Estimativas indicam que um em cada dez bebês pode apresentar uma condição denominada Plagiocefalia Postural, caracterizada pela assimetria do crânio. Vários fatores podem contribuir para essa condição, como nascimentos múltiplos, posição pélvica ao nascer, ou mesmo preferências de lado ao dormir. Reconhecer precocemente essa condição é essencial para adotar medidas que previnam complicações futuras.
A identificação inicial da plagiocefalia geralmente recai sobre os cuidados dos pais ou responsáveis. Medidas do crânio, como o perímetro cefálico, auxiliam no diagnóstico, mas a observação do formato do crânio tende a ser o método mais eficaz. Um crânio tipicamente apresenta uma forma oval quando visto de cima, mas alterações como escafocelia e braquicefalia podem sinalizar problemas.

O que caracteriza a plagiocefalia?
Plagiocefalia é identificada pelo achatamento persistente em uma região do crânio. Este tipo de assimetria pode agravar com o crescimento, pois o bebê tende a recostar-se preferencialmente de um lado, criando um ciclo vicioso que deve ser corrigido prontamente. É importante destacar que, embora os ossos sejam resistentes, ainda são maleáveis e podem ser moldados pelas forças externas e pela gravidade, especialmente nos primeiros meses de vida.
Preciso realizar exames para confirmar a plagiocefalia?
Em geral, uma avaliação clínica no consultório pediátrico é suficiente para determinar e iniciar o tratamento para a plagiocefalia. No entanto, em casos em que há dúvida sobre a normalidade das suturas cranianas ou a abertura da fontanela, exames adicionais podem ser necessários. Quando se verifica um fechamento precoce da fontanela, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.
Como é realizado o tratamento da deformidade craniana?
Desde que as suturas cranianas estejam devidamente abertas, o tratamento da plagiocefalia geralmente não envolve cirurgia. A intervenção mais comum foca na eliminação dos fatores causadores da assimetria. Isso pode incluir evitar que o bebê permaneça deitado de maneira repetitiva em um único lado. Além disso, é recomendado colocar o bebê de costas para dormir, mas cabe-a para o lado oposto ao achatamento durante as demais atividades diárias.
O uso de berços, bebê-confortos e carrinhos deve ser monitorado. Preferencialmente, ao longo do dia, o bebê deve ser estimulado a brincar em posição de bruços ou a ficar sentado com apoio, dependendo da idade. O acompanhamento profissional, como de pediatras ou fisioterapeutas, é essencial para garantir a eficácia dessas estratégias. Alguns casos de plagiocefalia posicional que não sejam compensados com as medidas posturais podem precisar de medidas mais avançadas, como o uso de órteses e capacetes personalizados. O tratamento cirúrgico nestas condições é raro, sendo mais necessário nos casos em que a o fechamento precoce das suturas do crânio (quando a moleira desaparece ou os ossos grudam antes da hora), o que não ocorre nos casos posicionais. Nessa fase crítica, intervenções rápidas podem ajudar a evitar deformidades permanentes, já que o formato do crânio se consolida majoritariamente entre 1 ano e 3 meses a 1 ano e 6 meses de idade.









