Nas prateleiras dos supermercados, as latas de refrigerante exibem cada vez mais rótulos como “diet” e “zero açúcar”. À primeira vista, muitos consumidores podem imaginar que se tratam de propostas bem diferentes, especialmente em relação à saúde, mas do ponto de vista calórico essas bebidas costumam ter perfis muito parecidos: são, em geral, versões sem açúcar e praticamente sem calorias, voltadas para quem deseja reduzir a ingestão de açúcar sem abrir mão do sabor doce, algo relevante para quem busca controle de peso, prevenção de diabetes e melhor saúde metabólica.
O que é refrigerante zero açúcar e como ele funciona na prática
O termo refrigerante zero açúcar indica que a bebida contém menos de uma quantidade mínima de açúcar por porção, substituindo o açúcar tradicional por adoçantes de baixa ou nenhuma caloria. Esses adoçantes podem ser artificiais, como sucralose ou acessulfame de potássio, ou de origem natural, como a estévia, a depender da marca e da formulação.
Para chegar a esse resultado, as fabricantes costumam usar misturas de adoçantes, combinando diferentes substâncias para atingir um perfil de sabor mais complexo e próximo ao refrigerante comum. Do ponto de vista nutricional, esse tipo de bebida não costuma fornecer vitaminas, minerais ou fibras em quantidades significativas, sendo um produto de baixo valor nutricional, o que justifica a recomendação de moderação.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do perfil @nutrijoao:
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Qual é a diferença entre refrigerante diet e zero açúcar
A comparação entre refrigerante diet e zero açúcar costuma gerar dúvidas porque os rótulos podem variar conforme o país e a estratégia de marketing das empresas. Em linhas gerais, refrigerantes diet foram desenvolvidos para oferecer uma versão de baixo teor calórico ou livre de açúcar em relação ao produto original, muitas vezes com adoçantes como o aspartame.
Já as versões zero açúcar tendem a focar mais na ideia de “zero” ligado ao açúcar, reforçando a mensagem de sabor mais próximo ao tradicional. Em muitos mercados, as duas categorias são nutricionalmente muito próximas: ambas sem açúcar e com calorias desprezíveis, mudando sobretudo a combinação de adoçantes e o perfil de sabor desejado.
Declarações nutricionais diet e zero açúcar o que realmente significam
Outro ponto relevante é que tanto o termo “diet” quanto “zero açúcar” são considerados declarações de conteúdo nutricional e seguem regras definidas por órgãos reguladores, como Anvisa e FDA. Isso significa que se referem principalmente à quantidade de nutrientes como açúcar ou calorias, e não a benefícios garantidos para emagrecimento ou prevenção de doenças.
Assim, o rótulo não indica, por si só, que o produto seja mais “saudável”, apenas que possui uma composição diferente da versão tradicional. Para avaliar o impacto na saúde, é necessário observar o contexto da alimentação, o consumo total de ultraprocessados e a presença de outros hábitos, como prática de atividade física e ingestão de água.
Refrigerante zero açúcar faz mal à saúde
A pergunta sobre se o refrigerante zero açúcar faz mal não tem resposta única, pois envolve quantidade consumida, contexto alimentar e características individuais. O consumo esporádico, em pequenas quantidades, tende a ser bem tolerado por pessoas saudáveis; já o uso diário e em grandes volumes pode favorecer preferência por sabores muito doces e dificultar a redução de ultraprocessados.
Estudos indicam que a exposição frequente a adoçantes com poder adoçante muito elevado pode elevar o limiar de doçura do paladar, tornando alimentos naturalmente doces, como frutas, menos atrativos. Pesquisas também investigam a relação entre alguns adoçantes artificiais e a microbiota intestinal, sugerindo possíveis alterações em bactérias intestinais, saciedade, regulação do apetite e sintomas digestivos em indivíduos suscetíveis.
Quando o refrigerante zero açúcar pode ser uma escolha estratégica
Em alguns contextos, o refrigerante zero açúcar ou diet pode funcionar como um recurso temporário para reduzir o consumo de açúcar. Pessoas que bebem grandes quantidades de refrigerante comum diariamente podem utilizar essas versões como um passo intermediário rumo à diminuição geral de bebidas adoçadas, reduzindo ingestão de calorias e de açúcares simples.
No entanto, nutricionistas geralmente recomendam que essa substituição venha acompanhada de outras mudanças, como aumento da ingestão de água, chás sem açúcar e bebidas menos processadas. Em situações específicas, como controle de glicemia ou metas de perda de peso, esse tipo de produto pode ser incluído no plano alimentar, desde que com orientação profissional e considerando o conjunto da dieta.

Quais são os principais benefícios e cuidados ao usar refrigerante zero açúcar
Ao considerar o consumo de refrigerante sem açúcar, é importante equilibrar possíveis vantagens com pontos de atenção. Abaixo estão alguns aspectos frequentemente mencionados por profissionais de saúde para orientar escolhas mais conscientes em diferentes rotinas alimentares.
- Redução do consumo de açúcar em relação ao refrigerante comum;
- Possível apoio em estratégias de controle de peso, ao cortar calorias de bebidas açucaradas;
- Alternativa em ocasiões sociais para quem evita açúcar ou precisa controlar a glicemia;
- Necessidade de atenção ao consumo diário e à dependência de sabores muito doces;
- Importância de não substituir água e bebidas naturais por refrigerantes, mesmo sem açúcar;
- Observação de reações individuais, como desconforto gastrointestinal ou dor de cabeça.
Como fazer escolhas mais conscientes no dia a dia
Para lidar com refrigerantes diet e zero açúcar de forma mais equilibrada, alguns cuidados práticos podem ajudar a reduzir riscos e manter o foco em uma alimentação saudável. A leitura atenta dos rótulos permite identificar quais adoçantes estão presentes, o tamanho da porção e o consumo sugerido, além de evitar exageros sem perceber.
- Priorizar a hidratação com água e outras bebidas pouco processadas no dia a dia;
- Reservar refrigerantes zero açúcar ou diet para ocasiões pontuais;
- Variar as opções de bebidas, incluindo chás, águas aromatizadas sem açúcar e sucos diluídos;
- Acompanhar sinais do corpo, identificando desconfortos após o consumo;
- Buscar orientação profissional em casos de condições de saúde específicas, como diabetes ou distúrbios gastrointestinais.
No cenário atual, em que as gôndolas oferecem uma grande quantidade de rótulos e promessas, o mais relevante é o contexto em que o refrigerante, seja diet ou zero açúcar, se encaixa na rotina. Quando visto como um item ocasional em uma alimentação variada, tende a ter impacto limitado; já quando ocupa espaço diário no lugar de água e de alimentos in natura, pode reforçar hábitos pouco favoráveis ao equilíbrio nutricional, mesmo sem fornecer açúcar ou muitas calorias.








