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Início Curiosidades

A resposta incisiva de Mary Wollstonecraft a Rousseau: “Não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens, mas sim sobre si mesmas.”

Por Daniely Cardoso
12/07/2026
Em Curiosidades
A escritora decidiu colocar toda a sua indignação no papel e publicou a obra Reivindicação dos Direitos da Mulher no ano de 1792

A escritora decidiu colocar toda a sua indignação no papel e publicou a obra Reivindicação dos Direitos da Mulher no ano de 1792

Ficar presa a regras antigas criadas por homens que achavam que seu único papel era agradar o marido incomodava as mulheres do século dezoito. Uma escritora corajosa resolveu rebater um dos filósofos mais famosos da época e deixou um rastro de liberdade que dura até hoje. Essa postura firme ajudou a construir o conceito real sobre o poder das mulheres na sociedade atual.

Quem foi o filósofo que irritou a escritora inglesa

O pensador Jean-Jacques Rousseau era considerado um gênio iluminista, mas guardava ideias bem atrasadas quando o assunto era o público feminino. No livro Emílio, ele defendia abertamente que as meninas deveriam receber uma criação focada na obediência, na submissão e nos trabalhos domésticos. Para ele, o sexo feminino existia apenas para servir de companhia agradável e cuidar do bem-estar dos maridos.

Essa visão limitada irritou profundamente Mary Wollstonecraft, que morava em Londres e já trabalhava como tradutora e escritora independente. O detalhe é que ela não aceitou calada a teoria de que o cérebro feminino era inferior ou menos capaz de raciocinar. Na prática, a autora percebeu que manter as mulheres na ignorância era uma estratégia política para evitar que elas buscassem sua independência.

Esse texto se transformou em um dos primeiros documentos oficiais a exigir igualdade de condições na educação formal para os dois sexos

Leia também: O que significa ter pratos da duralex em casa

Como nasceu o manifesto sobre o poder das mulheres

A escritora decidiu colocar toda a sua indignação no papel e publicou a obra Reivindicação dos Direitos da Mulher no ano de 1792. Esse texto se transformou em um dos primeiros documentos oficiais a exigir igualdade de condições na educação formal para os dois sexos. A intenção principal era derrubar o mito de que as esposas precisavam ser frágeis e bobas para conseguir manter um casamento feliz.

A grande virada do livro acontece quando ela rebate os argumentos de Rousseau sobre o poder das mulheres no cotidiano. Mary deixou claro que a fragilidade ensinada pela sociedade transformava as companheiras em seres tiranos e cheios de caprichos infantis. O objetivo da obra era mostrar que cidadãs instruídas seriam mães muito melhores e profissionais muito mais competentes na comunidade.

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Qual frase histórica desarmou os homens da época

A frase mais famosa do manifesto resume com precisão o pensamento da filósofa e continua sendo repetida em debates no mundo inteiro. Ela escreveu textualmente que não desejava que as mulheres tivessem controle ou comando sobre os homens, mas sim sobre si mesmas. Essa declaração forte separou o desejo de igualdade de qualquer intenção de vingança ou opressão contra o sexo oposto.

Na prática, a autora britânica defendia o direito básico à autonomia financeira, mental e jurídica em uma época em que as esposas eram propriedades dos maridos. O foco estava em garantir o livre arbítrio para escolher os próprios caminhos sem depender da aprovação ou do dinheiro de terceiros. Veja os três pilares que resumem a mensagem principal deixada pela escritora:

01
Autonomia financeira: A capacidade de trabalhar e gerenciar o próprio dinheiro sem autorização do companheiro.
02
Educação racional: O acesso às mesmas disciplinas científicas e literárias oferecidas para os homens nas escolas.
03
Direitos civis: A participação ativa nas decisões da sociedade e o fim da tutela masculina obrigatória.

Por que a educação era a chave para a liberdade

A pensadora inglesa batia na tecla de que a falta de estudo formal era a verdadeira causa da fraqueza feminina daquele período. Ela argumentava que os homens limitavam o aprendizado das meninas e depois usavam a falta de conhecimento como desculpa para mantê-las trancadas em casa. Mudar esse cenário educacional era o único caminho viável para alcançar o verdadeiro poder das mulheres na Europa.

Além disso, Mary criticava os manuais de conduta da época que ensinavam as jovens a fingir fragilidade para conquistar pretendentes ricos. Ela acreditava que o respeito mútuo e a amizade racional eram as únicas bases sólidas para construir relacionamentos saudáveis e duradouros. Aprender a pensar por conta própria libertaria a mente feminina de regras sociais bobas e fúteis.

Como essa discussão do passado afeta a sua vida hoje

O legado de Mary Wollstonecraft abriu as portas para conquistas básicas que você utiliza na sua rotina atual sem perceber o esforço envolvido. O direito de votar, frequentar a universidade, abrir uma conta no banco ou assinar um contrato de trabalho nasceu dessas primeiras discussões em Londres. A batalha travada no século dezoito garantiu que o público feminino deixasse de ser visto como um objeto decorativo.

O detalhe é que a busca pelo controle da própria vida continua sendo um desafio real em vários setores do mercado de trabalho moderno. Lembrar da resposta firme dada a Rousseau serve de combustível para rejeitar qualquer tentativa atual de silenciar a voz feminina. A mensagem principal da autora mostra que a independência individual é o bem mais valioso que alguém pode conquistar.

O legado de Mary Wollstonecraft abriu as portas para conquistas básicas que você utiliza na sua rotina atual sem perceber o esforço envolvido

Como aplicar esses conceitos de autonomia na sua rotina

O primeiro passo prático é investir tempo e energia no seu crescimento profissional e na sua educação financeira pessoal. Procure ler livros sobre investimentos, faça cursos na sua área e evite terceirizar decisões importantes sobre o seu próprio dinheiro.

Aprenda a dizer não para situações que anulam as suas vontades ou que tentam limitar a sua capacidade de escolha no dia a dia. Adote essa postura firme e assuma as rédeas do seu destino com a mesma coragem demonstrada pela escritora inglesa.

Tags: FeminismohistóriaIndependência Feminina
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