Você já torceu o nariz para um prato com jiló, mas ouviu alguém dizer que ele faz bem para o fígado e para a digestão? Esse fruto de sabor amargo, tão presente na culinária brasileira, vem ganhando espaço em conversas sobre alimentação equilibrada. Seu consumo costuma aparecer em rotinas ricas em vegetais, o que é frequentemente associado a um estilo de vida mais saudável e a um cuidado maior com o próprio corpo.
Jiló faz bem para o fígado?
Quando se fala em jiló e saúde do fígado, não é sobre um alimento “milagroso”, e sim sobre um aliado dentro de hábitos saudáveis. Ele oferece fibras, compostos amargos, vitaminas e minerais que podem colaborar com o funcionamento do fígado e do intestino, agindo como um apoio diário e acessível.
O fígado é responsável por metabolizar nutrientes, filtrar substâncias e produzir bile, e o jiló é visto como um alimento que pode ajudar nesse processo. Seus compostos fenólicos e antioxidantes contribuem para reduzir o estresse oxidativo das células, algo importante para manter esse órgão trabalhando de forma mais equilibrada ao longo do tempo.

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Quais propriedades do jiló favorecem a saúde do fígado
Os compostos amargos característicos do jiló estimulam a produção de bile, fluido essencial para a digestão de gorduras e apoio à vesícula biliar. Em uma alimentação equilibrada, esse estímulo pode facilitar o trabalho do fígado no dia a dia, especialmente em refeições com algum teor de gordura.
Além disso, as fibras presentes no jiló ajudam na eliminação de resíduos pelo intestino, o que indiretamente favorece o metabolismo hepático. Inserido em um cardápio com outros vegetais, leguminosas e frutas, o jiló contribui para uma dieta com menos gorduras saturadas e ultraprocessados, algo importante para proteger o fígado a longo prazo.
Quais benefícios o jiló pode trazer para a digestão
Na rotina de quem busca uma digestão mais leve, o jiló pode ser um bom parceiro graças às fibras e ao sabor amargo. As fibras aumentam o volume do bolo fecal e ajudam a regular o trânsito intestinal, principalmente quando combinadas com uma boa ingestão de água ao longo do dia.
Seu amargor ativa receptores na boca que estimulam secreções digestivas, preparando estômago e intestino para receber os alimentos. Com isso, algumas pessoas relatam menor sensação de estufamento e melhor conforto digestivo em refeições mais simples e leves, especialmente quando o jiló não é frito em excesso de óleo. Se você gosta de ouvir profissionais, separamos esse vídeo do canal Nutricionista Patricia Leite mostrando os benefícios do jiló:
Como incluir jiló na alimentação do dia a dia
Para aproveitar melhor os efeitos do jiló no fígado e na digestão, a forma de preparo faz bastante diferença. Receitas mais leves, com pouco óleo e combinadas com outros vegetais, tendem a ser mais interessantes para quem busca uma rotina alimentar equilibrada e saborosa.
Abaixo estão algumas ideias práticas de como colocar o jiló no prato sem complicar a cozinha e adaptando o sabor ao seu paladar:
- Jiló grelhado com azeite em pouca quantidade e ervas frescas;
- Refogado com cebola, alho e pimentão, como acompanhamento;
- Cozido em pedaços em ensopados com legumes variados;
- Assado em fatias, temperado com ervas, pimenta-do-reino e pouco sal;
- Adicionado a saladas mornas com outros vegetais amargos, como rúcula.
Quais são os principais nutrientes do jiló
Ao olhar para a tabela nutricional, fica mais fácil entender por que o jiló aparece tanto em conversas sobre alimentação saudável. Ele tem baixa densidade calórica, boas fibras e alguns micronutrientes importantes, o que ajuda a montar pratos leves e ao mesmo tempo nutritivos.
Além de ser pouco calórico, o jiló quase não contém gordura e oferece compostos antioxidantes que podem contribuir com a proteção das células hepáticas. Isso faz dele um complemento interessante para refeições com frutas, legumes, grãos integrais e proteínas de boa qualidade.
Tabela nutricional do jiló (porção média cozida de 100 g)
Próximos passos para usar o jiló a seu favor
Em 2026, o interesse por alimentos com potencial funcional, como o jiló, cresce entre pessoas que querem cuidar melhor do fígado e da digestão de forma mais natural. O consumo deve ser ajustado à realidade de cada um, levando em conta condições de saúde, preferências e, sempre que possível, orientação de profissionais.
Se você quiser dar o próximo passo, experimente incluir o jiló em uma refeição da semana, testando diferentes preparos até encontrar o que mais combina com seu paladar. E, se tiver dúvidas específicas sobre sua saúde digestiva, busque a ajuda de um nutricionista ou médico para montar um plano alimentar que encaixe o jiló de forma segura e prazerosa na sua rotina.










