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Início Curiosidades

A 78 metros abaixo do nível do mar: a China está construindo o túnel subaquático mais longo do mundo para trens de alta velocidade.

Por Daniely Cardoso
25/08/2026
Em Curiosidades
O detalhe é que abrir esse canal nas profundezas exigiu a criação de uma máquina gigante com força descomunal.

O detalhe é que abrir esse canal nas profundezas exigiu a criação de uma máquina gigante com força descomunal.

Ficar preso em filas de balsa ou enfrentar pontes litorâneas sob vento forte atrasa a vida de quem precisa cruzar o mar todos os dias. A construção do inovador túnel subaquático de jintang surge como a saída definitiva para encurtar caminhos que antes pareciam impossíveis. Essa obra impressionante no litoral asiático promete mudar para sempre a rotina de milhares de passageiros.

Uma viagem de hora e meia que vai sumir do mapa

Quem viaja entre a cidade de Ningbo e o arquipélago de Zhoushan hoje depende de balsas lentas ou de pontes que sofrem com o trânsito da região. Esse trajeto cansativo consome cerca de uma hora e meia de deslocamento contínuo em dias de tempo bom. Quando o mar fica revolto ou ocorrem tempestades no litoral, a travessia costuma ser interrompida, isolando moradores e atrasando o transporte de mercadorias.

Com o novo trecho ferroviário submarino de dezesseis quilômetros de extensão, composições de passageiros vão cruzar o fundo do oceano a duzentos e cinquenta por hora. O tempo total da rota cai para apenas vinte e seis minutos, permitindo viagens rápidas a qualquer hora do dia. Na prática, essa conexão aproxima as ilhas do continente com total segurança e previsibilidade. O detalhe é que abrir esse canal nas profundezas exigiu a criação de uma máquina gigante com força descomunal.

Para abrir espaço na crosta marítima sem provocar deslizamentos, os engenheiros colocaram em operação a tuneladora Yongzhou.

Leia também: A velocidade inacreditável do falcão-peregrino que surpreendeu os biólogos e revela a aerodinâmica perfeita da ave mais rápida do planeta

O monstro de quatro mil toneladas que cava o fundo do mar

Para abrir espaço na crosta marítima sem provocar deslizamentos, os engenheiros colocaram em operação a tuneladora Yongzhou. O equipamento mede cento e trinta e três metros de ponta a ponta e pesa cerca de quatro mil trezentas e cinquenta toneladas de puro aço trabalhado. Esse peso colossal garante que a cabeça de corte avance de forma constante mesmo quando encontra formações rochosas impenetráveis.

A escavação funciona em um ciclo mecânico contínuo que retira toneladas de terra enquanto monta a estrutura definitiva do túnel no mesmo minuto. Conforme a broca avança pelo leito marinho, braços hidráulicos instalam anéis de concreto pré-moldado que blindam as paredes contra vazamentos:

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  • Cabeça de corte reforçada que tritura pedras densas e sedimentos moles sem sofrer desgaste precoce.
  • Esteiras de alta capacidade que retiram o entulho do subsolo em tempo real sem travar a máquina.
  • Sistema de vedação automática que bloqueia a entrada de lama líquida durante o avanço dos pistões.

Além disso, o controle computadorizado ajusta a inclinação da broca com precisão milimétrica a cada metro percorrido. Mas cuidado, porque o peso da água sobre essa estrutura representa um desafio ainda mais perigoso para a equipe.

A pressão brutal da água a quase oitenta metros de profundidade

A rota dos trilhos passa exatamente a setenta e oito metros abaixo do nível do mar, onde a escuridão e o peso do oceano testam os limites dos materiais. Nessa profundidade recorde, a força exercida pela água ultrapassa a marca de zero ponto sete megapascal contra as paredes externas da galeria. Qualquer falha milimétrica na vedação dos blocos causaria inundações rápidas e incontroláveis no canteiro subterrâneo.

Outro grande obstáculo está na variação geológica do solo, que alterna trechos de rocha dura com camadas instáveis de areia movediça. Os operadores monitoram sensores de estabilidade em tempo real para evitar que a broca seja esmagada pelo terreno fofo. Na prática, esse controle rigoroso impede que a água salgada infiltre nas frestas das juntas de concreto. O detalhe é que essa estrutura subterrânea acaba com os velhos problemas das pontes suspensas.

Se você gosta de curiosidades, separamos esse vídeo do canal do Docs Fabricando falando mais sobre o túnel subaquático:

Os trilhos pesados que superam ideias mirabolantes de transporte

Muitos governos gastam fortunas estudando cápsulas magnéticas e linhas aéreas complexas que demoram décadas para sair do papel. A aposta nessa ferrovia blindada debaixo d’água prova que a engenharia de trilhos pesados continua sendo a melhor resposta para conectar cidades litorâneas. Diferente de pontes suspensas expostas a tufões e ventos marítimos cortantes, os trens operam protegidos no subsolo com tempo firme ou chuvoso.

A estrutura permite o escoamento contínuo de cargas pesadas e o transporte diário de trabalhadores sem risco de cancelamento por neblina. Essa confiabilidade atrai investimentos para o setor de logística das ilhas e movimenta o comércio regional em grande escala. Além disso, a tecnologia desenvolvida nessa perfuração serve de base para projetos parecidos em outros mares do planeta. Mas cuidado, porque a operação de trens velozes debaixo d’água exige protocolos específicos para o público.

Como essa obra redefine o futuro das viagens submarinas

Acompanhar o avanço das obras nos próximos meses permite entender como a tecnologia de perfuração profunda transforma a mobilidade entre ilhas costeiras. A entrega final dessa rota vai integrar redes regionais de transporte e encurtar distâncias que antes dependiam de navios lentos.

Fique atento aos novos projetos de ferrovias subterrâneas que vão adotar os mesmos métodos para ligar arquipélagos inteiros ao continente. Com essa inovação em infraestrutura ferroviária, o transporte sobre trilhos prova mais uma vez que consegue vencer os maiores desafios da natureza.

Tags: ChinaEngenhariatremtúnel
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