Muitas pessoas desconhecem que o simples giz escolar é uma ferramenta poderosa e barata para combater a humidade excessiva dentro dos roupeiros. Graças à sua composição porosa, este material atua como um desumidificador passivo que protege as roupas e evita o aparecimento de bolor sem usar produtos químicos.
Por que é que o giz consegue “beber” a água do ar?
A eficácia deste truque reside na composição química e física do giz, que é feito principalmente de gesso (sulfato de cálcio). Este material é naturalmente higroscópico, o que significa que possui uma capacidade elevada de atrair e reter moléculas de água presentes no ambiente através dos seus poros microscópicos.
Em espaços fechados e com pouca ventilação, como gavetas e armários, o ar tende a ficar estagnado e húmido. O giz atua como uma esponja seca, absorvendo esse excesso de vapor de água antes que ele tenha tempo de se condensar nas fibras dos tecidos ou na madeira, prevenindo assim a criação do ambiente ideal para os fungos.

Como preparar e onde colocar o giz no armário?
Não basta atirar o giz solto para dentro do móvel, pois o pó pode sujar as roupas escuras. A forma correta de utilização envolve criar pequenos “sachês” ou recipientes abertos que permitam a circulação do ar, mas impeçam o contacto direto com os tecidos.
As melhores formas de aplicar este método incluem:
- Saquinhos de tule ou organza: Coloque 3 a 4 paus de giz dentro de saquinhos de tecido respirável e pendure-os nos cabides.
- Caixas abertas: Utilize caixas de sapatos ou potes de plástico sem tampa com vários pedaços de giz nos cantos do armário.
- Gavetas: Envolva o giz em gaze ou num pedaço de meia de vidro velha e coloque-o no fundo das gavetas de roupa interior ou meias.
- Sapateiras: Coloque um pedaço de giz dentro de cada sapato para absorver o suor e evitar odores.
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O giz elimina mesmo o cheiro a mofo?
O cheiro característico a “fechado” ou a mofo é causado pelos gases libertados por fungos que se reproduzem em ambientes húmidos. Ao reduzir a humidade relativa do ar dentro do compartimento, o giz corta o “alimento” destes microrganismos, interrompendo o seu ciclo de vida.
Embora o giz não seja um perfume que mascara o odor, ele ataca a causa raiz do problema. Com a humidade controlada, o cheiro desagradável tende a desaparecer gradualmente, deixando as roupas com um aroma neutro e seco.

Quando devo substituir os paus de giz?
Como qualquer material absorvente, o giz tem um limite de saturação. Com o tempo, ele ficará “cheio” de água e perderá a sua eficácia, podendo até mudar ligeiramente de cor ou ficar mais pesado e húmido ao toque.
Recomenda-se verificar o estado do giz a cada três meses em climas normais, ou mensalmente em regiões muito húmidas. Se o giz estiver muito húmido, pode tentar secá-lo ao sol para reutilizar, mas, dado o baixo custo, a substituição por paus novos é geralmente a opção mais higiénica e eficiente.
O método resolve problemas graves de infiltração?
É importante alinhar as expectativas: o giz é uma solução de manutenção para a humidade natural do ar (condensação). Ele não tem capacidade para resolver problemas estruturais, como infiltrações na parede de trás do roupeiro ou fugas na canalização.
Se encontrar manchas de água visíveis, parede estufada ou bolor negro alastrando rapidamente, o giz será insuficiente. Nestes casos, é necessário afastar o móvel da parede para permitir a ventilação e corrigir a falha estrutural antes de voltar a guardar as roupas.










