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Início Curiosidades

9 coisas que crianças criadas nos anos 60 e 70 faziam com os amigos que ajudavam a criar vínculos para a vida toda

Por Maria Beatriz Silva
13/08/2026
Em Curiosidades
9 coisas que crianças criadas nos anos 60 e 70 faziam com os amigos que ajudavam a criar vínculos para a vida toda

9 coisas que crianças criadas nos anos 60 e 70 faziam com os amigos que ajudavam a criar vínculos para a vida toda

Para muitas crianças dos anos 60 e 70, a amizade nascia na rua, no quintal, na escola e nas brincadeiras improvisadas. Sem a presença constante das telas, havia mais oportunidades para negociar regras, dividir objetos, enfrentar pequenas frustrações e criar histórias coletivas. Esses encontros cotidianos ajudavam a transformar companheiros de brincadeira em pessoas importantes, algumas mantidas na memória por décadas.

Quais brincadeiras de rua ajudavam crianças a transformar conhecidos em companheiros próximos?

Brincar na rua significava encontrar outras crianças sem precisar de um convite formal. Bastava aparecer na calçada, no quintal ou na praça para entrar em alguma atividade. Jogos de bola, pega-pega e esconde-esconde exigiam atenção aos outros, respeito às regras combinadas e disposição para adaptar a brincadeira quando alguém novo chegava ao grupo.

Também havia espaço para inventar passatempos com aquilo que estivesse disponível. Uma caixa podia virar carrinho, uma árvore podia ser esconderijo e um pedaço de papel podia iniciar uma competição. A criatividade compartilhada criava histórias que pertenciam ao grupo, fortalecendo a sensação de participação e ensinando que uma boa brincadeira dependia da contribuição de cada criança.

infância nos anos 60 e 70
As brincadeiras e experiências sociais vividas por crianças dos anos 60 e 70 que favorecem amizades e vínculos duradouros

Por que a convivência frequente entre colegas podia fortalecer amizades na infância?

A rotina de muitas famílias daquele período favorecia encontros presenciais entre crianças da mesma vizinhança ou da mesma escola. Depois das aulas, era comum procurar os colegas para brincar, conversar e passar tempo juntos. Essa convivência repetida criava familiaridade, permitia pequenas reconciliações e oferecia oportunidades para aprender a lidar com diferenças de personalidade, opiniões e preferências.

Pesquisas da National Academies sobre desenvolvimento infantil mostram que estabelecer relações com outras crianças é uma tarefa importante da infância, enquanto experiências frequentes com colegas favorecem interações sociais mais complexas e cooperativas. O estudo também destaca que amizades ajudam a sustentar comportamentos sociais competentes, especialmente quando as crianças têm oportunidades regulares de brincar com pares familiares e compatíveis.

Por que dividir, visitar e brincar juntos podia deixar marcas afetivas duradouras?

Dividir brinquedos, trocar figurinhas e emprestar objetos ensinava que a convivência envolvia reciprocidade. Quando alguém precisava esperar sua vez ou ceder uma peça importante para continuar o jogo, surgiam oportunidades de considerar o desejo do outro. Essas negociações cotidianas podiam fortalecer habilidades sociais e vínculos, ao longo do tempo, quando aconteciam repetidamente entre os mesmos companheiros.

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Visitar a casa de um colega também aproximava famílias e crianças. Sentar para lanchar, fazer trabalhos escolares ou brincar no quintal criava momentos de intimidade fora da escola. Com o tempo, os amigos passavam a conhecer irmãos, pais, animais de estimação e costumes domésticos, formando uma rede de lembranças compartilhadas que podia atravessar diferentes fases da vida.

Veja a seguir um vídeo do YouTube do canal Diário de Biologia & História, que faz uma viagem nostálgica à infância de 50 anos atrás, focando especialmente nas experiências comuns dos anos 70.:

Que atividades simples reuniam cooperação, confiança e histórias compartilhadas?

Muitas dessas atividades pareciam simples, mas reuniam situações que exigiam cooperação, negociação, confiança e até coragem para pedir desculpas. A amizade era construída durante a própria convivência, e não apenas por conversas sobre amizade. As nove experiências abaixo representam práticas comuns de uma infância mais presencial, sem afirmar que todas as crianças daquela geração viveram exatamente da mesma maneira.

As experiências que mais aproximavam os colegas incluíam:

01
Brincar de esconde-esconde na rua ou no quintal
02
Jogar bola com regras criadas pelo próprio grupo
03
Andar de bicicleta pela vizinhança
04
Trocar figurinhas e pequenos objetos
05
Criar cabanas, pistas e esconderijos improvisados
06
Fazer brincadeiras de faz de conta
07
Visitar a casa dos colegas depois da escola
08
Fazer trabalhos escolares em grupo
09
Participar de festas, passeios e brincadeiras coletivas

Que lições dessas amizades antigas ainda podem fazer sentido para as famílias?

Essas experiências não garantiam amizades eternas, mas ofereciam matéria-prima para vínculos duradouros: tempo junto, experiências repetidas, confiança e histórias em comum. A ciência do desenvolvimento infantil associa relações positivas entre pares a aspectos importantes do desenvolvimento social e emocional. O valor estava menos no brinquedo específico e mais na qualidade da convivência construída durante a infância.

Para as famílias atuais, a principal lição prática não é reproduzir exatamente a infância de décadas passadas. É preservar oportunidades para que crianças convivam, brinquem e resolvam pequenas situações entre pares, com supervisão adequada quando necessário. Reservar tempo para brincadeiras presenciais, encontros com colegas e atividades cooperativas pode criar experiências sociais significativas e memórias afetivas que acompanhem o crescimento.

Tags: amizades na infânciabrincadeiras de ruacrianças de antigamenteinfância sem telasvínculos infantis
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