A Sensação Persistente de Preguiça pode frequentemente ser um indicativo de problemas mais profundos do que simplesmente a falta de vontade de iniciar tarefas. Psicólogos e especialistas em saúde mental indicam que essa indisposição crônica pode, muitas vezes, ser um sintoma de condições como ansiedade, depressão e esgotamento emocional, tornando essencial compreender essa relação para quebrar o ciclo de procrastinação e restaurar o bem-estar psicológico.
A preguiça pode ser um sintoma de problemas emocionais?
Ao contrário do que comumente se acredita, a preguiça não é apenas uma questão de caráter ou falta de disciplina. Na visão da psicologia moderna, esse comportamento pode ser um sinal de desequilíbrios emocionais e de um cérebro imerso em emoções negativas.
Nesses casos, o cérebro adota um modo de autoproteção que minimiza iniciativas produtivas, funcionando como uma estratégia de evitação emocional. O cansaço físico ou mental persistente, sem causa clara, pode estar ligado a estresse crônico, episódios depressivos e outras condições psicossociais que pedem atenção profissional.
Como a preguiça se relaciona com a procrastinação?
Preguiça e procrastinação costumam ser tratadas como sinônimos, mas apresentam diferenças importantes. A procrastinação envolve evitar uma tarefa específica, muitas vezes por medo de falhar ou perfeccionismo, enquanto a preguiça reflete uma falta de motivação mais geral.
Ambos os fenômenos podem estar enraizados em problemas de saúde mental e impactar o desempenho diário e a autoestima. Estudos mostram que a procrastinação crônica está associada a declínios significativos na saúde física e psicológica, piorando o funcionamento global da pessoa.

O que a ciência revela sobre os efeitos da procrastinação?
A ciência tem aprofundado a compreensão sobre os impactos da procrastinação na saúde. Pesquisas, como a conduzida por Johansson e equipe em 2023 com milhares de universitários, mostram que a procrastinação está ligada a sintomas agravados de depressão, ansiedade e estresse.
Esses estudos também destacam outros prejuízos associados ao adiamento constante de tarefas, indo além do campo emocional e alcançando aspectos físicos do bem-estar, como:
- Má qualidade do sono e maior fadiga ao longo do dia
- Aumento de queixas físicas, como dores de cabeça e tensão muscular
- Piora do desempenho acadêmico e profissional
- Maior risco de sentimentos de culpa, vergonha e autocrítica excessiva
Estratégias para vencer a preguiça com foco na saúde mental?
Superar a preguiça exige mais do que força de vontade e envolve lidar com emoções, hábitos e expectativas. Estratégias como dividir tarefas em etapas menores, praticar autocompaixão e identificar gatilhos emocionais ajudam a reduzir a pressão interna e a tornar a ação mais leve e viável.
Rotinas equilibradas de descanso e atividade, aliadas à possibilidade de buscar apoio profissional, são fundamentais quando a falta de motivação se prolonga ou vem acompanhada de tristeza persistente, isolamento social ou perda de interesse geral, sinalizando que a saúde mental pode precisar de cuidado especializado.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









