Optar por móveis com pés visíveis é um truque de design infalível para fazer salas pequenas parecerem instantaneamente maiores e mais arejadas. Essa estratégia libera o campo de visão do piso, criando uma ilusão de ótica de continuidade que “engana” o cérebro sobre a metragem real do cômodo.
Por que enxergar o chão aumenta a percepção de espaço?
O cérebro humano avalia o tamanho de um ambiente baseando-se na área de piso que consegue enxergar. Quando usamos móveis que encostam diretamente no chão, como sofás de base fechada ou estantes maciças, bloqueamos essa visão e “cortamos” a metragem útil, fazendo a sala parecer truncada e cheia.
Ao elevar a mobília sobre pés, permitimos que o olhar percorra o piso por baixo das peças, estendendo-se até as paredes ou rodapés do fundo. Essa continuidade visual sugere que o espaço se estende além dos móveis, criando uma sensação de fluidez e “respiro” que é fundamental para evitar a claustrofobia em apartamentos compactos.

Qual é o impacto da “sensação de flutuação” na leveza do ambiente?
Móveis elevados criam uma sensação de leveza estrutural, como se estivessem flutuando no espaço em vez de estarem ancorados pesadamente. Esse efeito reduz o “peso visual” da decoração, impedindo que o ambiente pareça sobrecarregado ou entulhado, mesmo que esteja cheio de itens essenciais.
Além da estética, essa flutuação facilita a passagem da luz natural e artificial por baixo das peças, eliminando sombras pesadas que costumam se formar na base de móveis box. A luz circulando livremente contribui para a clareza geral e reforça a percepção de um ambiente limpo, organizado e vasto.
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Quais peças devem priorizar esse design?
Para maximizar o efeito de amplitude, as maiores peças de mobiliário da sala são as que mais se beneficiam dos pés aparentes. Como elas ocupam a maior área quadrada, levantá-las do chão tem o impacto mais significativo na recuperação visual do espaço.
Foque em substituir ou escolher modelos com pés nestes itens principais:
- Sofás: Prefira modelos com pés palito ou estruturas metálicas finas em vez de bases fechadas de tecido.
- Poltronas: Evite modelos que vão até o chão; cadeiras com pernas vazadas são ideais.
- Racks e Aparadores: Móveis de TV suspensos ou com pés altos alongam a parede.
- Mesas de Centro: Devem ter pernas finas ou tampo de vidro para não bloquear a vista do tapete ou piso.
- Camas (em quartos): Camas com pés são visualmente mais leves que camas box baú fechadas até o chão.

O estilo e a altura dos pés influenciam no resultado?
Sim, a espessura e a altura dos pés determinam a eficácia da ilusão de ótica. Pés muito baixos ou muito grossos podem não deixar um vão suficiente para o cérebro registrar o piso abaixo, anulando o efeito de amplitude desejado.
O ideal é buscar pés que tenham pelo menos 15 a 20 centímetros de altura, garantindo uma faixa visível de chão ou tapete clara. Pés cônicos (estilo retrô/mid-century) ou estruturas de metal finas são excelentes escolhas, pois oferecem suporte robusto ocupando o mínimo de espaço visual possível.
É necessário aplicar essa regra em todos os móveis?
Embora a técnica seja poderosa, aplicá-la em 100% da mobília pode criar um visual de “floresta de pernas”, que pode parecer caótico ou instável. O segredo do design profissional está no equilíbrio entre peças aterradas e peças flutuantes.
Em uma sala pequena, tente manter a proporção de 70/30: a maioria dos móveis deve ter pés visíveis para garantir a amplitude, mas você pode ancorar o espaço com uma peça sólida (como uma mesa lateral fechada ou um pufe) para trazer solidez e variedade visual à composição sem sacrificar a sensação de espaço.









