O recente estudo da Universidade Northwestern nos Estados Unidos revela que reações incomuns, como dores de cabeça, crises de riso ou até sangramento nasal após o orgasmo são consideradas normais para algumas mulheres. Embora não sejam frequentemente discutidas, essas reações estão dentro do espectro de respostas fisiológicas e emocionais durante o clímax sexual.
A pesquisa analisou respostas anônimas de cerca de 3.800 mulheres, identificando que 86 delas relataram experiências de reações pouco convencionais. Antes de responderem a um questionário, as participantes assistiram a um conteúdo explicativo sobre esses fenômenos. A médica Lauren Streicher destacou que estas reações, embora inusitadas, não indicam anormalidades. Ela também afirmou que tais experiências podem ser mais frequentes do que se imagina, mas ainda são cercadas por silêncio devido à sua natureza peculiar.
Quais são os fatores envolvidos nessas reações?
Entre as participantes afetadas, 61% relataram sintomas físicos e 88% mencionaram respostas emocionais. Aproximadamente um terço enfrentou dores de cabeça, enquanto 20% sentiram dor ou formigamento nos pés. A pesquisa também indicou que 40% das mulheres tiveram crises de riso inexplicáveis após o orgasmo, e 4% relataram alucinações visuais.

Essas respostas têm explicação científica?
Expertos sugerem que estas reações são devidas a mudanças hormonais intensas, especialmente a liberação de ocitocina, conhecida como “hormônio do amor”, durante o orgasmo. Esta substância é associada a vínculos emocionais e, em certas situações, pode desencadear sentimentos de tristeza ou depressão, extrapolando para além do contexto sexual. De acordo com a terapeuta sexual Sari Cooper, a liberação de ocitocina em pessoas com experiências prévias traumáticas ou tristes relacionadas a relações sexuais pode provocar tais reações.
Como esses fenômenos afetam diferentes formas de sexo?
O levantamento revelou que estas reações são significativamente mais frequentes durante relações sexuais com um parceiro (51%) do que durante a masturbação ou o uso de vibradores (9%). No entanto, apenas 17% das mulheres vivenciam essas reações de forma consistente, sendo que a maioria (69%) mencionou sua ocorrência ocasional.
Por que é importante discutir estas questões?
Apenas 2,3% das mulheres entrevistadas relataram essas respostas, mas o estudo ressalta a necessidade de ampliar o diálogo sobre saúde sexual feminina. Investigar estes fenômenos pode facilitar abordagens mais personalizadas nos cuidados de saúde sexual e oferecer tranquilidade às mulheres que passam por essas experiências, mostrando que estão dentro da normalidade. Lauren Streicher reforça que mais pesquisas são essenciais para aprofundar a compreensão e cuidado da saúde sexual feminina.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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