O magnésio é um “mineral mestre” envolvido em mais de 300 reações no corpo, vital para a produção de energia, relaxamento muscular e regulação do humor. Sua deficiência é comum na dieta moderna e seus sintomas são frequentemente “silenciosos”, sendo confundidos com estresse, ansiedade ou cansaço normal.
Por que cãibras e espasmos musculares são o sinal mais comum?
O magnésio atua como o “freio” natural dos músculos, trabalhando em oposição ao cálcio (que causa a contração). A falta de magnésio leva à hiperexcitabilidade neuromuscular, onde os músculos não conseguem relaxar.
Isso se manifesta como cãibras dolorosas (especialmente nas pernas à noite), rigidez crônica e espasmos involuntários, como o “tremor” persistente na pálpebra (mioquimia).

Qual a ligação entre o magnésio e a fadiga crônica?
A energia do corpo (ATP) precisa se ligar ao magnésio para ser biologicamente ativa. Sem magnésio suficiente, o corpo não consegue converter eficientemente os alimentos em combustível celular utilizável.
Isso resulta em uma “crise de energia” em nível celular, causando uma fadiga profunda e persistente que não melhora com o descanso, pois o corpo está sem seu “combustível” principal.
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Como a deficiência afeta o sono e a ansiedade?
O magnésio é vital para a função do GABA, o principal neurotransmissor inibitório (calmante) do cérebro. Níveis baixos mantêm o sistema nervoso “preso” no modo de alerta (“luta ou fuga”), causando ansiedade e irritabilidade.
Esse estado de alerta impede o cérebro de “desligar” à noite (NIH). A deficiência está ligada à insônia, sono leve e não restaurador, e à síndrome das pernas inquietas.
No vídeo a seguir, o Dr Lucas Juni fala alguns sinais de falta de magnésio:
A falta de magnésio pode causar dores de cabeça ou enxaquecas?
Sim, o magnésio ajuda a relaxar os vasos sanguíneos (vasodilatação) e a acalmar os sinais nervosos. A deficiência é um gatilho conhecido para dores de cabeça tensionais (devido à tensão muscular no pescoço) e crises de enxaqueca.
Estudos de Harvard Health mostram que pessoas que sofrem de enxaqueca frequentemente têm níveis cerebrais mais baixos deste mineral, e a suplementação (com orientação médica) pode ajudar a reduzir a frequência das crises.
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Quais são as melhores fontes alimentares para repor o mineral?
A deficiência de magnésio é comum porque os solos estão empobrecidos e os alimentos ultraprocessados (que dominam a dieta moderna) removem o mineral durante o refino. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda focar em alimentos integrais.
Para garantir a ingestão adequada, é crucial focar em alimentos naturalmente ricos neste mineral. As fontes vegetais, especialmente sementes e folhas, são as mais potentes:
- Sementes de Abóbora: Uma das fontes mais ricas e acessíveis.
- Espinafre e Acelga: (Cozidos) Ricos em magnésio e outros minerais.
- Amêndoas e Castanhas: Fontes de gorduras boas e magnésio.
- Chocolate Amargo (70% cacau ou mais): Rico em magnésio e antioxidantes.








