Às margens do Rio dos Sinos, Novo Hamburgo guarda um pedaço raro da história alemã no Brasil. A Casa Schmitt-Presser, construída em 1830, é o primeiro imóvel em enxaimel tombado pelo IPHAN, em uma cidade que também é capital nacional do calçado.
O bairro que virou patrimônio histórico nacional
O Centro Histórico de Hamburgo Velho foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2015. A área reúne cerca de 70 imóveis que contam a história da imigração alemã no sul do país por meio de suas fachadas.
Entre as técnicas preservadas estão o enxaimel, o estilo neoclássico, o art déco e o frontão recortado, desenvolvido exclusivamente na região no início do século XX. A mesma área abriga o Parque Henrique Luiz Roessler, conhecido como Parcão, último lote íntegro da colonização alemã no bairro.

Como é morar na maior cidade de origem alemã do Rio Grande do Sul?
Novo Hamburgo tem cerca de 247 mil habitantes e fica na Região Metropolitana de Porto Alegre, a 42 km da capital. O ritmo é de cidade média, com comércio ativo, trânsito tolerável e preços bem abaixo dos da capital gaúcha.
O custo de vida é um dos principais atrativos: aluguéis chegam a ser cerca de 40% mais baratos que em Porto Alegre. A mobilidade é outro ponto forte, com quatro estações da Trensurb conectando direto à capital, além do acesso pela BR-116, que leva pouco mais de 40 minutos em um dia tranquilo.
Anápolis se destaca estrategicamente como a segunda maior economia de Goiás e sede de uma importante base aérea. O vídeo é do canal gaivotv, que produz conteúdos sobre o interior goiano e regiões turísticas, e traz um panorama completo sobre o custo de vida, mercado imobiliário e o polo industrial da cidade:
A história que começou em 1824 com imigrantes alemães
O povoado nasceu em 1824, quando o Império Brasileiro incentivou a vinda de imigrantes europeus para ocupar o sul. A região ficou conhecida como Hamburger Berg, ou Morro dos Hamburgueses, ponto de passagem entre Porto Alegre e a serra.
Com a chegada da ferrovia em 1876, o comércio se deslocou 3 km e surgiu a New Hamburg. O núcleo original ficou em segundo plano e deu origem ao atual bairro de Hamburgo Velho. Novo Hamburgo se emancipou de São Leopoldo em 1927 e ganhou o apelido atual.
Onde os moradores escolhem viver na cidade
A cidade tem perfis bem distintos de bairros, do histórico ao residencial de alto padrão. A escolha costuma refletir estilo de vida e orçamento.
- Hamburgo Velho: bairro histórico com casas em enxaimel, ruas arborizadas, museus e cafés, escolha de quem valoriza patrimônio e tranquilidade.
- Centro: comércio intenso, serviços, hospitais e acesso direto à Trensurb, para quem busca praticidade no dia a dia.
- Rio Branco: área valorizada próxima ao centro, com condomínios modernos, boa oferta de serviços e perfil familiar.
- Pátria Nova: residencial arborizado, com escolas de qualidade, supermercados e ambiente tranquilo para famílias.
- Lomba Grande: distrito rural, ideal para quem busca propriedades maiores e contato direto com a natureza, sem abrir mão de estar perto da cidade.

O que fazer no tempo livre na Capital Nacional do Calçado?
Novo Hamburgo combina cultura alemã, arte e parques em distâncias curtas. Alguns pontos são parada certa para quem mora ou visita.
- Casa Schmitt-Presser: construída em 1830, primeiro imóvel em enxaimel tombado pelo IPHAN no Brasil, em 1985, funciona como museu comunitário.
- Fundação Ernesto Frederico Scheffel: abriga mais de 400 obras do artista, é uma das maiores pinacotecas do mundo dedicadas a um só pintor.
- Parque Henrique Luiz Roessler (Parcão): 54 hectares com trilhas, pistas de caminhada e lagos no coração de Hamburgo Velho.
- Museu Nacional do Calçado: sediado na Universidade Feevale, reúne peças desde o século XII, incluindo sandálias gregas antigas.
- Igreja dos Três Reis Magos: igreja evangélica luterana no centro histórico, marca religiosa e arquitetônica da colonização alemã.
A gastronomia que preserva o sotaque germânico
A mesa de Novo Hamburgo reflete os mais de 200 anos de imigração alemã, mas recebe também o toque gaúcho. Alguns pratos marcam a identidade local.
- Cuca: pão doce coberto com farofa de açúcar, canela e frutas, servido em cafés coloniais da região e padarias tradicionais.
- Eisbein com chucrute: joelho de porco cozido, acompanhado por repolho fermentado, um dos clássicos das cantinas alemãs.
- Marreco recheado: prato típico do sul germânico, servido em almoços de família em Hamburgo Velho.
- Churrasco gaúcho: tradição que convive com a cozinha alemã, com espetos servidos em churrascarias pela cidade.

Quando cada estação é melhor para aproveitar a cidade?
O clima é subtropical úmido, com quatro estações bem definidas. Os verões são quentes e os invernos frios, algo raro em grande parte do Brasil.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à cidade que se emancipou em 1927?
Novo Hamburgo fica a 42 km de Porto Alegre, acesso direto pela BR-116 e pela RS-239. De carro, a viagem desde a capital leva cerca de 40 minutos em dia tranquilo, e o trem metropolitano da Trensurb também conecta as duas cidades.
O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, é a principal porta de entrada para quem chega de outras regiões do país. A cidade também é um dos pontos da Rota Romântica, que conecta municípios de colonização alemã no Vale do Sinos e na serra.
Venha conhecer a cidade onde a Alemanha ainda mora
Novo Hamburgo é uma daquelas cidades que conseguem ser três coisas ao mesmo tempo: um centro histórico raro no Brasil, um polo industrial de peso e um endereço com qualidade de vida acessível. A proximidade com Porto Alegre e a Serra Gaúcha fecha a conta.
Você precisa caminhar pelo Hamburgo Velho em uma tarde fresca de outono para entender por que tanta gente escolhe a Capital Nacional do Calçado como novo lar.










