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A primeira foto do sol foi feita há 170 anos e revelou um detalhe que mudou a astronomia para sempre

Por Daniely Cardoso
02/08/2026
Em Curiosidades
A conquista de Berkowski fez com que os grandes observatórios do mundo adotassem a fotografia astronômica oficial em suas rotinas.

A conquista de Berkowski fez com que os grandes observatórios do mundo adotassem a fotografia astronômica oficial em suas rotinas.

Apontar a câmera do celular para o céu durante um eclipse costuma render apenas uma mancha borrada na tela. No entanto, um fotógrafo pioneiro conseguiu contornar essa dificuldade há mais de um século usando equipamentos artesanais. A história por trás da primeira foto do sol revela o início de uma grande virada na astronomia moderna.

Como a primeira foto do sol foi tirada no século dezenove

No dia 28 de julho de 1851, o pesquisador Johann Julius Friedrich Berkowski montou um telescópio na cidade de Königsberg. O profissional utilizou a técnica do daguerreótipo em chapa de prata para capturar o exato momento em que a Lua cobriu o astro. O plano parecia muito arriscado na época, pois os compostos químicos da chapa reagiam devagar à iluminação fraca. Ele precisou ajustar a posição dos equipamentos no alto do observatório para evitar sombras indesejadas no resultado final.

O detalhe é que a imagem revelou a coroa solar brilhante com uma nitidez nunca vista por astrônomos do período. Antes dessa conquista histórica, os cientistas precisavam desenhar os detalhes da atmosfera às pressas durante a escuridão do evento. O registro fotográfico definitivo serviu como prova física inquestionável para estudos teóricos que duram até hoje. A partir daquele instante, o estudo do espaço ganhou uma ferramenta precisa de medição científica.

O profissional utilizou a técnica do daguerreótipo em chapa de prata para capturar o exato momento em que a Lua cobriu o astro.

Por que a primeira foto do sol levou oitenta e quatro segundos

Para conseguir registrar o momento exato do eclipse, Berkowski manteve a lente aberta por oitenta e quatro segundos sem qualquer vibração. Na prática, o menor tremor no suporte da câmera estragaria a chapa metálica e perderia o evento raro. Essa longa exposição foi necessária porque a sensibilidade dos reagentes químicos era baixíssima quando comparada aos filmes atuais. O fotógrafo precisou calcular a velocidade do astro no céu para evitar um borrão escuro na chapa de prata.

Além disso, a escuridão repentina do evento diminuiu bastante a luz natural que alcançava a lente do aparelho. O especialista acompanhou os ponteiros do relógio com muita precisão para fechar o obturador no segundo correto da totalidade. Essa cautela garantiu uma resolução de imagem impressionante para os recursos disponíveis no século dezenove. O feito provou que o processo fotográfico conseguia captar detalhes invisíveis ao olho humano sem proteção.

Qual foi o papel de Berkowski na história da astronomia

A conquista de Berkowski fez com que os grandes observatórios do mundo adotassem a fotografia astronômica oficial em suas rotinas. Os pesquisadores entenderam que a visão humana sofria com distorções ao tentar desenhar o contorno da atmosfera solar sob estresse. O uso de placas químicas acabou com as divergências entre os relatórios produzidos por diferentes cientistas da época. A precisão do registro abriu portas para um entendimento mais profundo sobre o funcionamento das estrelas.

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Na prática, o trabalho do especialista abriu caminho para analisar a composição de gases estelares nas décadas seguintes. A imagem preservada até hoje virou um documento valioso para comparar as variações do ciclo solar ao longo do tempo. Esse avanço ajudou a padronizar as análises científicas em diversos países. Veja abaixo os pontos principais que tornaram esse registro histórico tão marcante para a ciência:

01
Eliminação de erros manuais: trocou os desenhos imprecisos por dados visuais permanentes e confiáveis.
02
Estudo da coroa solar: permitiu observar os anéis de luz e as explosões da superfície com calma.
03
Base para pesquisas modernas: ajudou astrônomos a entenderem como o astro afeta o clima espacial.

O que a primeira foto do sol ensina sobre tempestades solares

Os dados obtidos com esse tipo de imagem antiga ajudam os cientistas a calcularem a frequência das tempestades magnéticas no espaço. O detalhe é que ao comparar placas antigas com dados de satélites, a comunidade científica prevê riscos para redes de energia e GPS. Entender o comportamento do astro ao longo de séculos protege a nossa infraestrutura tecnológica no planeta Terra. O passado serve como guia prático para evitar apagões digitais no presente.

Além disso, examinar o formato das erupções solares registradas no passado ajuda a calcular o impacto dos ventos no ambiente terrestre. Aquele experimento pioneiro de 1851 começou a mapear os efeitos das radiações no clima global. A tecnologia atual continua usando essas informações antigas para planejar o lançamento de novas sondas espaciais. Cada detalhe daquela chapa metálica ainda traz respostas úteis para os pesquisadores.

Se você gosta de curiosidades, separamos esse vídeo do canal PIPA falando mais sobre esse tema:

Como acompanhar fenômenos astronômicos com segurança no dia a dia

Para registrar um evento solar sem danificar sua visão, use sempre filtros solares com certificação na lente da câmera. Olhar diretamente para o céu sem a proteção correta causa queimaduras graves na retina de forma rápida. O uso de óculos escuros comuns não protege os olhos contra a radiação forte.

Além disso, acompanhe os aplicativos de astronomia atualizados para consultar o calendário oficial de eclipses na sua região. Organizar os seus equipamentos com antecedência garante ótimos registros do céu sem colocar a sua saúde em perigo. Aproveite as ferramentas digitais para planejar suas fotos com máxima tranquilidade.

Tags: AstronomiaEclipsefotosol
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