Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Bem-Estar

Vício em celular cresce e se torna o maior desafio da saúde mental

Por Daniely Cardoso
14/06/2025
Em Bem-Estar, Tecnologia
A clonagem de voz é real e pode ser perigosa! Saiba como se proteger

Celular - Créditos: depositphotos.com / Milkos

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

O uso constante do smartphone tornou-se uma realidade para milhões de pessoas em 2025. A facilidade de acesso à informação, entretenimento e comunicação faz com que o aparelho esteja sempre ao alcance das mãos. No entanto, muitos se perguntam por que é tão difícil se desligar do telefone, mesmo em momentos de lazer ou descanso.

Estudos recentes em psicologia comportamental apontam que o celular ultrapassou a função de simples ferramenta tecnológica. Ele passou a desempenhar um papel importante na regulação das emoções, servindo como um mecanismo de alívio para sensações de ansiedade, tédio ou desconforto. Esse fenômeno é observado em diferentes faixas etárias e contextos sociais.

Por que o celular se torna tão viciante?

A palavra-chave principal, vício em celular, está diretamente relacionada aos mecanismos de recompensa do cérebro. Pesquisas em neurociência mostram que cada notificação recebida, seja um like, mensagem ou alerta, estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer e à motivação. O fator imprevisível dessas recompensas digitais, chamado de reforço variável, é o mesmo que torna jogos de azar tão envolventes.

Além disso, a imprevisibilidade das notificações cria um ciclo de expectativa e recompensa. O usuário não sabe quando receberá a próxima mensagem ou curtida, o que o leva a checar o aparelho repetidas vezes ao longo do dia. Esse comportamento repetitivo pode se transformar em um hábito automático, difícil de ser interrompido.

Quais são os sinais de dependência do smartphone?

Identificar o uso excessivo do celular pode ser desafiador, pois muitas atividades cotidianas já dependem do aparelho. No entanto, alguns sinais indicam que o uso pode estar ultrapassando o limite saudável:

  • Sentir ansiedade ou desconforto ao ficar sem o telefone por alguns minutos;
  • Checar o aparelho automaticamente em momentos de pausa ou tédio;
  • Dificuldade de concentração em tarefas que exigem atenção prolongada;
  • Interromper conversas presenciais para olhar notificações;
  • Utilizar o celular como primeira e última atividade do dia.

Esses comportamentos podem indicar que o smartphone está sendo utilizado como um regulador emocional, substituindo outras formas de lidar com sentimentos negativos ou situações desconfortáveis.

Redes sociais – Créditos: depositphotos.com / rafapress

Como a busca por validação social influencia o uso do telefone?

A necessidade de aprovação e pertencimento é um dos fatores que impulsionam o uso compulsivo do smartphone. Redes sociais oferecem feedbacks constantes, como curtidas e comentários, que funcionam como pequenas doses de reconhecimento. Essa busca por validação pode se intensificar em períodos de instabilidade emocional ou mudanças significativas na vida, como durante eventos importantes, por exemplo a Pandemia de Covid-19, quando o tempo de uso de dispositivos como o smartphone atingiu níveis recordes.

Leia Também

The Last of Us mostra como adultos que sofreram perdas profundas podem desenvolver medo intenso de criar novos vínculos

The Last of Us mostra como adultos que sofreram perdas profundas podem desenvolver medo intenso de criar novos vínculos

07/04/2026
Muita gente não percebe que colocar limites na família não é desrespeito, é uma forma de proteger a própria saúde mental

Muita gente não percebe que colocar limites na família não é desrespeito, é uma forma de proteger a própria saúde mental

04/04/2026
A neurociência comportamental aponta que filhos únicos da geração 2000 desenvolveram mais ansiedade não por excesso de mimos, mas pela superproteção parental constante

A neurociência comportamental aponta que filhos únicos da geração 2000 desenvolveram mais ansiedade não por excesso de mimos, mas pela superproteção parental constante

03/04/2026
O nutriente que ajuda a proteger o cérebro e reduzir o risco de esquecimento após os 60 anos

O nutriente que ajuda a proteger o cérebro e reduzir o risco de esquecimento após os 60 anos

02/04/2026

O fenômeno conhecido como FOMO (Fear of Missing Out), ou medo de perder algo importante, também contribui para o uso frequente do celular. O receio de ficar desatualizado ou excluído de eventos sociais leva muitas pessoas a monitorar constantemente suas redes, aumentando ainda mais o tempo de exposição à tela.

É possível desenvolver um relacionamento mais saudável com o celular?

Adotar estratégias para equilibrar o uso do smartphone é fundamental para preservar o bem-estar mental. Algumas práticas recomendadas por especialistas incluem:

  1. Estabelecer horários específicos para checar notificações;
  2. Desativar alertas não essenciais;
  3. Praticar atividades offline, como leitura ou exercícios físicos;
  4. Observar os próprios gatilhos emocionais que levam ao uso do aparelho;
  5. Buscar alternativas para lidar com ansiedade ou tédio, como técnicas de respiração ou mindfulness. Instituições como a Organização Mundial da Saúde ressaltam a importância dessas medidas em sua campanha para usos saudáveis de tecnologia.

Essas medidas podem ajudar a reduzir o uso compulsivo do celular e promover uma relação mais consciente com a tecnologia. Diversas cidades, como São Paulo e Londres, já desenvolvem campanhas educativas para incentivar hábitos mais saudáveis com aparelhos digitais.

O avanço dos dispositivos móveis trouxe inúmeros benefícios, mas também desafios relacionados à saúde mental. Compreender os mecanismos psicológicos por trás do apego ao telefone é um passo importante para desenvolver hábitos mais equilibrados. O celular pode continuar sendo uma ferramenta útil, desde que utilizado de forma intencional e moderada.

Tags: Neurociênciasaúde mentalTecnologiavício
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Como era tomar banho, comer e viver no dia a dia há milhares de anos

Como era tomar banho, comer e viver no dia a dia há milhares de anos

07/04/2026
As pessoas que sempre concordam com você não são as mais leais da sua vida. As mais leais são aquelas que discordam, explicam o porquê e continuam ao seu lado mesmo depois do conflito

As pessoas que sempre concordam com você não são as mais leais da sua vida. As mais leais são aquelas que discordam, explicam o porquê e continuam ao seu lado mesmo depois do conflito

07/04/2026
Dormir mais ajuda a emagrecer mais que dieta restritiva, mas só funciona se o sono for profundo e regular

Dormir mais ajuda a emagrecer mais que dieta restritiva, mas só funciona se o sono for profundo e regular

07/04/2026
Por que pessoas silenciosas têm qualidades extraordinárias

A técnica mais poderosa para controlar emoções e vencer discussões sem falar

07/04/2026
Tem uma geração de mulheres que foi ensinada que amar era se sacrificar em silêncio. E tem uma geração de filhas que passou anos tentando desaprender isso

Tem uma geração de mulheres que foi ensinada que amar era se sacrificar em silêncio. E tem uma geração de filhas que passou anos tentando desaprender isso

07/04/2026
Carl Jung, sobre autoconhecimento: “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.”

Carl Jung, sobre autoconhecimento: “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.”

07/04/2026
  • Sample Page
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados