Você já parou na feira ou no mercado, olhou para a couve-de-bruxelas e pensou: “Como será que isso entra na minha rotina de forma gostosa e saudável?” Esse pequeno vegetal, que muita gente ainda estranha no prato, tem ganhado espaço em cozinhas do dia a dia justamente por unir sabor marcante, praticidade e um conjunto de nutrientes que ajudam no cuidado com o corpo, especialmente em tempos em que se fala tanto em alimentação natural e funcional.
O que torna a couve-de-bruxelas um vegetal especial
A couve-de-bruxelas faz parte da mesma família do brócolis, da couve-flor e do repolho, e compartilha com eles um perfil nutricional interessante. Ela é rica em vitamina C, vitamina K, folato, minerais como potássio e manganês, além de boas quantidades de fibras que ajudam na rotina do intestino e no sistema imune.
Outro ponto importante é a sua densidade nutricional: com poucas calorias, oferece muitos nutrientes em pequenas porções. Isso costuma ser valorizado em planos de alimentação voltados à manutenção de peso, prevenção de carências e busca por uma dieta mais equilibrada, mas sem abrir mão de sabor e variedade no prato.

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Como os compostos sulfurados da couve-de-bruxelas agem no organismo
Um dos aspectos mais comentados na couve-de-bruxelas é a presença de compostos sulfurados, como os glucosinolatos e seus derivados, entre eles o sulforafano. Quando metabolizados pelo organismo, esses componentes ajudam na ativação de enzimas ligadas à defesa celular contra o estresse oxidativo, funcionando como uma espécie de “apoio extra” ao sistema de proteção natural do corpo.
Essas substâncias também se relacionam com processos de desintoxicação no fígado, colaborando com a eliminação de metabólitos potencialmente tóxicos. No intestino, o metabolismo desses compostos pela microbiota pode gerar substâncias que interagem com as células intestinais, ajudando a manter a mucosa íntegra e a modular processos inflamatórios locais.
De que forma a couve-de-bruxelas favorece a saúde intestinal no cotidiano
No dia a dia, incluir couve-de-bruxelas com alguma frequência pode ser uma aliada para manter o intestino mais funcional. A combinação de fibras e compostos bioativos favorece a microbiota intestinal, sobretudo quando inserida em um padrão alimentar rico em vegetais, frutas, leguminosas e grãos integrais, reforçando a ideia de que nenhum alimento isolado faz “milagre” sozinho. Se você gosta de ouvir especialistas, separamos esse vídeo do canal Bem Estar com Saúde mostrando os benefícios da couve de bruxelas:
Para pessoas mais sensíveis, como quem tem síndrome do intestino irritável, a couve-de-bruxelas pode provocar desconforto, gases ou distensão abdominal por causa da fermentação das fibras e de certos carboidratos. Nesses casos, costuma-se indicar ajustes na porção e no modo de preparo, com cozimentos mais longos ou combinações com alimentos de digestão mais leve.
Quais são os principais nutrientes da couve-de-bruxelas cozida
A tabela a seguir mostra valores médios da couve-de-bruxelas cozida, sem adição de gordura ou temperos. Esses números podem variar conforme a origem, o modo de preparo e as condições de cultivo, mas ajudam a ter uma ideia do quanto esse vegetal é nutritivo mesmo em pequenas quantidades.
| Componente | Quantidade aproximada por 100 g |
|---|---|
| Energia | 36 kcal |
| Carboidratos totais | 7,0 g |
| Proteínas | 3,0 g |
| Gorduras totais | 0,5 g |
| Fibras alimentares | 3,5 g |
| Vitamina C | ≈ 60 mg |
| Vitamina K | ≈ 140 µg |
| Folato (vitamina B9) | ≈ 60 µg |
| Potássio | ≈ 300 mg |
| Manganês | ≈ 0,3 mg |
Com base nesses dados, a couve-de-bruxelas se mostra um alimento concentrado em fibras, vitaminas e compostos sulfurados, capaz de integrar diferentes tipos de plano alimentar. Quando combinada com outros vegetais e um padrão de alimentação variado, contribui para estratégias que priorizam antioxidantes naturais e cuidado com a saúde intestinal ao longo do tempo.










