A condição conhecida como Gordura no Fígado, ou esteatose hepática, tem se tornado uma preocupação crescente devido ao seu caráter silencioso e à associação com doenças modernas. Caracterizada pelo acúmulo de gordura nas células hepáticas, pode se desenvolver sem sintomas claros, sendo frequentemente identificada em exames de rotina, especialmente em pessoas com sobrepeso, sedentarismo ou distúrbios metabólicos.
Quais são os principais riscos e causas da gordura no fígado?
O fígado desempenha funções cruciais, como metabolizar nutrientes, produzir substâncias importantes e limpar o sangue. Condições como obesidade, consumo excessivo de álcool, diabetes tipo 2, colesterol elevado e síndrome metabólica aumentam o risco de esteatose hepática.
Quando negligenciada, a doença pode progredir silenciosamente até que surjam sintomas mais evidentes, como fadiga extrema e desconforto abdominal. Por isso, pessoas com fatores de risco devem ficar atentas a sinais discretos e manter acompanhamento médico regular.
Para compreender melhor a gordura no fígado, assista ao vídeo a seguir, no qual o Dr. Juliano Piunti Teles explica se é grave, quais são os sintomas e os possíveis tratamentos no canal Juliano Teles.
Quais sintomas podem indicar a presença de gordura no fígado?
Embora muitas pessoas possam não apresentar sinais evidentes, alguns sintomas discretos podem indicar a presença de gordura hepática. Entre eles, estão o cansaço constante, mal-estar no lado direito do abdômen, sensação de inchaço e, em alguns casos, náuseas leves ou perda de apetite.
Exames laboratoriais podem revelar alterações nas enzimas hepáticas, tornando esses testes essenciais na detecção precoce da condição. A identificação precoce é vital para prevenir a evolução para inflamação hepática, fibrose, cirrose e até câncer hepático.
Como a gordura no fígado pode evoluir sem tratamento adequado?
Sem intervenção, a esteatose hepática pode avançar para quadros mais sérios. Quando o excesso de gordura causa inflamação, ocorre a esteato-hepatite, estágio em que há maior risco de danos permanentes ao fígado, como fibrose.
Se a inflamação e a fibrose progridem, pode surgir cirrose, comprometendo de forma importante a função hepática e aumentando o risco de insuficiência hepática e câncer. Pessoas com obesidade, hipertensão, diabetes e síndrome metabólica devem ser especialmente vigilantes e realizar exames de rotina.

Quais medidas ajudam a prevenir e controlar a esteatose hepática?
Embora ainda não exista um tratamento farmacológico específico para a gordura no fígado, mudanças no estilo de vida podem fazer grande diferença. Adoção de dieta balanceada, controle de peso, prática regular de atividade física e redução do consumo de álcool são pilares fundamentais.
Algumas medidas simples do dia a dia podem contribuir muito para prevenir e controlar a esteatose hepática, principalmente em pessoas com fatores de risco já conhecidos:
- Adotar hábitos alimentares saudáveis, reduzindo o consumo de alimentos processados, açúcares e gorduras saturadas.
- Incorporar exercícios físicos regulares à rotina, como caminhadas, musculação leve ou atividades aeróbicas.
- Monitorar regularmente a saúde metabólica por meio de exames médicos, avaliando glicemia, colesterol e enzimas hepáticas.
- Limitar ou evitar o consumo de álcool para reduzir o risco de esteatose hepática alcoólica.
Portanto, embora a esteatose hepática possa ser uma condição silenciosa, suas implicações são significativas. A implementação de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico regular são estratégias indispensáveis para prevenção, controle e, em muitos casos, reversão do quadro, promovendo uma vida mais longa e saudável.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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