O pequi (Caryocar brasiliense) é um fruto nativo do cerrado brasileiro, conhecido por seu sabor e aroma marcantes, além de ser um ingrediente essencial na culinária regional. Além de sua presença cultural, o pequi é uma potência de compostos bioativos que oferecem propriedades medicinais, como ações anti-inflamatórias, antioxidantes e protetoras para a saúde do coração, que contribuem para o bem-estar do organismo.
- Ação Anti-inflamatória e Antioxidante
- Benefícios para a Saúde Cardiovascular
- Propriedades Antimicrobianas e Cicatrizantes
Ação anti-inflamatória e antioxidante
O pequi é rico em carotenoides, como o licopeno e o betacaroteno, além de flavonoides e vitamina A, que lhe conferem um potente efeito antioxidante. Esses fitoquímicos combatem os radicais livres, protegendo as células do corpo contra o estresse oxidativo e o envelhecimento precoce. Sua polpa e óleo também demonstram uma ação anti-inflamatória significativa. De acordo com um estudo publicado na revista Food Chemistry,
“O óleo de pequi (Caryocar brasiliense) demonstrou uma significativa atividade anti-inflamatória em modelos experimentais, reduzindo marcadores inflamatórios e a produção de citocinas. Essa propriedade é atribuída à sua rica composição em ácidos graxos insaturados e compostos fenólicos” (SOUZA et al., 2012).
Benefícios para a saúde cardiovascular
O pequi é um aliado valioso para a saúde do coração, principalmente por seu alto teor de ácidos graxos monoinsaturados e poliinsaturados. O óleo extraído da polpa é rico em ácido oleico (ômega-9), que ajuda a reduzir os níveis de colesterol LDL (o “mau” colesterol) e a aumentar o colesterol HDL (o “bom” colesterol). Isso contribui para a prevenção de doenças cardiovasculares. Uma pesquisa sobre o potencial da fruta destacou que:
“A composição lipídica do óleo de pequi é favorável à saúde cardiovascular, auxiliando no controle do perfil lipídico. A ingestão de alimentos ricos em ácidos graxos monoinsaturados, como o pequi, tem sido associada à redução do risco de aterosclerose e outras doenças cardíacas” (MOURA et al., 2017).

Propriedades antimicrobianas e cicatrizantes
Além de seus benefícios nutricionais, as folhas e a casca do pequi contêm taninos e saponinas, que lhes conferem propriedades antimicrobianas e cicatrizantes. O uso tradicional dessas partes da planta para o tratamento de feridas e infecções de pele é apoiado por essa característica. Segundo uma revisão sobre os usos etnobotânicos do pequi,
“As cascas e folhas de Caryocar brasiliense são tradicionalmente usadas para o tratamento de afecções cutâneas e inflamações na medicina popular. Os extratos aquosos e etanólicos dessas partes demonstraram atividade antimicrobiana contra microrganismos patogênicos, o que justifica seu emprego na cicatrização de feridas” (SILVA et al., 2019).
Para aproveitar o potencial do pequi, o óleo pode ser utilizado em preparos culinários ou como suplemento. A polpa pode ser consumida em pratos típicos ou em forma de geleias e cremes. Lembre-se de sempre buscar orientação profissional antes de iniciar qualquer tratamento fitoterápico.
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Uma joia do cerrado com benefícios para a saúde
- O pequi é uma fonte rica de antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, como carotenoides e ácidos graxos, que protegem o corpo do estresse oxidativo.
- Seu consumo contribui para a saúde cardiovascular, ajudando a controlar o colesterol e a prevenir doenças do coração, como comprovado por estudos científicos.
- As cascas e folhas do pequi possuem propriedades antimicrobianas e cicatrizantes, o que apoia seu uso tradicional para a saúde da pele.
Referências bibliográficas
- SOUZA, R. P. A. et al. Anti-inflammatory activity of the oil from the pulp of pequi (Caryocar brasiliense). Food Chemistry, v. 132, n. 4, p. 1957-1964, 2012.
- MOURA, N. F. et al. Pequi (Caryocar brasiliense Camb.) oil: a source of mono- and polyunsaturated fatty acids and other bioactive compounds. Food Research International, v. 97, p. 288-295, 2017.
- SILVA, F. M. S. et al. A review on the traditional uses, phytochemistry, and biological activities of Caryocar brasiliense. Journal of Ethnopharmacology, v. 235, p. 116-130, 2019.
- ALONSO, J. R. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario: Corpus, 2004.








