O colesterol faz parte da rotina de exames de muitas pessoas, mas nem sempre recebe a atenção necessária até que algum resultado venha alterado. Trata-se de uma gordura produzida pelo próprio organismo, fundamental para funções como produção de hormonas e vitamina D. O problema aparece quando os níveis ficam acima do recomendado, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Por isso, entender a relação entre alimentação e colesterol é essencial para quem busca prevenir complicações a longo prazo.
Por que a berinjela chama a atenção em casos de colesterol alto
A palavra-chave neste tema é o colesterol LDL, tradicionalmente conhecido como colesterol ruim. Pesquisas sugerem que a berinjela contém compostos antioxidantes que podem interferir na forma como o colesterol é absorvido no intestino, reduzindo a passagem desta gordura para a corrente sanguínea, como mostra a pesquisa “Eggplant (Solanum melongena) infusion has a modest and transitory effect on hypercholesterolemic subjects”.
Além da possível ação na redução do LDL, a berinjela é rica em fibras, especialmente fibras solúveis, reconhecidas como aliadas no controlo do colesterol elevado. Esses componentes ajudam a formar um “gel” no intestino, que se liga a parte do colesterol e é eliminado nas fezes, contribuindo para a diminuição gradual das taxas ao longo de algumas semanas.
Como a berinjela pode ajudar na redução do colesterol
Algumas pesquisas, incluindo trabalhos divulgados por sociedades de cardiologia, avaliaram o efeito do sumo de berinjela em modelos animais, como coelhos. Em certos grupos, a ingestão diária de pequenas quantidades desse sumo esteve associada à redução de peso e de colesterol total em cerca de quatro semanas, o que incentiva novos estudos em seres humanos.
Na prática, a eficácia depende do conjunto da dieta e do estilo de vida. A inclusão de berinjela em preparações como grelhados, cozidos, assados ou em forma de sumo caseiro, sem excesso de açúcar, pode ser uma estratégia complementar, sempre associada a um padrão alimentar equilibrado e à prática regular de atividade física.

Quais alimentos ajudam e quais prejudicam o colesterol
Para além da berinjela, diversos alimentos são recomendados em planos alimentares voltados à redução do colesterol LDL e à melhoria do chamado “bom colesterol”, o HDL. A combinação adequada de alimentos ricos em fibras, antioxidantes e gorduras saudáveis costuma ser mais eficaz do que apostar em um único ingrediente isolado.
Entre os itens frequentemente sugeridos por nutricionistas, destacam-se opções que podem ser facilmente incluídas nas refeições diárias:
- Frutas com casca (como maçã e pera), ricas em fibras solúveis.
- Abacate, fonte de gorduras monoinsaturadas, associadas ao aumento do HDL.
- Psyllium e farelo de aveia, que contribuem para a redução da absorção de colesterol.
- Azeite de oliva, usado com moderação em preparações frias ou quentes.
- Cacau com alto teor de sólidos de cacau e pouco açúcar.
- Alimentos integrais, como arroz integral e pão integral.
- Oleaginosas, a exemplo de nozes, amêndoas e castanhas.
- Vegetais diversos, incluindo a própria berinjela, brócolis, couve e outros.
Por outro lado, alguns grupos alimentares costumam ser associados ao aumento do colesterol total e do LDL quando consumidos em excesso, favorecendo ganho de peso e alterações metabólicas. Nesses casos, o ideal é limitar a frequência e a quantidade, dando preferência a preparações mais simples e com menos gordura.
- Gorduras saturadas, presentes em certos tipos de manteiga, natas e peles de carnes.
- Carnes vermelhas em grande quantidade e com muita gordura aparente.
- Farinhas refinadas, comuns em pães brancos e massas convencionais.
- Açúcar e doces, que favorecem ganho de peso e alterações metabólicas.
- Fritos e preparações muito oleosas.
- Fast-food, geralmente rico em gorduras e sal.
- Produtos ultraprocessados, como snacks embalados e refeições prontas.
- Charcutaria, incluindo enchidos, salsichas e fiambres gordos.
Quais são os tipos de colesterol e por que isso importa
Ao falar de colesterol no sangue, é comum aparecerem dois termos principais nos resultados de exames: HDL e LDL. O HDL é conhecido como “bom colesterol” porque ajuda a remover o excesso de colesterol da circulação, enquanto o LDL é considerado o “mau colesterol”, pois em excesso favorece a formação de placas nas artérias.
Manter valores equilibrados de HDL e LDL é um dos objetivos dos médicos ao recomendar alterações na alimentação ou o uso de medicamentos. Estratégias como aumentar o consumo de fibras, priorizar gorduras insaturadas, praticar atividade física regular e evitar o tabagismo costumam ser indicadas para proteger o coração e reduzir o risco de eventos cardiovasculares.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da Dra. Thaissa Monteiro (@dra.thaissamonteiro):
@dra.thaissamonteiro 🫀 Colesterol não é tudo igual! Você já ouviu falar em HDL, LDL, VLDL, colesterol não-HDL, ApoB e Lp(a)? 👉 Cada um tem uma função diferente no corpo, e alguns podem aumentar MUITO o risco de doenças do coração, mesmo quando o “colesterol total” parece normal. No vídeo eu explico, de forma simples e rápida, o que significa cada um deles e por que vale a pena pedir exames mais completos na sua consulta. ✨ A saúde do coração começa pelo conhecimento. 📌 Salve este post para rever depois e compartilhe com alguém que também precisa entender isso! Dra Thaíssa Monteiro CRM 5286032-8 Rqe cardiologia – 47654 Rqe CM – 47651 Mestre em ciências cardiovasculares / Professora universitária Cardiologia geral, preventiva, risco cirúrgico, e experiência em Cardiopatia Congênita no adulto e Doenças da Aorta. www.drathaissamonteiro.com.br #colesterol #colesterolalto #colesterolbom #colesterolruim #drathaissamonteiro ♬ som original – Thaíssa Monteiro
Como cuidar do colesterol em 2025 com orientação profissional
Em 2025, com o acesso facilitado a informações, muitas pessoas recorrem às redes sociais e a estudos recentes para entender melhor o impacto da dieta no colesterol. Apesar disso, recomenda-se que qualquer mudança mais intensa na alimentação, sobretudo em casos de colesterol perigosamente alto ou presença de outras doenças, seja acompanhada por profissionais de saúde.
A combinação entre orientação técnica, exames periódicos e escolhas alimentares equilibradas tende a oferecer maior segurança para quem busca reduzir o colesterol e cuidar do coração a longo prazo. Nesses planos, alimentos como berinjela, frutas, cereais integrais e boas fontes de gordura podem ser aliados importantes, sempre inseridos num contexto de hábitos saudáveis e acompanhamento individualizado.








