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Início saúde

O que comer para reduzir gases e inchaço abdominal

Por guilherme_saude
08/02/2026
Em saúde
essa técnica simples para gases virou segredo entre especialistas - Créditos: depositphotos.com / Roman_Yanushevsky

essa técnica simples para gases virou segredo entre especialistas - Créditos: depositphotos.com / Roman_Yanushevsky

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O desconforto causado pelos Gases Após as Refeições é uma realidade comum para muitas pessoas. Embora possa parecer um problema trivial, entender quais alimentos contribuem para essa condição e como manejá-la pode fazer uma diferença significativa na qualidade de vida, já que cerca de 70% das pessoas no mundo experimentam inchaço ou flatulência relacionados à alimentação.

Para compreender melhor o excesso de gases, assista ao vídeo a seguir, no qual o neurocirurgião Julio Pereira explica o assunto de forma clara e didática no canal Julio Pereira – Neurocirurgião.

O que causa a produção natural de gases no intestino?

A produção de gases no trato intestinal é um fenômeno natural que resulta da fermentação de carboidratos no intestino grosso. Certas bactérias intestinais fermentam carboidratos que não foram completamente digeridos no intestino delgado, liberando hidrogênio, metano e dióxido de carbono.

Entre esses carboidratos, destacam-se os FODMAPs – oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis. Esse grupo está presente em diversos alimentos do dia a dia e, em pessoas sensíveis, pode levar a mais inchaço, desconforto abdominal e alteração do trânsito intestinal. Veja a tabela a seguir:

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🌿💨 FODMAPs e Produção de Gases Intestinais

Grupo de FODMAP Exemplos de Alimentos Efeito no Organismo
Oligossacarídeos Trigo, centeio, leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha), cebola e alho. Podem causar inchaço e aumento de gases devido à fermentação bacteriana.
Dissacarídeos Leite, queijos frescos, iogurte (ricos em lactose). Podem gerar desconforto abdominal em pessoas com intolerância à lactose.
Monossacarídeos Maçã, mel, pera e alimentos ricos em frutose. Podem causar gases e distensão abdominal quando há má absorção de frutose.
Polióis Ameixa, pêssego, abacate, adoçantes como sorbitol e manitol. Podem provocar cólicas e aumento do trânsito intestinal.

💡 Dica: Pessoas sensíveis aos FODMAPs podem se beneficiar de uma dieta orientada por um nutricionista, ajustando alimentos que causam maior fermentação intestinal.

Principais alimentos que aumentam a produção de gases?

Uma variedade de alimentos é conhecida por aumentar a produção de gases no trato digestivo. Entre os mais comuns, estão leguminosas como feijão e lentilha, que contêm oligossacarídeos; vegetais crucíferos como brócolis e couve-flor, ricos em compostos sulfurados; e produtos lácteos, que contêm lactose.

Outros alimentos ricos em FODMAPs e fibras fermentáveis também podem intensificar os sintomas em pessoas sensíveis. Entre os mais frequentemente associados ao aumento de gases estão:

  • Leguminosas: feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha
  • Vegetais crucíferos: brócolis, couve-flor, repolho
  • Lácteos: leite, alguns iogurtes e queijos frescos com lactose
  • Frutas ricas em frutose: maçã, pera, manga, melancia
  • Grãos integrais e cereais ricos em fibras: trigo integral, centeio, cevada
  • Adoçantes contendo polióis: sorbitol, manitol, xilitol em balas e gomas

Como os carboidratos fermentáveis provocam gases?

Os carboidratos fermentáveis chegam inteiros ao intestino grosso, onde servem de alimento para as bactérias ali residentes. A fermentação bacteriana desses compostos gera gases como subprodutos, o que pode causar distensão abdominal, flatulência e sensação de peso, especialmente em quem já tem sensibilidade intestinal.

A dieta pode influenciar bastante essa produção de gases, e planos alimentares com redução de FODMAPs têm mostrado benefício em pessoas com síndrome do intestino irritável. Uma estratégia útil é identificar e retirar temporariamente os alimentos mais provocadores e, depois, reintroduzi-los de forma gradual para avaliar a tolerância individual.

a melhor forma natural de eliminar gases que ninguém fala – Créditos: depositphotos.com / ruigsantos

Como reduzir gases sem comprometer a nutrição?

Estratégias práticas podem ajudar a minimizar a produção de gases sem sacrificar a qualidade nutricional da dieta. Deixar as leguminosas de molho por 8 a 12 horas e descartar a água antes do cozimento reduz parte dos oligossacarídeos fermentáveis, enquanto cozinhar vegetais crucíferos facilita a digestão.

Hábitos alimentares também fazem diferença, como mastigar devagar, evitar falar muito enquanto come e não usar canudos nas refeições, o que reduz a ingestão de ar. Apesar de alguns alimentos provocarem gases, leguminosas, vegetais crucíferos, frutas integrais e grãos são essenciais para a saúde, devendo ser ajustados, e não totalmente excluídos, para aliviar o desconforto sem perder valor nutricional.

Entre em contato: Foto da Dra. Anna Luísa Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes CRM-GO 33.271 Instagram @dra.annaluisabf
Tags: Bem-Estarqualidade de vidaSaúde
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