Ajustar o ar-condicionado para 17°C ou 18°C não refresca o ambiente mais rápido do que 23°C. O que faz é forçar o compressor a trabalhar em carga máxima por mais tempo, elevando o consumo de energia de forma direta e mensurável na conta de luz.
Qual temperatura do ar-condicionado consome mais energia?
Quanto mais baixa a temperatura configurada, maior o esforço do compressor para atingir e manter aquele ponto. Não se trata de uma diferença marginal: segundo orientações do INMETRO, cada grau abaixo de 23°C pode elevar o consumo do aparelho em até 7%.
Quem usa o ar-condicionado habitualmente entre 19°C e 20°C, portanto, acumula uma diferença de 21% a 28% no consumo em comparação a quem mantém o termostato em 23°C. É exatamente essa a faixa que explica o impacto de até 25% na conta mensal de energia.

Por que o ar-condicionado consome mais em temperaturas baixas?
O compressor é o coração do ar-condicionado e o principal responsável pelo consumo elétrico do aparelho. Em temperaturas muito baixas, ele não consegue desacelerar ou entrar em modo de manutenção: precisa operar em carga alta continuamente para combater a diferença térmica entre o ambiente externo quente e o alvo interno frio.
Aparelhos com tecnologia Inverter amenizam esse problema ao ajustar a velocidade do compressor conforme a necessidade. Mesmo assim, o impacto da temperatura configurada persiste: a carga de trabalho necessária para manter 17°C é estruturalmente maior do que para manter 23°C, independentemente da tecnologia usada.
Qual temperatura o INMETRO recomenda para economizar?
A recomendação oficial do INMETRO é configurar o termostato em 23°C. Essa faixa equilibra conforto térmico e eficiência energética sem exigir que o compressor opere em esforço contínuo. A orientação vale tanto para aparelhos convencionais quanto para modelos Inverter.
Para quem precisa resfriar o ambiente rapidamente, o INMETRO sugere usar o modo turbo ou máximo por no máximo 10 a 15 minutos iniciais e, em seguida, ajustar o termostato para os 23°C recomendados. Manter a temperatura extrema após o ambiente já estar frio é o principal gerador de desperdício.

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Quanto a temperatura impacta na conta de luz no mês?
O impacto varia conforme a potência do aparelho, as horas de uso diário e a tarifa de energia da distribuidora local. Para ter uma referência prática, veja a diferença estimada de consumo mensal por faixa de temperatura, considerando uso de 8 horas diárias com aparelho de 12.000 BTUs:
Comparativo de consumo por temperatura configurada:
| Temperatura | Consumo relativo | Diferença vs. 23°C |
|---|---|---|
| 23°C | Base | — |
| 22°C | +7% | +7% |
| 21°C | +14% | +14% |
| 20°C | +21% | +21% |
| 19°C | +28% | +28% |
| 17°C | +42% | +42% |
Existe outra forma de economizar sem abrir mão do frescor?
Sim. O consumo do ar-condicionado não depende só da temperatura configurada. Ambientes mal vedados forçam o aparelho a compensar constantemente o calor que entra por frestas em portas e janelas, elevando o consumo mesmo com o termostato em 23°C. Fechar cortinas durante o dia reduz significativamente a carga térmica interna.
Filtros sujos também aumentam o consumo em até 30%, segundo dados técnicos do INMETRO, ao prejudicar a circulação do ar e obrigar o sistema a trabalhar mais. A limpeza regular dos filtros a cada 15 dias, especialmente no verão, é uma das ações mais simples e baratas para manter o aparelho eficiente. Juntos, temperatura correta, ambiente vedado e manutenção em dia podem representar uma redução expressiva na conta mensal sem nenhum sacrifício de conforto.










