A Malformação de Orelha é uma condição congênita caracterizada pelo desenvolvimento incompleto ou anômalo dessa estrutura anatômica externa. As variações dessa condição podem ser desde alterações leves de formato até casos mais severos, como a microtia, onde a orelha é parcialmente formada ou completamente ausente. Embora essa diferença seja perceptível logo após o nascimento, ela nem sempre implica em problemas funcionais imediatos ou necessidade de intervenção.
Frequentemente, as preocupações das famílias não se limitam à audição ou saúde da criança, mas estendem-se à aparência e às implicações sociais dessa diferença à medida que a criança cresce. Dessa forma, o tratamento das malformações de orelha demanda uma abordagem personalizada, considerando fatores médicos, emocionais e o estágio de vida do paciente. Estudos científicos, como um publicado na revista Plastic and Reconstructive Surgery Global Open, destacam que a moldagem precoce da orelha é eficaz em até 92% dos casos analisados, principalmente quando iniciada nas primeiras semanas de vida.
Qual a importância do diagnóstico precoce nas malformações de orelha?
O diagnóstico e acompanhamento adequados são fundamentais para um bom resultado estético e funcional em casos de Malformação de Orelha. Esses procedimentos precoces permitem avaliar a necessidade e o timing das intervenções, além de possibilitar um suporte familiar e psicológico adequados quando a cirurgia não é necessária. Segundo especialistas, a decisão de recorrer à cirurgia deve ser ponderada, considerando não apenas a funcionalidade, mas também os aspectos emocionais da criança.

Quando a cirurgia é realmente necessária?
De acordo com a Dra. Clarice Abreu, especialista com mais de 20 anos de experiência em cirurgias plásticas e craniomaxilofaciais, nem todas as crianças com Malformação de Orelha precisam de cirurgia imediata. Muitas convivem bem com sua aparência e mantêm autoconfiança, especialmente quando recebem apoio adequado da família. Situações onde o incômodo emocional ocorre devido a comentários externos ou dificuldades de socialização podem impulsionar o desejo de intervenção.
- O paciente pode apresentar vergonha ou isolamento.
- A queda de autoestima é um sinal a ser observado.
- O desejo da criança deve ser respeitado.
Como decidir o melhor tratamento?
Quando há desconforto emocional, a decisão pela cirurgia deve respeitar o ritmo individual e o desejo do paciente. Para a Dra. Clarice, o papel da família é chave, oferecendo amor, apoio e informação sem pressões estéticas. Cada jornada é única, e respeitar o tempo da criança é essencial. O tratamento pode ocorrer ainda na infância, aproveitando a plasticidade da cartilagem, ou ser adiado até que o crescimento completo permita melhores resultados, sempre respeitando a vontade da criança.
Ao longo desse caminho, o apoio psicológico se mostra um aliado valioso, tanto para a criança quanto para sua família. A verdadeira realização de qualquer tratamento reside na tranquilidade de quem teve espaço para escolher o próprio percurso, sustentado por uma rede de suporte compreensiva e capacitada. Como enfatiza a Dra. Clarice, mais do que uma questão estética, é sobre identidade e a necessidade de o paciente se sentir visto e entendido num processo de autoaceitação e fortalecimento da autoestima.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










