Você já ouviu alguém dizer que “comeu figo e o intestino agradeceu”? Esse fruto tão comum em jardins e feiras tem ganhado espaço nas conversas sobre saúde justamente por unir tradição e benefícios para o corpo, especialmente para o intestino e para os ossos. Hoje, além de aparecer em receitas de família, o figo também entra em recomendações de nutricionistas e materiais educativos voltados para quem busca uma rotina mais equilibrada.
Como o figo contribui para o trânsito intestinal e o bem-estar diário
O figo é conhecido por ajudar a “colocar o intestino para funcionar” principalmente por causa das fibras alimentares. Ele oferece fibras solúveis e insolúveis, que atuam de formas complementares no trato digestivo, ajudando tanto no volume quanto na consistência das fezes.
As fibras insolúveis aumentam o bolo fecal e estimulam os movimentos naturais do intestino, enquanto as solúveis formam um gel que suaviza a passagem. Somam-se a isso os açúcares naturais e compostos que atraem água para dentro do intestino, o que pode facilitar a evacuação, especialmente em casos de constipação leve, desde que a pessoa também beba água ao longo do dia.

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Quais são os números do figo para o intestino e para a saúde dos ossos
Ao olhar a tabela nutricional do figo, fica mais fácil entender por que ele aparece em conversas sobre bem-estar digestivo e estrutura óssea. Em 100 g de figo fresco, cerca de duas unidades médias, encontramos calorias moderadas, fibras e minerais importantes para o funcionamento do corpo.
Os valores podem mudar conforme a variedade, o solo e o ponto de maturação, mas, no geral, o figo combina nutrientes que ajudam tanto na regularidade intestinal quanto na proteção dos ossos ao longo da vida.
| Componente | Quantidade aproximada por 100 g de figo fresco | Relação com intestino e ossos |
|---|---|---|
| Energia | 70–80 kcal | Fornece calorias para o metabolismo geral |
| Carboidratos totais | 18–20 g | Inclui açúcares naturais que podem auxiliar o trânsito intestinal em algumas pessoas |
| Fibras alimentares | 2,5–3,0 g | Favorecem a regularidade intestinal e o aumento do bolo fecal |
| Cálcio | 30–40 mg | Mineral envolvido na formação e manutenção da massa óssea |
| Magnésio | 15–20 mg | Participa da mineralização óssea e de reações metabólicas |
| Potássio | 190–230 mg | Auxilia no equilíbrio de fluidos e no funcionamento muscular, inclusive intestinal |
| Vitamina K | 3–5 µg | Contribui para processos de mineralização óssea |
| Vitamina B6 | 0,05–0,1 mg | Relacionada ao metabolismo de proteínas e ao bom funcionamento geral do organismo |
Esses dados mostram por que o figo costuma ser lembrado em materiais educativos sobre intestino ativo e ossos mais protegidos. As fibras apoiam o trânsito intestinal, enquanto cálcio, magnésio, potássio e vitamina K aparecem em discussões sobre fortalecimento ósseo.
De que forma o figo apoia a saúde óssea ao longo da vida
Quando o assunto é saúde dos ossos, o figo não entra como um “superalimento” isolado, mas como parte de um conjunto de opções que oferecem nutrientes aliados da massa óssea. Seu cálcio, somado ao magnésio e à vitamina K, contribui dentro de uma alimentação variada, desde a infância até a maturidade.
Pesquisas também destacam compostos fenólicos com ação antioxidante presentes na casca e na polpa do figo. Esses compostos podem ajudar a reduzir danos celulares ligados ao envelhecimento dos ossos, sobretudo quando o fruto aparece ao lado de outras frutas e verduras coloridas no dia a dia. Se você gosta de ouvir profissionais, separamos esse vídeo da Nutricionista Patricia Leite mostrando os benefícios do figo:
Como incluir o figo na rotina alimentar de um jeito simples
Colocar o figo na rotina não exige cardápios complicados: ele entra bem em lanches, acompanhando refeições ou como sobremesa mais leve. O figo fresco costuma ser a escolha mais frequente, enquanto o figo seco pede um pouco mais de atenção, pois concentra mais açúcares e calorias em porções menores.
Uma forma prática de aproveitar o fruto é combiná-lo com outros alimentos que também cuidam do intestino e dos ossos. A lista abaixo traz ideias comuns em materiais de educação alimentar, que podem ser adaptadas ao gosto e à rotina de cada pessoa:
- Adicionar figo fresco picado ao café da manhã, junto com aveia ou iogurte, para aumentar a ingestão de fibras.
- Utilizar o fruto em saladas verdes, combinando com folhas e oleaginosas, para somar fibras e minerais.
- Incorporar pequenas porções de figo seco em mix de castanhas, observando o total de calorias da refeição.
- Usar o figo como alternativa de sobremesa em substituição a opções com alto teor de açúcar refinado.
Para quem busca apoio ao trânsito intestinal, o figo costuma ser indicado junto com legumes, grãos integrais e sementes. Já na prevenção da perda óssea, ele atua como aliado complementar a fontes mais concentradas de cálcio, dentro de um padrão alimentar equilibrado e unido à prática de atividade física.
Assim, o figo segue como um alimento tradicional que conversa com recomendações modernas de nutrição, contribuindo para um intestino mais regulado e para o cuidado com os ossos, especialmente quando faz parte de uma alimentação variada e adaptada às necessidades de cada pessoa.










