Quem desce a BR-040 sentido Brasília encontra Sete Lagoas logo depois da capital mineira. A cidade leva esse nome porque tem, de fato, sete lagoas naturais espalhadas pelo território, e ainda guarda uma das cavernas mais visitadas do Brasil.
Por que vale a pena conhecer a Terra das Lagoas Encantadas?
Sete Lagoas combina ecoturismo, história e gastronomia mineira em um raio que cabe num fim de semana. A cidade se firmou como referência no Circuito Turístico das Grutas e atrai quem busca cavernas, mirantes e o sabor do queijo da serra.
Entre 2009 e 2011, a Arena do Jacaré chegou a abrigar Atlético, Cruzeiro e América nos campeonatos enquanto o Mineirão e o Independência passavam por reformas para a Copa do Mundo. Foi o período em que a cidade entrou no mapa nacional do futebol, mas o que sustenta sua agenda turística ainda são as belezas naturais e o patrimônio histórico bem preservado.

O que fazer na cidade dos bandeirantes mineiros?
O roteiro clássico mistura caverna, mirante, lagoa urbana e museu. Dá para fazer tudo em dois dias, com pausas para o café da tarde e a feira de artesanato.
- Gruta Rei do Mato: caverna com 998 metros de extensão, sendo 220 metros abertos à visita guiada. Possui pinturas rupestres com cerca de 6 mil anos. Informações no Instituto Estadual de Florestas (IEF).
- Lagoa Paulino: principal das sete lagoas da cidade, no centro, cercada por bares, ciclovia e feira de artesanato às sextas e sábados.
- Serra de Santa Helena: formação calcária a 7 km do centro, com mirante panorâmico e rampa de voo livre, prática mais comum é o parapente.
- Capela de Santa Helena: construída em 1852, no alto da serra, palco da tradicional Festa de Santa Helena e da Santa Cruz no primeiro fim de semana de maio.
- Museu Histórico Municipal: instalado na Fazenda das Sete Lagoas, construção do século XVIII que abrigou bandeirantes a caminho dos sertões mineiros.
- Lagoa da Boa Vista: pista de 1.630 metros para caminhada, feira aos domingos pela manhã com produtos caseiros e quitutes mineiros.
A capital do Acre surpreende com sua integração entre urbanismo e a floresta tropical no extremo norte. O vídeo é do canal Cidades & Cia, com 194 mil inscritos, e detalha os marcos históricos e a vida cotidiana em Rio Branco:
Que segredos a Gruta Rei do Mato esconde sob a terra?
A caverna recebeu o título de Monumento Natural Estadual em agosto de 2009 e é considerada uma das 50 maiores grutas de Minas Gerais pela Sociedade Brasileira de Espeleologia. Está inserida na Rota Peter Lund, homenagem ao naturalista dinamarquês considerado o pai da paleontologia e da arqueologia brasileiras.
O quarto salão impressiona pelas duas colunas paralelas perfeitamente cilíndricas, formação rara no mundo. Ao lado da entrada principal, a Grutinha guarda pinturas rupestres feitas com sangue e gordura vegetal há cerca de seis mil anos, além da réplica de um animal pré-histórico que viveu na região. Veja mais em Turismo de Minas Gerais.
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Quando ir e quanto pode custar a viagem?
O clima do interior mineiro favorece o turismo na maior parte do ano. Os meses secos garantem trilhas mais seguras na serra e voos de parapente com correntes térmicas estáveis.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
O acesso é simples: 70 km de Belo Horizonte pela BR-040, em pouco mais de uma hora de carro. Há ônibus intermunicipais regulares saindo da rodoviária da capital mineira.
Vale a viagem para conhecer Sete Lagoas?
A cidade entrega o que muita gente não imagina encontrar tão perto de Belo Horizonte: caverna com formações raras, lagoas urbanas para caminhar e uma serra com vista de tirar o fôlego. Tudo a uma distância que cabe em qualquer feriado prolongado.
Você precisa visitar Sete Lagoas e descer 220 metros pela Gruta Rei do Mato para entender por que esse pedaço do interior mineiro fica na memória.










