A 150 km de Brasília, Pirenópolis combina ruas de pedra do século XVIII, serra do Cerrado e uma das tradições religiosas mais antigas do país. A cidade goiana é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1988.
A cidade fundada na corrida do ouro do Brasil central
Pirenópolis nasceu em 1727, quando bandeirantes paulistas encontraram ouro às margens do Rio das Almas. O nome original era Minas de Nossa Senhora do Rosário Meia Ponte, depois trocado em homenagem aos Pireneus, a cordilheira entre França e Espanha.
O conjunto arquitetônico inteiro foi tombado pelo IPHAN, segundo registro oficial. A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, iniciada em 1728, foi o primeiro monumento tombado do Centro-Oeste brasileiro, em 1941.

Por que Piri tem tantas cachoeiras abertas ao visitante?
A Serra dos Pireneus corta o município e forma mais de 80 cachoeiras catalogadas, muitas com infraestrutura para o dia inteiro. Elas ficam em propriedades privadas que cobram ingresso e oferecem restaurante, trilha sinalizada e redário.
- Cachoeiras dos Dragões: oito quedas numa reserva do Mosteiro Zen Eishōji, a 40 km do centro, com mitologia oriental.
- Cachoeira Bonsucesso: seis quedas numa fazenda a 4,5 km do centro, com poço de sete metros de profundidade.
- Cachoeira Paraíso: complexo com duas quedas, piscina aquecida e restaurante de comida regional.
- Cachoeira do Abade: queda de 22 metros com poço de águas cristalinas e trilhas curtas ou longas.
Pirenópolis, em Goiás, é um destino que une o charme de uma cidade histórica com a exuberância da natureza do Cerrado. O vídeo do canal É BEM ALI apresenta um roteiro de cinco dias focado em trilhas, cachoeiras e no centro histórico da cidade.
Cavalhadas e Festa do Divino: o espetáculo do Pentecostes
Cinquenta dias depois da Páscoa, a cidade vira palco de uma tradição que corre desde 1819. A Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis foi registrada pelo IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010.
As Cavalhadas acontecem desde 1826 e encenam a cavalo as batalhas medievais entre mouros e cristãos na Península Ibérica. Por três dias, cavaleiros fantasiados enchem o Campo das Cavalhadas, acompanhados pelos Mascarados que fazem brincadeiras pela cidade.

O que visitar no centro histórico pé ante pé
O núcleo colonial é pequeno e se atravessa a pé, entre casarões caiados e ruas de pedra. Os museus têm horário irregular, exceto um deles, que funciona todos os dias.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário: restaurada após o incêndio de 2002, é a maior construção religiosa de Goiás.
- Theatro Sebastião Pompeu de Pina: inaugurado em 1889, um dos mais antigos do Centro-Oeste em funcionamento.
- Museu das Cavalhadas: guarda máscaras, fantasias e documentos da festa secular.
- Museu Rodas do Tempo: acervo de motos e bicicletas antigas com horário regular e visita garantida.
O que se come em uma cidade que encantou JK
Durante a construção de Brasília, entre 1956 e 1960, Juscelino Kubitschek se deslocava até Pirenópolis para comer a culinária goiana. O Ministério do Turismo destaca a cidade como um dos grandes polos gastronômicos do Cerrado.
- Empadão goiano: recheio farto de frango, linguiça, queijo, azeitona e guariroba, um palmito amargo local.
- Arroz com pequi: fruto amarelo e aromático do Cerrado, consumido com cuidado por causa dos espinhos do caroço.
- Pamonha e pão de queijo: servidos em quitandas do café da manhã e nas barracas do centro.
- Doces em compota: figo, goiaba e mamão servidos com queijo fresco nas fazendas próximas.
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Quando ir a Pirenópolis?
A melhor janela vai de maio a setembro, período seco do planalto central. As cachoeiras ficam menos barrentas e as noites pedem agasalho leve.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à cidade histórica do Cerrado
Pirenópolis fica a 150 km de Brasília e 120 km de Goiânia, nos dois aeroportos com voos de todo o Brasil. O trajeto final é feito pelas BR-070 ou BR-153 combinadas com a GO-431, todas pavimentadas. Não há aeroporto na cidade, então o carro alugado costuma ser a melhor opção.
Vá conhecer a Piri dos goianos
A cidade reúne três séculos de história colonial, dezenas de banhos gelados na mata e uma festa viva que atravessa gerações. É o tipo de destino que agrada quem chega por um fim de semana e volta para ficar mais tempo.
Você precisa reservar um feriado para conhecer Pirenópolis e entender por que o Centro-Oeste brasileiro tem um canto tão europeu e tão goiano ao mesmo tempo.










