A transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva é um fenômeno natural na vida das mulheres, conhecido como climatério. Este é um processo gradual que compreende diferentes estágios, incluindo a perimenopausa e a menopausa, períodos que podem trazer uma variedade de sintomas afetando tanto o corpo quanto a mente. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão vivenciando essa transição atualmente, segundo dados recentes da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
O que é a perimenopausa?
A perimenopausa é caracterizada por flutuações hormonais significativas, geralmente começando por volta dos 38 a 40 anos. Durante essa fase, as mulheres podem notar ciclos menstruais irregulares e sintomas como insônia, ondas de calor noturnas e irritabilidade.
Esse período de transição é marcado pela diminuição progressiva de hormônios como a progesterona e a testosterona, além de oscilações nos níveis de estrogênio. Em algumas mulheres, essas alterações podem impactar o desempenho no trabalho, o bem-estar emocional e a vida sexual.
Para compreender melhor o que é a perimenopausa e o que acontece com o corpo da mulher nesse período, assista ao vídeo a seguir, no qual a ginecologista e obstetra explica o assunto de forma clara e didática no canal responsável pelo conteúdo.
Qual é a diferença entre perimenopausa e menopausa?
A diferença principal reside no fato de que a menopausa é um marco diagnóstico definido por 12 meses consecutivos sem menstruação. Enquanto a menopausa é uma data, o climatério é o processo no qual a menopausa está inserida, abrangendo antes e depois desse marco.
No Brasil, a idade média para o início da menopausa está entre 48 e 52 anos. No entanto, fatores como genética, hábitos de vida e condições de saúde preexistentes podem antecipar ou atrasar esse processo, exigindo acompanhamento individualizado.

Quais são os sintomas mais comuns durante o climatério?
Os sintomas do climatério podem variar de mulher para mulher, em intensidade e combinação. Entre os mais comuns estão alterações no ciclo menstrual, distúrbios do sono, como a insônia, e mudanças de humor, como aumento da ansiedade.
Além dos sintomas emocionais, são frequentes manifestações físicas que podem interferir na rotina e na qualidade de vida. A seguir, alguns exemplos que merecem atenção e, quando necessário, avaliação médica:
🌸 Sintomas Comuns de Alterações Hormonais Femininas
Principais manifestações físicas e emocionais associadas a desequilíbrios hormonais.
| Sintoma | Descrição |
|---|---|
| Dor nas mamas, enxaquecas e ondas de calor | Incluem sensibilidade mamária, crises de enxaqueca e ondas de calor diurnas e noturnas. |
| Ganho de gordura abdominal | Alteração na distribuição de peso corporal, com maior acúmulo na região abdominal. |
| Redução da libido e desconforto íntimo | Pode ocorrer diminuição do desejo sexual e sintomas como ressecamento vaginal durante as relações. |
| Variações na disposição física e mental | Incluem cansaço frequente, queda de energia e dificuldade de concentração. |
Como a reposição hormonal pode auxiliar na menopausa?
A reposição hormonal pode ser uma aliada para muitas mulheres que sofrem de sintomas moderados a severos devido à menopausa. Essa abordagem deve ser cuidadosamente avaliada por um profissional de saúde, considerando histórico clínico, exames e preferências da paciente.
Para mulheres com risco aumentado de osteoporose, menopausa precoce ou sintomas vasomotores intensos, a reposição hormonal pode trazer benefícios importantes. Além de aliviar sintomas, pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e preservar massa óssea, promovendo melhor qualidade de vida.
Quais são as melhores práticas de saúde durante o climatério?
Manter uma rotina de hábitos saudáveis é crucial durante o climatério para prevenir complicações e amenizar sintomas. Exercícios regulares, como treino de força e caminhadas, ajudam na saúde óssea, no controle do peso e no equilíbrio emocional.
O gerenciamento do estresse, o sono adequado e uma dieta rica em proteínas, fibras e nutrientes são essenciais para a saúde óssea e cardiovascular. Essas práticas contribuem para mitigar efeitos da diminuição hormonal, como perda de massa óssea e aumento do risco cardiovascular, favorecendo mais autonomia e bem-estar.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271







