Sete Lagoas carrega no nome suas sete lagoas urbanas, mas é no subsolo que guarda um de seus maiores tesouros. A pouco mais de uma hora de Belo Horizonte, o município combina espelhos d’água, mirantes de serra e um patrimônio natural moldado ao longo de milhões de anos, um cenário que também atraiu estudos do naturalista Peter Wilhelm Lund.
O que a Gruta Rei do Mato revela abaixo da superfície?
A Gruta Rei do Mato possui 998 metros de extensão e está entre as maiores cavernas de Minas Gerais, segundo a Sociedade Brasileira de Espeleologia. Cerca de 220 metros são acessíveis ao público, com passarelas e iluminação em LED que conduzem por quatro salões com desníveis que chegam a 30 metros.
O destaque está no Salão das Raridades, onde ficam as Colunas Gêmeas: duas formações de calcita com aproximadamente 12 metros de altura e apenas 25 centímetros de diâmetro, resultado do encontro entre estalactites e estalagmites ao longo de milhões de anos — um fenômeno raro no Brasil. Ao lado, a chamada Grutinha complementa a experiência com pinturas rupestres de mais de 6 mil anos e a réplica de uma preguiça gigante pré-histórica encontrada na região.
O nome entrega o óbvio: são sete lagoas espalhadas pela cidade. O que ele não conta é que o subsolo guarda uma das cavernas mais raras do país, com formações que levaram milhões de anos para existir. Sete Lagoas, a pouco mais de uma hora de Belo Horizonte, mistura espelhos d’água urbanos, serra com mirante e a herança das expedições do naturalista dinamarquês Peter Lund.

O que o Rei do Mato esconde embaixo da terra?
A Gruta Rei do Mato tem 998 metros de extensão e é considerada uma das 50 maiores cavernas de Minas Gerais pela Sociedade Brasileira de Espeleologia. Desses, 220 metros estão abertos ao público por passarelas e escadarias iluminadas com LED. A gruta é dividida em quatro salões com desníveis de até 30 metros.
No Salão das Raridades está a formação que atrai geólogos do mundo inteiro: as Colunas Gêmeas, duas estruturas cilíndricas de calcita com cerca de 12 metros de altura e apenas 25 centímetros de diâmetro. Formadas pelo encontro de estalactites e estalagmites ao longo de milhões de anos, são únicas entre as grutas brasileiras. Ao lado da caverna principal, a Grutinha exibe pinturas rupestres de mais de 6 mil anos e a réplica de uma preguiça gigante encontrada no local.
Uma rota que segue os passos de um dinamarquês do século XIX
Peter Lund explorou mais de 200 cavernas na região de Lagoa Santa a partir de 1835 e é considerado o pai da paleontologia e da arqueologia no Brasil. A Rota das Grutas Peter Lund, circuito turístico do Governo de Minas, conecta a Gruta Rei do Mato em Sete Lagoas à Gruta da Lapinha (Lagoa Santa) e à Gruta de Maquiné (Cordisburgo, terra de Guimarães Rosa). A região cárstica abrange cerca de 50 cavernas e 170 sítios arqueológicos em pouco mais de 2,4 mil hectares.
O que visitar na superfície da cidade das lagoas?
As sete lagoas existem de verdade e organizam a vida da cidade ao redor delas. A lista a seguir cabe em um fim de semana bem planejado.
- Lagoa Paulino: a principal, no centro. Orla com bares, restaurantes e fonte iluminada. Feira de artesanato e comidas típicas nas noites de sexta e sábado.
- Lagoa da Boa Vista: pista dupla de 1.630 metros ao redor, palco para eventos, pistas de skate e bicicross. Feirinha de produtos caseiros aos domingos de manhã.
- Serra de Santa Helena: formação calcária a 1.100 metros de altitude, com a vista mais ampla da região. No topo fica a Capela de Santa Helena, construída em 1852. A serra abriga rampa de voo livre e trilhas de mountain bike.
- Parque da Cascata: 295 hectares de mata nativa com trilhas, lago, praia artificial e uma cascata acessível por mirante. Fauna e flora de cerrado preservadas.
- Museu Histórico Municipal: funciona na Fazenda das Sete Lagoas, construção do século XVIII. Acervo com peças do período colonial e da formação da cidade.
Conheça Sete Lagoas, em Minas Gerais, um importante polo econômico e turístico localizado a apenas 75 km de Belo Horizonte. O vídeo do canal Naeco apresenta uma visão detalhada do município, combinando imagens de drone com informações históricas e geográficas:
Que sabores mineiros esperam o visitante?
A gastronomia segue o ritmo de Minas: mesa farta e tempero de fogão a lenha. O centro de Sete Lagoas concentra restaurantes que servem frango com quiabo, feijão tropeiro e tutu de feijão com torresmo. Ao redor da Lagoa Paulino, bares oferecem petiscos e cerveja gelada com vista para a fonte iluminada. Na zona rural, pousadas e restaurantes preparam comida mineira em ambiente de fazenda, ideal para quem combina a visita à gruta com almoço no campo.
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Quando ir para aproveitar grutas e trilhas?
O clima tropical de altitude mantém verões quentes com chuvas frequentes à tarde e invernos secos com manhãs frescas. A gruta pode ser visitada o ano inteiro, já que a temperatura interna é estável.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à cidade das sete lagoas
Sete Lagoas está a cerca de 70 km de Belo Horizonte, com acesso rápido pela BR-040 em aproximadamente 1 hora de carro. A Gruta Rei do Mato fica logo no trevo de entrada da cidade, às margens da rodovia, facilitando a visita. Há também ônibus intermunicipais frequentes saindo da rodoviária de Belo Horizonte. Para quem vem de mais longe, o Aeroporto Internacional de Confins está a cerca de 55 km, com acesso direto por estrada.
Um destino que surpreende em todas as direções
Mais do que as lagoas que dão nome ao município, Sete Lagoas revela atrações que vão do subterrâneo às alturas. As formações raras da Gruta Rei do Mato contrastam com a vista panorâmica da Serra de Santa Helena, de onde é possível avistar até a Serra do Espinhaço.
Reservar um fim de semana é o suficiente para viver duas experiências marcantes: descer pelos salões da gruta e subir até o topo da serra. Em poucos quilômetros, a cidade reúne natureza, história e a essência da hospitalidade mineira.










