O uso da erva-doce para gases e estufamento tem chamado atenção de muitas pessoas que buscam formas simples de aliviar o desconforto abdominal. Essa planta aromática, também conhecida como funcho, é utilizada há séculos em diferentes culturas, principalmente na forma de chá, e em 2026 segue em destaque como opção natural complementar às orientações médicas, desde que usada com informação e cuidado.
O que causa gases e estufamento intestinal
Gases e estufamento são queixas comuns e, na maior parte das vezes, estão ligados a hábitos alimentares e ao funcionamento do intestino. A ingestão rápida de alimentos, o consumo excessivo de bebidas gaseificadas, o uso de adoçantes artificiais e a baixa ingestão de fibras podem favorecer a formação de gases.
Alterações na microbiota intestinal e intolerâncias alimentares, como à lactose ou ao glúten, também podem contribuir para a sensação de “barriga estufada”, muitas vezes acompanhada de arrotos, flatulência e cólicas leves. Quando esses sintomas aparecem com frequência, é importante avaliação médica para afastar doenças como síndrome do intestino irritável ou outras condições digestivas.

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Como a erva-doce ajuda nos gases e no estufamento
A ação da erva-doce para gases e estufamento está ligada às suas propriedades carminativas, termo usado para substâncias que auxiliam na eliminação de gases intestinais. Componentes do óleo essencial, como anetol e fenchona, são estudados por seu potencial de relaxar a musculatura lisa do trato gastrointestinal, reduzindo cólicas leves e sensação de pressão abdominal.
Essa planta costuma ser utilizada principalmente como chá, sementes mastigadas ou extrato em cápsulas, podendo ser combinada com outras medidas simples de cuidado digestivo. Em alguns países, sementes de funcho são servidas ao final das refeições, reforçando seu uso tradicional como aliada da digestão e do hálito.
- Chá de erva-doce: consumo quente ou morno após as refeições principais.
- Sementes: mastigadas lentamente para liberar os óleos aromáticos.
- Cápsulas ou extratos: geralmente padronizados, indicados conforme orientação de profissional de saúde.
Como preparar chá de erva-doce para aliviar gases
Para quem busca um método simples, o chá é a forma mais difundida de usar a erva-doce para desconfortos digestivos. A preparação tradicional utiliza sementes secas, facilmente encontradas em mercados e farmácias, dando preferência à infusão para preservar compostos voláteis presentes na planta.
- Ferver cerca de 200 ml de água.
- Desligar o fogo e adicionar de 1 a 2 colheres de chá de sementes de erva-doce levemente amassadas.
- Tampar e deixar em infusão por 5 a 10 minutos.
- Coar e consumir morno, de 1 a 3 vezes ao dia, conforme tolerância individual.
Em muitos casos, as pessoas associam o consumo do chá a mudanças simples na rotina, como mastigar melhor os alimentos, reduzir bebidas gaseificadas e evitar excesso de alimentos gordurosos. Essa combinação tende a oferecer melhores resultados no controle de gases e estufamento do que o uso isolado de qualquer planta. Se você gosta de ouvir profissionais, separamos esse vídeo da Angela Xavier mostrando o benefícios do chá de erva doce:
Quem deve ter cuidado ao usar erva-doce para gases
Mesmo sendo um recurso bastante difundido, o uso da erva-doce para gases e estufamento não é indicado de forma indiscriminada. Gestantes, lactantes, crianças pequenas e pessoas em uso contínuo de medicamentos devem buscar orientação profissional antes de utilizar qualquer forma concentrada da planta, como extratos ou cápsulas.
Pessoas com histórico de alergia a plantas da família Apiaceae (como aipo, coentro ou cenoura) precisam de atenção redobrada, pois podem apresentar reações de hipersensibilidade. Em qualquer sinal de reação adversa, como coceira, inchaço, falta de ar ou desconforto digestivo intenso, o consumo deve ser interrompido e um serviço de saúde deve ser procurado.
Resumo prático do uso da erva-doce para gases e estufamento
Para facilitar a visualização, a tabela a seguir reúne informações básicas sobre o uso da erva-doce em casos de gases e distensão abdominal, com foco em aspectos práticos e em cuidados de segurança. Esse resumo não substitui avaliação individual, mas auxilia a entender quando a planta pode ser um apoio e quando é preciso procurar ajuda profissional.
De forma geral, a erva-doce se mantém em 2026 como uma aliada tradicional no cuidado com gases e estufamento, sobretudo quando associada a hábitos alimentares equilibrados e ao acompanhamento adequado de saúde. O uso consciente, com informação e atenção aos sinais do próprio organismo, é apontado como o caminho mais seguro para aproveitar seus potenciais benefícios digestivos.









