Um ataque de pânico costuma ser descrito como uma sensação súbita de terror, acompanhada por sintomas físicos intensos, mesmo quando não há um perigo real iminente. Em poucos minutos, o corpo reage como se estivesse diante de uma ameaça grave, com coração acelerado, suor, tremores e dificuldade para respirar, o que pode ser tão impactante que muitas pessoas passam a temer que algo semelhante volte a acontecer, alterando a rotina diária.
O que é um ataque de pânico e como ele se manifesta
O ataque de pânico é definido como um episódio abrupto de medo intenso ou desconforto, que atinge o auge em poucos minutos e geralmente passa em seguida. Apesar de marcante, ele não significa necessariamente um problema cardíaco ou uma situação de risco imediato à vida, mas sim uma reação exagerada do mecanismo de “luta ou fuga”, como trouxe a pesquisa “Panic disorder in general medical practice- A narrative review”.
Entre os sintomas de um ataque de pânico, costumam aparecer sinais físicos e emocionais, que podem variar de pessoa para pessoa e surgir de modo repentino. A seguir estão alguns dos sintomas mais comuns, que ajudam a reconhecer o episódio e diferenciar de outras condições médicas:
- Palpitações, coração acelerado ou sensação de batimentos fortes;
- Falta de ar, respiração rápida ou sensação de sufocamento;
- Tontura, sensação de desmaio iminente ou cabeça “leve”;
- Tremores, sudorese e sensação súbita de calor ou frio;
- Formigamentos ou dormência em mãos, pés ou rosto;
- Desconforto no peito, pressão ou dor leve, frequentemente confundidos com infarto;
- Sensação de estar “fora do corpo” ou de que o ambiente está irreal.
Quais são os principais sintomas de ataque de pânico
Os sintomas do ataque de pânico envolvem tanto o corpo quanto os pensamentos, gerando um forte pressentimento de morte ou de perda de controle. Nesse momento, o organismo libera hormônios ligados ao estresse, como a adrenalina, que explicam muitas das manifestações físicas sentidas na crise.
Entre os sintomas mais relatados, destacam-se alterações cardiovasculares, respiratórias e neurológicas, além de sensações de desconexão com o ambiente. Também podem ocorrer náuseas, desconforto abdominal, tensão muscular e um grande cansaço após o pico da crise, que pode durar horas e interferir nas atividades cotidianas.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da Haylla Inaê, que traz um diário sobre transtornos de saúde mental e é estudante de psicologia, em seu perfil que possui mais de 150 mil seguidores:
@highlla ♬ som original – Haylla Inaê
Ataque de pânico é o mesmo que transtorno do pânico
Ter um ataque de pânico isolado não significa, por si só, um diagnóstico de transtorno do pânico, já que muitas pessoas podem ter episódios únicos em períodos de estresse intenso. O transtorno do pânico envolve crises recorrentes e, principalmente, um medo persistente de que novas crises aconteçam, levando a mudanças importantes na rotina.
De forma geral, considera-se transtorno do pânico quando, após um ou mais ataques, há preocupação constante com novas crises, comportamentos de evitação e medo exagerado das consequências físicas ou mentais. Em alguns casos, a pessoa passa a evitar lugares com muita gente, transportes públicos ou exercícios físicos, o que reduz a qualidade de vida e pode favorecer o isolamento social.
Quais fatores podem estar ligados aos ataques de pânico
As causas dos ataques de pânico envolvem uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais, com possível participação genética. Eventos estressantes, maior sensibilidade às sensações do próprio corpo e uso de substâncias estimulantes podem funcionar como gatilhos em pessoas predispostas.
Condições de saúde como problemas tireoidianos, respiratórios ou cardíacos podem se confundir com ataques de pânico e aumentar o medo de algo grave, exigindo avaliação médica cuidadosa. O início costuma ocorrer no fim da adolescência ou início da vida adulta, podendo também surgir em outras idades, inclusive em episódios noturnos, com despertar súbito, taquicardia e medo intenso.

Como lidar com ataques de pânico e quando buscar ajuda
Reconhecer que se trata de um ataque de pânico ajuda a diminuir a confusão com outras doenças e a buscar o cuidado adequado. Profissionais de saúde costumam orientar estratégias de manejo que podem ser aprendidas e treinadas, para que a pessoa se sinta mais preparada quando os sintomas aparecerem.
Entre as orientações gerais, estão técnicas que auxiliam a retomar o controle do corpo e dos pensamentos, além do acompanhamento especializado quando as crises são frequentes ou limitam a rotina:
- Respiração lenta e profunda, para reduzir a hiperventilação e a sensação de sufocamento;
- Observação dos sintomas sem tentar lutar contra cada sensação, permitindo que o pico da crise passe;
- Identificação de possíveis gatilhos, como situações, pensamentos ou substâncias estimulantes;
- Busca por acompanhamento em psicoterapia e, se indicado, uso de medicamentos, visando reduzir a frequência e a intensidade dos ataques.








