Você está grávida, sempre gostou de um bom chá ou daqueles temperinhos naturais, e agora se pega pensando: será que isso ainda é seguro para o meu bebê? Durante a gestação, o uso de ervas e plantas medicinais costuma despertar muitas dúvidas e, em alguns casos, até culpa ou medo, principalmente quando se fala em possíveis riscos de aborto, malformações e alterações na pressão arterial ou nas contrações uterinas.
Quais cuidados gerais a gestante deve ter com o uso de ervas
Embora ervas sejam frequentemente associadas a algo “natural”, isso não significa ausência de efeito no organismo, especialmente em um corpo que está em mudança. Algumas plantas podem interferir na pressão arterial, na coagulação do sangue, na função do fígado ou até estimular contrações uterinas, o que torna a avaliação de um ou uma profissional de saúde essencial.
Durante a gravidez, o corpo passa por alterações hormonais e metabólicas que modificam a forma como substâncias são absorvidas e eliminadas. Por isso, o que antes parecia inofensivo pode deixar de ser adequado, sobretudo se usado como remédio, em chás concentrados ou em grandes quantidades ao longo do dia, exigindo ainda mais cautela.

Leia também: Como plantar o tubérculo avermelhado que favorece a saúde do sangue e melhora a circulação
Como usar ervas na culinária e em chás durante a gravidez
Em geral, o uso culinário de algumas ervas em pequenas quantidades costuma ser melhor tolerado do que o consumo em chás concentrados ou cápsulas. Ervas polvilhadas sobre a comida, em molhos ou saladas, tendem a ter impacto menor do que um chá forte preparado com várias colheres da mesma planta.
A avaliação do médico ou da médica obstetra é indicada sempre que houver intenção de usar qualquer planta com finalidade terapêutica, mesmo que seja um produto vendido sem receita. Chás “caseiros” não são automaticamente seguros, especialmente quando misturam várias plantas na mesma receita, são usados para emagrecer ou são tomados diariamente para aliviar algum sintoma específico.
Quais atitudes ajudam a reduzir riscos no uso de ervas
Alguns pontos práticos podem ajudar a tornar o uso de ervas mais consciente ao longo da gestação, reduzindo a chance de efeitos indesejados. Antes de preparar um chá novo ou comprar um suplemento “natural”, vale conferir alguns cuidados simples e compartilhá-los, quando possível, com o profissional que acompanha o pré-natal.
- Evitar misturas de várias ervas na mesma bebida ou suplemento.
- Não ultrapassar o uso de ervas além de tempero em pratos do dia a dia, sem liberação profissional.
- Desconfiar de produtos rotulados como “100% naturais” que prometem emagrecimento, desinchar ou “limpar o organismo”.
- Checar sempre nome popular e nome científico da planta antes de consumir.
Se você gosta de ouvir profissionais, separamos esse vídeo do canal Nutri das Mamães, mostrando chás seguros que grávida pode tomar:
Quais ervas costumam ser mais seguras e quais pedem maior cautela
As listas de plantas seguras ou contraindicadas podem variar entre fontes, porém há grupos frequentemente citados por estudos e diretrizes. Algumas ervas são vistas como mais aceitáveis em quantidades culinárias, enquanto outras pedem vigilância maior, principalmente em forma de chá concentrado, gotas, óleos essenciais ou suplemento em cápsulas.
A tabela a seguir traz um panorama geral, que não substitui a avaliação individual, mas ajuda a ter uma primeira noção de quando a atenção deve ser redobrada. Sempre que houver dúvida, priorize a conversa com o profissional do pré-natal antes de manter o uso regular de qualquer planta, sobretudo se você já usa medicamentos contínuos ou tem doenças pré-existentes.
Quando é importante buscar orientação profissional sobre ervas na gravidez
Em qualquer situação em que exista dúvida sobre uma erva, a recomendação é discutir o assunto durante o pré-natal. Profissionais de saúde podem avaliar histórico de doenças, uso de medicamentos, estágio da gestação e até hábitos alimentares antes de liberar ou não determinada planta.
Isso vale para chás, cápsulas, gotas, xaropes fitoterápicos e também para produtos de uso tópico com óleos essenciais ou cremes “naturais”. Manter um diálogo aberto sobre ervas e fitoterápicos ajuda a montar uma rotina mais segura, permitindo que a gestante continue apreciando sabores naturais e alguns chás leves, quando apropriado, com menor risco para o bebê.






