A canela é uma especiaria tradicional presente em receitas e bebidas, mas também chama atenção por seus efeitos metabólicos. Pesquisas indicam que seus compostos naturais podem ajudar o corpo a utilizar melhor a glicose, favorecendo o equilíbrio energético. Esse efeito está ligado à ação de substâncias bioativas presentes na casca da planta.
O que acontece no organismo quando consumimos canela
A canela contém compostos como cinamaldeído e polifenóis, substâncias associadas à melhora da sensibilidade à insulina. Esse hormônio é responsável por transportar a glicose do sangue para dentro das células, onde ela é utilizada como fonte de energia.
Quando a sensibilidade à insulina melhora, o organismo consegue processar o açúcar com mais eficiência. Isso reduz picos de glicose e favorece o uso da energia pelos tecidos. Esse mecanismo ajuda a explicar por que a especiaria aparece em pesquisas relacionadas ao metabolismo e ao controle glicêmico.

O que dizem os estudos sobre a canela e o controle do açúcar
Diversos estudos clínicos analisaram o impacto da canela nos níveis de glicose em pessoas com resistência à insulina ou diabetes tipo 2. Uma revisão publicada pelo National Center for Biotechnology Information reúne resultados que indicam melhora moderada no controle glicêmico após o consumo regular da especiaria, conforme descrito nesse artigo.
Os pesquisadores observaram que compostos da canela podem estimular receptores celulares ligados à insulina. Isso facilita a entrada da glicose nas células, reduzindo sua concentração no sangue. Os efeitos variam conforme a dose, o tipo de canela e o perfil metabólico de cada pessoa.
Quais benefícios metabólicos estão associados à canela
Além da relação com o controle glicêmico, a canela é estudada por seus efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. Esses fatores também influenciam o metabolismo, já que processos inflamatórios crônicos podem prejudicar a ação da insulina e o aproveitamento da glicose pelas células.
Entre os efeitos mais citados em estudos e revisões científicas:
Qual tipo de canela é mais indicado para consumo
Existem diferentes variedades de canela, mas as mais comuns são a Cinnamomum cassia e a Cinnamomum verum, conhecida como canela-do-ceilão. A segunda é considerada mais segura para consumo frequente, pois possui menor concentração de cumarina, substância que pode causar efeitos adversos em doses elevadas.
A canela cassia, mais comum em supermercados, tem sabor mais intenso e maior teor de cumarina. Por isso, especialistas costumam recomendar moderação no consumo diário. Já a canela-do-ceilão apresenta perfil químico mais suave, sendo vista como opção mais adequada para uso regular.
Se você sempre usou canela achando que só existia um tipo, este vídeo do perfil Resenha dos Alimentos, que já soma cerca de 38,9 mil seguidores, pode mudar a forma como você vê o tempero que tem na sua cozinha. Ele mostra, de forma simples, as diferenças entre a canela-do-Ceilão e a Cassia.
Como incluir a canela na alimentação de forma equilibrada
A canela pode ser incorporada em bebidas quentes, frutas, mingaus e preparações assadas. Pequenas quantidades já são suficientes para aproveitar seu aroma e seus compostos bioativos, sem necessidade de consumo excessivo ou uso concentrado.
Especialistas em nutrição recomendam associar a especiaria a uma alimentação equilibrada, rica em fibras e com controle de açúcares simples. Esse conjunto de hábitos contribui para o funcionamento adequado do metabolismo e potencializa os efeitos positivos observados em estudos sobre a canela.









