A quantidade de açúcar que uma pessoa consome todos os dias tornou-se um dos temas centrais nas discussões sobre saúde pública. Especialistas apontam que o ponto crítico não é apenas o açúcar em si, mas a soma dos açúcares adicionados aos alimentos e bebidas ao longo do dia. Em um cenário em que refrigerantes, doces, lanches prontos e até molhos industrializados fazem parte da rotina, entender quanto açúcar é considerado adequado torna-se essencial para reduzir o risco de diversas complicações de saúde e promover um padrão alimentar mais equilibrado.
Quanto açúcar por dia é recomendado pelos especialistas
A principal referência para a ingestão diária de açúcar vem de órgãos como o Dietary Guidelines for Americans (DGA) e associações cardiológicas. Essas diretrizes sugerem que o açúcar adicionado não ultrapasse 10% das calorias consumidas por dia; em uma dieta de 2.000 calorias, isso corresponde a cerca de 50 gramas, algo em torno de 12 colheres de chá, como trouxe as novas diretrizes americanas.
Algumas entidades defendem metas ainda mais restritivas para maior proteção cardiovascular e metabólica. A American Heart Association recomenda limitar o açúcar extra a cerca de 6% do total calórico, algo próximo de 30 gramas ao dia, e, para crianças menores de 2 anos, a orientação é evitar totalmente o açúcar adicionado.
Como diferenciar açúcar natural e açúcar adicionado no rótulo
Uma das dúvidas mais comuns é como saber, na prática, quanto açúcar adicionado está presente em um alimento industrializado. Em muitos rótulos, a tabela nutricional separa “açúcares totais” de “açúcares adicionados”, permitindo identificar o que foi colocado além do açúcar que já existia naturalmente no alimento in natura.
Nos ingredientes, o açúcar extra pode aparecer sob diversos nomes e, por isso, é importante reconhecer essas variações. Entre as formas mais frequentes de açúcares adicionados estão:
- Açúcar ou sacarose
- Xarope de milho ou xarope de milho com alto teor de frutose
- Maltodextrina, dextrose, glicose
- Mel, xarope de agave, açúcar mascavo, açúcar de coco
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do Dr. Julio Luchmann (@julioluchmann):
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Por que limitar o consumo de açúcar adicionado é importante para a saúde
O foco na redução do açúcar refinado está ligado ao impacto desse nutriente no balanço calórico diário. Quando se consome muito açúcar extra, sobretudo em bebidas açucaradas e lanches ricos em carboidratos simples, é fácil ultrapassar a quantidade de calorias que o corpo utiliza, favorecendo o acúmulo de gordura corporal.
Esse padrão alimentar está associado ao aumento do risco de várias condições crônicas, principalmente quando mantido por muitos anos. Entre os problemas de saúde mais relacionados ao consumo excessivo de açúcar adicionado destacam-se excesso de peso, doenças cardiovasculares, cáries dentárias e acúmulo de gordura no fígado, além de maior risco de diabetes tipo 2 em pessoas suscetíveis.
Quais são as principais fontes de açúcar adicionado na alimentação
Mapeamentos recentes apontam que as bebidas açucaradas respondem por grande parte da ingestão diária de açúcar extra. Refrigerantes, refrescos artificiais, sucos de caixinha, chás adoçados, cafés prontos e bebidas esportivas podem representar até metade de todo o açúcar adicionado consumido em alguns grupos populacionais.
Outras fontes importantes incluem doces, chocolates e produtos de confeitaria, além de itens considerados saudáveis, como iogurtes e granolas com muito açúcar escondido. Ler o rótulo, comparar marcas e observar a quantidade de açúcares adicionados na tabela nutricional são estratégias essenciais para se aproximar da quantidade de açúcar recomendada por dia.

Como reduzir o açúcar no dia a dia de forma gradual e sustentável
Profissionais de saúde sugerem que a redução do açúcar na alimentação seja feita de modo gradual, permitindo que o paladar se adapte aos poucos. Pequenas mudanças consistentes, como ajustar o açúcar do café ou trocar refrigerantes por água, podem gerar grande impacto ao longo do tempo sem exigir uma mudança radical imediata.
Algumas estratégias práticas incluem diminuir o açúcar de bebidas quentes semana a semana, priorizar água e bebidas sem adição de açúcar, preferir frutas inteiras no lugar de sobremesas açucaradas, controlar porções de doces e escolher produtos com menos açúcar na lista de ingredientes. Assim, o consumo tende a ficar mais próximo dos limites indicados por especialistas, dentro de um contexto de alimentação variada e hábitos de vida ativos.








