncer. Veio o susto, o medo e a surpresa, porque não tem histórico familiar da doença.

“Talvez o maior desafio tenha sido aprender a ter paciência para ser paciente. Para quem está acostumada a cuidar, tomar decisões e buscar respostas, esperar os resultados dos exames, cada etapa do tratamento e o próprio tempo do pós-operatório pode ser muito difícil”, relata.

Lilliane Leal de Moraes Couto, psiquiatra e psicoterapeuta
Lilliane Leal de Moraes Couto, psiquiatra e psicoterapeuta (foto: Divulgação)

Lilliane se trata no Hospital Brasília, da Rede Américas, segunda maior rede privada de hospitais do Brasil. Está no pós-operatório e ainda não iniciou a radioterapia. A formação médica a ajuda a reconhecer a ansiedade sem alimentar medo por antecipação, e a estratégia que encontrou foi voltar ao presente, olhar o que é possível fazer naquele dia e confiar as decisões clínicas a quem é responsável por elas. “Aprendi que cada etapa é um processo e que não preciso viver todas elas ao mesmo tempo. Preciso viver o que está diante de mim agora.” Confiar exige que alguém esteja conduzindo. Qual exame vem primeiro, com qual especialista falar e quanto tempo entre um protocolo e outro. 

Quase quatro diagnósticos por dia no DF

Descontado o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama é o tumor mais incidente entre as brasileiras. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos por ano no país entre 2026 e 2028, cerca de 30% de todos os cânceres na população feminina. No Distrito Federal, a projeção para 2026 é de 1.410 casos, com taxa de 89,31 para cada 100 mil mulheres, bem acima da média nacional de 71,57.

Natália Polidorio, mastologista do Hospital Brasília e líder nacional de Mastologia da Rede Américas, observa que a incidência segue subindo e que os casos têm aparecido em mulheres cada vez mais jovens, apesar dos avanços das últimas décadas em diagnóstico e tratamento.

O caso de Lilliane mostra por que a ausência de casos na família não dispensa atenção. A detecção precoce trabalha em duas frentes. Uma investiga rápido quem tem sinal ou sintoma. A outra rastreia quem não tem nenhum. Jana Pacífico, coordenadora do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital Brasília Águas Claras, orienta que o rastreamento comece aos 40 anos, com exame anual, e que cada mulher converse com o médico sobre os próprios fatores de risco.

Pedem avaliação nódulos na mama ou na axila, mudanças persistentes na pele ou no formato da mama e saída de secreção pelo mamilo. Natália recomenda que a mulher conheça as próprias mamas, porque reconhecer o que é habitual ajuda a perceber o que mudou. Ela lembra que atividade física regular, alimentação equilibrada e controle do peso reduzem risco, ainda que não exista prevenção para todos os casos. E que o compromisso do Outubro Rosa precisa durar o ano inteiro.

Natália Polidorio, mastologista do Hospital Brasília e líder nacional de Mastologia da Rede Américas
Natália Polidorio, mastologista do Hospital Brasília e líder nacional de Mastologia da Rede Américas (foto: Divulgação)

Da suspeita à biópsia, dentro da mesma unidade

A partir da alteração detectada, tempo vira tratamento. A investigação pode envolver exames de imagem, avaliação especializada e, quando indicada, biópsia. No Hospital Brasília Águas Claras, tudo isso acontece na própria unidade. De lá, o caso segue para a equipe de mastologia e, quando necessário, para a oncologia clínica.

“A paciente não precisa receber o resultado suspeito e, sozinha, tentar descobrir qual será o próximo passo”, afirma Jana.

Fora de uma estrutura integrada, cada etapa costuma exigir uma nova corrida atrás de encaminhamento, agenda e profissional disponível. Dentro da rede, mastologia, oncologia, cirurgia, diagnóstico por imagem, radioterapia e suporte psicológico compartilham o mesmo fluxo de informação.

Uma oncologia que cresceu para encurtar esse caminho

Em 2026, a Rede Américas ampliou a estrutura oncológica no Distrito Federal. Chegaram 14 novos especialistas, entre seis oncologistas, quatro oncologistas assistentes e quatro hematologistas, com atuação distribuída pelo Hospital Brasília, Hospital Brasília Águas Claras, Hospital Alvorada Brasília e Unidade Avançada de Ceilândia. Em 13 de agosto, a rede inaugurou o Centro Oncológico do Hospital Alvorada Brasília.

A expansão reforça quatro linhas de cuidado prioritárias, e a de mama é uma delas, ao lado dos tumores do trato gastrointestinal, de pulmão e ginecológicos.

Para quem está em tratamento, o efeito aparece em consulta mais perto de casa, menos deslocamento entre serviços, menos espera entre uma etapa e a seguinte. Reunir competências complementares na mesma rede também permite que um caso com característica fora do comum encontre o profissional certo sem recomeçar o percurso em outro lugar.

Quem acompanha a paciente entre uma etapa e outra

Consultas, diagnóstico, cirurgia, tratamentos sistêmicos, infusão, internação e seguimento acontecem dentro da própria Rede Américas. Na prática, exames, laudos e decisões circulam entre as equipes sem que a paciente precise carregar informação de um serviço para outro.

 “A detecção precoce é fundamental, mas seus benefícios dependem também de uma jornada assistencial estruturada, que garanta agilidade na investigação diagnóstica e continuidade do cuidado. Não basta identificar uma alteração suspeita na mamografia; é essencial que a paciente tenha acesso oportuno à avaliação especializada e, quando necessário, ao tratamento adequado”, diz Jana. “Em oncologia, tempo e coordenação importam de forma significativa.”

Jana Pacífico, coordenadora do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital Brasília Águas Claras
Jana Pacífico, coordenadora do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital Brasília Águas Claras (foto: Divulgação)

Nesse percurso trabalham oncologia clínica, hematologia, cirurgia oncológica, diagnóstico, patologia, radiologia, enfermagem e equipes de suporte, com psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas acompanhando a paciente ao longo do tratamento. Protocolos baseados em evidências e discussões multidisciplinares orientam as decisões clínicas e reduzem a fragmentação do cuidado.

Confirmado o diagnóstico, a equipe define o tratamento a partir do estágio da doença, das características do tumor e das necessidades da paciente.

“A decisão não pode mais estar concentrada em um único especialista. O tratamento é multidisciplinar e individualizado”, afirma Romualdo Barroso, oncologista do Hospital Brasília, líder nacional de Câncer de Mama e diretor nacional de Pesquisa Clínica da Rede Américas.

Romualdo Barroso, oncologista do Hospital Brasília, líder nacional de Câncer de Mama e diretor nacional de Pesquisa Clínica da Rede Américas
Romualdo Barroso, oncologista do Hospital Brasília, líder nacional de Câncer de Mama e diretor nacional de Pesquisa Clínica da Rede Américas (foto: Divulgação)

O cuidado pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, imunoterapia ou terapias direcionadas, em combinações e ordens diferentes. Algumas pacientes começam pela cirurgia. Outras se beneficiam de tratamento sistêmico antes dela. Exames patológicos e biomarcadores ajudam a equipe a estimar o que traz benefício em cada caso.

“Uma parte igualmente importante da inovação é descobrir quem não precisa de determinado tratamento. Não é tratar mais; é oferecer a cada paciente o tratamento necessário, nem mais, nem menos”, diz Romualdo.

A pesquisa clínica caminha junto. A Oncologia Américas mantém 14 centros de pesquisa e mais de 250 estudos em andamento, com 2.500 participantes. “Na Rede Américas, conectamos diferentes competências ao longo da jornada da paciente. As discussões multidisciplinares integram os resultados dos exames e aproximam a assistência da pesquisa clínica. Em um ambiente de rápida inovação, o acesso a estudos clínicos também cria oportunidades para que pacientes possam receber estratégias que ajudam a construir o tratamento do futuro”, afirma.

Viver mais e viver melhor

A assistência também olha para como a mulher atravessa o tratamento. Qualidade de vida, acolhimento e acompanhamento emocional fazem parte do plano. “As nossas pacientes estão vivendo mais, mas precisamos que elas vivam melhor”, resume Jana.

Para Lilliane, trocar o papel de cuidadora pelo de paciente virou exercício diário de abrir mão do controle e aceitar a própria vulnerabilidade, passagem que ela considera especialmente dura para quem trabalha na saúde e está habituada a orientar condutas. “Sair da posição de cuidadora e permitir ser cuidada talvez seja uma das maiores aprendizagens desse processo.”

Às mulheres que enfrentam a mesma doença, ela lembra que cuidar do corpo, da mente, das relações e dos afetos durante o tratamento pesa tanto quanto cumprir cada etapa clínica. “Não temos como prever tudo, mas podemos escolher como viver cada etapa. No fim, não se trata apenas de atravessar o câncer. Trata-se também de continuar vivendo.”

Agende sua mamografia online

Tudo começa com um exame. Agende mamografia e consultas nas unidades da Rede Américas em Brasília pelo Portal de Agendamentos:

  • Hospital Brasília
  • Hospital Brasília Águas Claras
  • Hospital Alvorada Brasília
  • Unidade Avançada de Ceilândia

Oncologia Américas em números

38 unidades oncológicas · mais de 400 médicos · mais de 50 mil pacientes atendidos por mês · mais de 250 consultórios · mais de 430 boxes de infusão · 14 centros de pesquisa clínica · mais de 250 estudos clínicos · 2.500 participantes em estudos.

 

 

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