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Início Bem-Estar

A dor no peito que muita gente espera passar sozinha pode ser o aviso que o corpo dá antes do infarto

Por Paulo Custodio
05/06/2026
Em Bem-Estar
A dor no peito que muita gente espera passar sozinha pode ser o aviso mais perigoso que o corpo dá antes do infarto

A dor no peito que muita gente espera passar sozinha pode ser o aviso mais perigoso que o corpo dá antesA dor no peito que muita gente espera passar sozinha pode ser o aviso mais perigoso que o corpo dá antes do infarto do infarto

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Você sentiu uma pressão estranha no peito na semana passada e pensou que era estresse? Esse raciocínio custa vidas. Os sintomas de infarto nem sempre chegam como uma dor excruciante no lado esquerdo do peito, e reconhecer os sinais menos óbvios pode ser a diferença entre chegar a tempo ao hospital ou não chegar.

Por que os sintomas de infarto nem sempre parecem um infarto?

O coração não tem uma maneira padrão de pedir socorro. Quando uma artéria coronária começa a ser bloqueada, o sinal de dor pode aparecer de formas inesperadas, como náusea, cansaço intenso ou uma sensação vaga de mal-estar.

Isso acontece porque os nervos que levam a dor cardíaca ao cérebro compartilham rotas com nervos de outras regiões do corpo. O resultado é que o cérebro pode interpretar o sinal como dor no braço, na costas ou até na mandíbula.

A dor no peito que muita gente espera passar sozinha pode ser o aviso mais perigoso que o corpo dá antes do infarto
A dor no peito que muita gente espera passar sozinha pode ser o aviso mais perigoso que o corpo dá antes do infarto

Quais são os sintomas que as pessoas costumam ignorar?

A pressão ou aperto no peito é o mais conhecido, mas está longe de ser o único sinal.

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Preste atenção se qualquer um desses aparecer de forma súbita ou sem causa aparente:

  • Pressão, aperto ou peso no peito, mesmo que suave, que dura mais de alguns minutos ou vai e volta.
  • Falta de ar sem esforço físico que a justifique.
  • Suor frio repentino, especialmente acompanhado de palidez ou tontura.
  • Náusea ou dor no estômago que surgiu do nada, sem relação com refeições.
  • Dor ou desconforto que se irradia para braço esquerdo, costas, pescoço, mandíbula ou ombros.
  • Cansaço extremo e incomum, especialmente nos dias anteriores ao episódio.

Por que mulheres têm sintomas diferentes dos homens?

A diferença não é coincidência. A revisão sistemática Myocardial Infarction Signs and Symptoms: Females vs. Males, publicada no periódico Cureus, analisou 74 estudos e concluiu que mulheres apresentam, em média, mais sintomas atípicos como náusea, vômito e falta de ar, além de fadiga nos dias que antecedem o infarto, e demoram mais tempo para buscar atendimento após o início dos sintomas.

Parte disso se explica pela fisiologia: mulheres têm menor carga de aterosclerose e maior resistência microvascular, o que altera o padrão de dor percebida. Além disso, há décadas a imagem do infarto foi construída em torno do homem de meia-idade segurando o peito, o que faz com que mulheres subestimem seus próprios sintomas.

Leia também: As pessoas mais inteligentes da turma toda costumam nascer nesses meses

E nos idosos, como o infarto se manifesta?

Em pessoas acima dos 70 anos, o infarto pode aparecer de formas ainda mais atípicas. Confusão mental, queda sem causa aparente, fraqueza generalizada ou simples falta de apetite já foram registradas como apresentações iniciais em pacientes idosos.

Isso ocorre porque o envelhecimento afeta a percepção de dor e a resposta do sistema nervoso autônomo. O risco real é que esses sintomas sejam atribuídos à “idade” e nenhuma investigação cardiovascular seja feita.

Quem quer se proteger, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Qualicorp, que conta com mais de 352 mil visualizações, onde Dr. Drauzio Varella mostra os sinais de um infarto:

Quanto tempo existe para agir após os primeiros sinais?

O músculo cardíaco começa a morrer minutos após o bloqueio da artéria. A expressão médica “tempo é músculo” resume bem: cada hora sem tratamento representa mais tecido cardíaco perdido de forma irreversível.

O que fazer ao perceber os sintomas

Ligue imediatamente para o SAMU (192) ou peça que alguém te leve ao pronto-socorro mais próximo. Não dirija sozinho. Não espere para ver se passa. Não tome analgésico achando que vai resolver.

O que NÃO fazer

Evite minimizar o desconforto com justificativas como estresse, má digestão ou cansaço do dia. Sintomas cardíacos que aparecem em repouso, especialmente em pessoas acima dos 50 anos com fatores de risco, precisam de avaliação médica urgente, não de uma boa noite de sono.

Quem tem mais risco de ter um infarto silencioso?

Pessoas com diabetes, hipertensão e histórico familiar de doenças cardíacas têm maior probabilidade de ter infartos com sintomas atenuados ou ausentes. O infarto silencioso, como é chamado tecnicamente, pode ser descoberto apenas em um eletrocardiograma de rotina.

Segundo dados documentados sobre o infarto do miocárdio, entre os fatores de risco mais relevantes estão tabagismo, obesidade, sedentarismo, colesterol alto e diabetes, todos modificáveis com mudanças de hábito e acompanhamento médico contínuo.

O que fazer para não chegar nesse ponto?

Prevenir um infarto começa muito antes dos sintomas aparecerem. Controlar a pressão arterial, manter o colesterol em níveis adequados, não fumar e praticar atividade física regular são as intervenções com maior evidência de proteção cardiovascular.

Tão importante quanto os hábitos é o acompanhamento médico periódico, especialmente a partir dos 40 anos ou antes, se houver histórico familiar. O coração raramente ataca sem avisar. O problema é que o aviso nem sempre soa como dor, e aprender a reconhecer as formas mais sutis desse sinal pode ser o gesto mais importante que você faz pela própria vida.

Tags: infartoMulheressaúde cardiovascularSintomas
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