A saúde masculina também pode ser impactada por infecções oportunistas, como a Candidíase, frequentemente associada às mulheres. Esse problema é causado pelo crescimento descontrolado de Candida albicans, um fungo que em condições normais faz parte da microbiota humana, mas que pode se tornar patogênico na região genital masculina.
Quais são os sintomas da candidíase no homem?
O sintoma mais comum da candidíase masculina é a inflamação da glande e do prepúcio, quadro conhecido como balanite ou balanopostite candidiásica. Os sinais visuais incluem vermelhidão intensa, coceira persistente e pequenas erupções cutâneas que podem evoluir para feridas superficiais.
Além disso, muitos homens relatam inchaço local, presença de secreção esbranquiçada com aparência semelhante a nata e dor ou queimação ao urinar, devido à irritação da uretra. Reconhecer esses sintomas permite a busca rápida por avaliação médica e tratamento adequado.
Para compreender melhor a candidíase peniana, assista ao vídeo a seguir, no qual o Dr. Elio Arão Junior explica sintomas, causas, riscos e tratamentos de forma clara e didática no canal Dr. Élio Arão Júnior.
Quais fatores desencadeiam a candidíase masculina?
A infecção costuma surgir quando há quebra da homeostase na pele genital, favorecendo o crescimento da Candida albicans. Excesso de umidade, calor, atrito da região e uso prolongado de roupas apertadas aumentam a aderência do fungo e sua invasão dos tecidos.
Alguns fatores de risco aumentam de forma importante a probabilidade de um homem desenvolver candidíase ou ter crises recorrentes. Entre os principais desencadeadores, destacam-se:
🦠 Fatores de Risco para Proliferação Fúngica
Condições que favorecem o crescimento excessivo de leveduras no organismo.
| Fator | Mecanismo Envolvido |
|---|---|
| Imunossupressão | Redução da resposta das células T facilita a proliferação do fungo. |
| Diabetes mellitus | Níveis elevados de glicose alteram o pH local e fornecem nutrientes que favorecem o crescimento fúngico. |
| Uso de antibióticos | Diminui a microbiota bacteriana protetora, permitindo crescimento excessivo da levedura. |
| Fimose | Dificulta a higienização do prepúcio e retém umidade, criando ambiente propício ao patógeno. |
Como é feito o diagnóstico da candidíase masculina?
O diagnóstico é geralmente clínico, por inspeção visual das lesões e análise dos sintomas relatados pelo paciente. O médico avalia histórico de doenças, uso de medicamentos, hábitos de higiene e possível presença de fatores de risco, como diabetes ou imunossupressão.
Em casos recorrentes ou de difícil controle, exames laboratoriais podem ser solicitados para confirmar o fungo e orientar o tratamento. A aplicação de hidróxido de potássio (KOH) em amostras de pele, com visualização do fungo ao microscópio, é uma técnica amplamente utilizada em microbiologia.

Quais são os tratamentos indicados para a candidíase masculina?
O tratamento busca eliminar o fungo e restaurar a função normal da pele genital, aliviando rapidamente os sintomas. Antifúngicos tópicos, como clotrimazol ou miconazol, costumam ser eficazes quando usados por 7 a 14 dias, associados a higiene adequada e secagem cuidadosa da região.
Para tratar e prevenir reinfecções, o médico pode orientar medidas adicionais e, em alguns casos, incluir medicamentos sistêmicos. Entre as principais opções de suporte e tratamento complementar, estão:
- Antifúngicos orais: fluconazol em dose única ou esquemas curtos em quadros extensos ou persistentes.
- Soro fisiológico: usado na limpeza suave da área afetada, evitando irritação adicional.
- Exposição ao ar: manter a área seca e ventilada reduz o crescimento do fungo.
- Corticoides leves: podem ser associados por curto período para aliviar inchaço e coceira.
Como prevenir novas crises de candidíase masculina?
A prevenção da candidíase envolve manter a região genital limpa, seca e bem ventilada, preservando a acidez natural da pele. Secagem cuidadosa após o banho ou após relações sexuais, evitando permanecer com roupas íntimas úmidas, é fundamental para reduzir a umidade local.
O controle de doenças metabólicas, como a diabetes, o uso de roupas íntimas de algodão e o ajuste da dieta, com menor consumo de açúcar, ajudam a diminuir a recorrência. Ao adotar esses cuidados, é possível reduzir significativamente as chances de novos episódios de candidíase masculina.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









