A castanha de baru vem ganhando espaço na alimentação de quem busca cuidados com o coração e prevenção de doenças cardiovasculares. Originária do Cerrado brasileiro, essa semente é consumida torrada, em farinhas, pastas e misturada a preparações do dia a dia. Por reunir gorduras de boa qualidade, fibras e compostos antioxidantes, tornou-se um ingrediente observado por profissionais de saúde em estratégias voltadas à proteção do sistema cardiovascular.
Castanha de baru e saúde cardiovascular em que esse alimento se destaca
A relação entre castanha de baru e saúde cardiovascular está ligada, principalmente, ao perfil de gorduras presentes na semente. Ela é rica em ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados, tipos de gordura associados à redução do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, e à manutenção de níveis adequados de HDL, o “colesterol bom”.
Esse equilíbrio é considerado um fator relevante na prevenção de placas de gordura nas artérias e costuma ser comparado ao efeito de outras oleaginosas. Além disso, estudos preliminares sugerem que seu consumo regular, dentro de um padrão alimentar equilibrado, pode contribuir para pequena redução de triglicerídeos em algumas pessoas.

Leia também: O verde digestivo que virou queridinho das hortas por ser simples de plantar
Principais nutrientes da castanha de baru para o coração
Além das gorduras, a castanha de baru oferece fibras alimentares, que auxiliam na diminuição da absorção de colesterol no intestino e contribuem para um trânsito intestinal mais regular. A presença de minerais como magnésio, potássio e zinco também é apontada como positiva para o funcionamento cardiovascular.
O magnésio está relacionado ao funcionamento adequado do músculo cardíaco, enquanto o potássio participa do controle da pressão arterial. Já o zinco e outros micronutrientes participam de reações antioxidantes e anti-inflamatórias, ajudando a manter a integridade dos vasos sanguíneos ao longo do tempo.
Benefícios cardiovasculares da castanha de baru
Outro ponto observado é a presença de compostos antioxidantes, como tocoferóis (formas de vitamina E) e fitoquímicos, que ajudam a reduzir o estresse oxidativo. Esse processo está ligado à formação de radicais livres, elementos que podem danificar células e favorecer inflamações crônicas, incluindo as que acometem vasos sanguíneos.
No contexto da saúde cardiovascular, a castanha de baru costuma ser analisada em conjunto com outros alimentos ricos em gorduras insaturadas. A seguir estão alguns benefícios frequentemente associados ao consumo moderado dessa semente, sempre dentro de um plano alimentar saudável:
- Auxiliar no controle do colesterol, quando integrada a um padrão alimentar equilibrado;
- Contribuir para a regulação da pressão arterial, graças ao teor de potássio e magnésio;
- Apoiar o controle do peso, pois as gorduras boas e as fibras geram maior sensação de saciedade;
- Reduzir marcadores inflamatórios, por meio da atuação de antioxidantes naturais;
- Complementar o consumo de proteínas vegetais, o que pode ser útil em dietas com menor presença de produtos de origem animal.
É importante ressaltar que a castanha de baru não substitui tratamentos prescritos para controle de colesterol alto, hipertensão ou outras condições cardíacas. Ela funciona como um alimento complementar dentro de um conjunto de hábitos que inclui alimentação variada, prática de atividade física, sono adequado e abandono do tabagismo. Se você gosta de ouvir opinião de profissionais, separamos esse vídeo do Nutricionista Gustavo Duarte Pimentel falando sobre os benefícios dessa castanha:
Como incluir a castanha de baru na rotina para cuidar do coração
A forma de consumo mais comum é a castanha de baru torrada, sem sal ou com pouco sal. Em porções moderadas, ela pode ser acrescentada a lanches entre as refeições, misturada a frutas, iogurtes, saladas ou cereais, ajudando a substituir snacks ultraprocessados ricos em sódio e gorduras ruins.
Também é possível encontrar farinha de baru, usada em preparações como pães, bolos, panquecas e granolas, o que facilita o uso diário. Para quem busca favorecer a saúde do coração, costuma-se indicar pequenas porções distribuídas ao longo do dia, sempre ajustadas às necessidades individuais e ao gasto energético.
- Introduzir a castanha de baru em quantidades pequenas, avaliando tolerância digestiva.
- Priorizar versões sem excesso de sal, açúcar ou coberturas.
- Combinar o alimento com frutas, legumes, grãos integrais e outras fontes de fibras.
- Manter acompanhamento profissional em casos de doenças cardiovasculares já diagnosticadas.
Para pessoas com alergia a outras castanhas ou amendoim, a introdução deve ser cautelosa, observando possíveis reações. A densidade calórica também merece atenção: por ser um alimento energético, o consumo exagerado pode dificultar o controle de peso, fator importante na prevenção de doenças do coração.
Tabela nutricional aproximada da castanha de baru por porção de 30 g
Os valores abaixo são estimativas médias e podem variar conforme origem, processamento e método de análise. A porção de 30 gramas corresponde, em geral, a um punhado pequeno de castanhas e pode ser usada como referência prática em dietas voltadas à proteção cardiovascular.
| Nutriente | Quantidade aproximada por 30 g |
|---|---|
| Valor energético | cerca de 170–190 kcal |
| Carboidratos totais | aprox. 5–7 g |
| Proteínas | aprox. 5–7 g |
| Gorduras totais | aprox. 13–16 g |
| Gorduras mono e poli-insaturadas | predominantes dentro das gorduras totais |
| Fibras alimentares | aprox. 3–4 g |
| Magnésio | valor significativo, contribuindo para a recomendação diária |
| Potássio | valor relevante para o equilíbrio de fluidos e pressão arterial |
| Vitamina E (tocoferóis) | presente em quantidades que auxiliam na oferta de antioxidantes |
De maneira geral, a castanha de baru pode ser vista como um ingrediente aliado em planos alimentares voltados à saúde cardiovascular, desde que utilizada com equilíbrio e dentro de um contexto de hábitos saudáveis mais amplo. A diversidade de preparações e o perfil nutricional favorável ajudam a manter o consumo regular, ampliando as possibilidades de cuidado diário com o coração.









