Você lembra do dia em que pensou: “Será que já posso dar uma frutinha para o meu bebê?” Esse momento marca uma nova fase na rotina da família, cheia de dúvidas e expectativas. Após os primeiros meses de aleitamento, o pediatra costuma orientar a inserção gradual dos sólidos, e as frutas aparecem entre as primeiras opções, pedindo cuidado, informação clara e respeito ao ritmo do bebê.
Por que as frutas são importantes na introdução alimentar do bebê
As frutas costumam ser ótimas aliadas nessa fase porque são fontes naturais de vitaminas, minerais, fibras e água. Elas complementam o leite materno ou a fórmula, sem substituí-los no primeiro ano de vida, e ajudam o bebê a conhecer sabores mais naturais e menos processados.
A textura também é um ponto chave: quando bem amassadas ou cortadas em pedaços seguros, as frutas estimulam a mastigação e a coordenação da boca. Isso facilita a transição para outros alimentos, como legumes, verduras e grãos, favorecendo hábitos alimentares mais variados ao longo da infância.

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Como oferecer frutas na introdução alimentar com segurança
A forma de preparar e servir as frutas faz muita diferença para a segurança do bebê. Em geral, recomenda-se usar frutas frescas, bem lavadas, maduras e sem açúcar, mel ou adoçantes. A consistência deve acompanhar o desenvolvimento do bebê: amassada, em pequenos pedaços ou em tiras, conforme o método escolhido (tradicional ou BLW) e a orientação do profissional de saúde.
Para deixar essa etapa mais tranquila, alguns cuidados costumam ser indicados por pediatras e nutricionistas:
- Retirar sementes grandes e caroços antes de servir.
- Cortar de forma que diminua o risco de engasgo, evitando pedaços arredondados e escorregadios.
- Evitar sucos industrializados e limitar sucos naturais, priorizando a fruta inteira.
- Observar sinais de alergia, como manchas na pele, vômitos ou dificuldade para respirar.
Quais frutas escolher na introdução alimentar do bebê
Não existe uma “fruta certa” para começar: o mais importante é variar e respeitar a cultura alimentar da família e o que é fácil de encontrar na região do bebê. Frutas da estação costumam ser mais saborosas, nutritivas e econômicas, além de ajudarem o bebê a se acostumar com a oferta natural de cada época do ano. Separamos esse vídeo do canal da Macetes de Mãe mostrando frutas para começar a introdução alimento do seu filho:
Algumas opções aparecem com frequência por serem macias, terem sabor suave e boa aceitação: banana, mamão, pera, maçã cozida ou raspada e abacate. Frutas cítricas, como laranja, podem ser oferecidas com mais cuidado, observando se não irritam a pele ou a boca do bebê.
Quais são os principais benefícios naturais para o bebê
As frutas oferecem vitaminas importantes, como vitamina C (presente nas cítricas) e vitamina A (em frutas alaranjadas, como mamão e manga). Esses nutrientes ajudam na imunidade, na visão e na proteção da pele e das mucosas, apoiando o crescimento saudável do bebê em desenvolvimento.
Elas também fornecem minerais, como potássio, e bastante água, contribuindo para a hidratação, principalmente em dias quentes. As fibras presentes nas frutas ajudam no funcionamento do intestino, algo muito útil quando o bebê está se adaptando aos novos alimentos e pode ter mudanças nas fezes.
Tabela de exemplo com frutas comuns na introdução alimentar
A tabela abaixo traz um exemplo simples de frutas frequentemente usadas na introdução alimentar, com informações gerais. Esses dados são apenas informativos e não substituem a orientação individualizada do pediatra ou nutricionista que acompanha o bebê ao longo do crescimento.
Como manter uma rotina equilibrada com frutas na alimentação do bebê
Para que as frutas cumpram bem seu papel, é interessante que entrem como parte das refeições e lanches, e não como substitutas constantes de outros grupos alimentares. Assim, o bebê tem contato com frutas, legumes, cereais e proteínas, construindo um cardápio mais completo e variado.
Muitas famílias gostam de alternar as frutas ao longo da semana, mantendo as preferidas e apresentando novidades aos poucos. Isso ajuda a observar possíveis reações, ampliar o paladar e tornar o momento da refeição mais leve. Em caso de dúvidas, o acompanhamento com pediatra ou nutricionista, atualizado às recomendações atuais, é o caminho mais seguro para todos.










