A possibilidade de um organismo reverter seu próprio ciclo de vida desperta interesse científico global. Uma pequena água-viva marinha ganhou destaque por apresentar capacidade de regressão biológica após atingir maturidade sexual. Esse fenômeno desafia conceitos tradicionais sobre envelhecimento e mortalidade, ampliando debates sobre regeneração celular e limites naturais da vida.
Qual é a espécie de água viva associada à imortalidade biológica
A espécie responsável por esse fenômeno é a Turritopsis dohrnii, popularmente chamada de água-viva imortal. Nativa do Mar Mediterrâneo, ela possui poucos milímetros de diâmetro e estrutura corporal simples, típica dos cnidários.
O diferencial está na capacidade de retornar ao estágio juvenil após atingir a fase adulta. Em vez de morrer após reprodução ou estresse ambiental, esse organismo reinicia seu ciclo, fenômeno raro entre animais multicelulares.

Como ocorre o processo de reversão do ciclo de vida
A regressão ocorre por meio de transdiferenciação celular, mecanismo no qual células especializadas se transformam em outros tipos celulares. Estudos publicados no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences analisam genes ligados à regeneração nessa espécie, disponíveis no site.
Durante condições adversas, a medusa adulta se retrai e retorna ao estágio de pólipo, reiniciando o desenvolvimento. Esse processo pode se repetir diversas vezes, desde que não haja predação ou doença que interrompa o ciclo biológico.
Quais fatores permitem que essa água viva desafie o envelhecimento
O fenômeno envolve mecanismos biológicos específicos que favorecem regeneração contínua e adaptação celular. A plasticidade genética e o controle preciso da divisão celular são elementos centrais nesse processo singular.
Entre os principais fatores observados estão:
- Alta capacidade de regeneração celular
- Ativação de genes ligados à reparação de DNA
- Eficiência no controle de estresse oxidativo
- Reversão completa do estágio adulto para pólipo
- Estrutura corporal simples e adaptável
Essa água viva é realmente imortal na natureza
Apesar do termo popular, a espécie não é invulnerável. Predadores, infecções e mudanças ambientais podem causar morte definitiva. A chamada imortalidade refere-se à capacidade potencial de evitar envelhecimento natural, não à ausência total de riscos.
Portanto, o conceito de imortalidade biológica é relativo e depende de condições ambientais favoráveis. Ainda assim, o fenômeno amplia o campo de estudo sobre regeneração e longevidade em organismos multicelulares.
Se você quer entender por que a água-viva Turritopsis dohrnii é chamada de “imortal” e como funciona seu ciclo biológico incomum, este vídeo do canal Incrivelmente Animal, com 8,3 mil subscritores, explica o mecanismo de regeneração que permite à espécie retornar a estágios anteriores da vida.
Quais impactos científicos esse fenômeno pode gerar
A análise genética da Turritopsis dohrnii pode contribuir para pesquisas sobre envelhecimento humano e medicina regenerativa. Compreender como ocorre a reprogramação celular auxilia na investigação de terapias voltadas à reparação tecidual.
Embora aplicações práticas ainda estejam em fase inicial, o estudo dessa água-viva inspira avanços na biologia molecular. O fenômeno reforça que os limites da vida são mais complexos do que se imaginava anteriormente.









