Em Criciúma, maior cidade do Sul catarinense, turistas descem 300 metros dentro de uma galeria subterrânea para conhecer a história que fez a cidade nascer. Nenhuma outra mina de carvão no continente abre suas portas para o público, ela é única na América Latina.
O que torna a Mina Octávio Fontana única no continente
A Mina de Visitação Octávio Fontana foi inaugurada em 28 de outubro de 2011, após a restauração da antiga Mina São Simão. É a única mina de carvão aberta à visitação pública em toda a América Latina, com galeria subterrânea de 300 metros percorrida a pé ou em uma réplica de locomotiva de 1922.
A miniloco leva até dez passageiros por viagem e passa por oito estações que narram ferramentas, costumes e rotinas dos mineiros. O espaço fica na Rua Quintino Dal Pont, no bairro Arquimedes Naspolini, e abre de terça a domingo. Em 2023, entre janeiro e outubro, recebeu 15.707 visitantes vindos de 18 estados e 12 países.

A história de sete etnias no extremo sul catarinense
A cidade foi fundada em 6 de janeiro de 1880, quando 22 famílias italianas vindas do norte da Itália abriram picada pela mata. O nome original era Cresciuma, em referência ao capim que cobria a região e cuja tradução em idioma indígena significa taquara pequena.
Depois dos italianos, chegaram poloneses, alemães, portugueses, africanos, árabes e espanhóis. Essa mistura deu origem à Festa das Etnias, que acontece em setembro no Centro de Eventos José Ijair Conte, com gastronomia típica, danças folclóricas e shows nacionais.
Criciúma, situada no sul de Santa Catarina (a cerca de 200 km de Florianópolis), é apresentada como um polo de desenvolvimento regional com uma economia diversificada e forte infraestrutura urbana. O vídeo do canal “Cidades do Interior” explora os principais aspectos que definem a vida na cidade:
O que visitar além da mina na Capital do Carvão?
Criciúma concentra pontos turísticos que misturam memória industrial, parques urbanos e arquitetura religiosa. Quase todos ficam a pouca distância do centro.
- Parque das Nações Cincinato Naspolini: inaugurado em 2011, tem ciclovia, miniferrovia turística, quadras, playground e cancha de bocha em homenagem aos imigrantes.
- Parque Centenário: abriga o Monumento às Etnias e o Teatro Municipal Elias Angeloni, única sala de espetáculos do sul do estado, com 730 lugares.
- Museu Augusto Casagrande: o Casarão, sobrado italiano de 1920 com peças indígenas, objetos da mineração e mobiliário original.
- Gruta Nossa Senhora de Lourdes: construída em 1946, cercada de vegetação nativa e fonte natural próxima à Praça do Congresso.
- Estádio Heriberto Hülse: casa do Criciúma Esporte Clube, o Majestoso, que abrigou jogos da Copa Libertadores de 1992.

A cozinha italiana que virou marca da cidade
A herança dos colonizadores ainda define o cardápio dos restaurantes criciumenses. O forte é a massa artesanal, mas a tradição mineira também deixou sua marca nas cantinas antigas.
- Polenta com frango ao molho: prato símbolo das famílias italianas do sul catarinense, servido em cantinas tradicionais.
- Galeto ao primo canto: frango assado temperado com ervas, presente nos rodízios da região desde a colonização.
- Sagu com creme: sobremesa típica das mesas italianas, feita com vinho tinto e perolas de tapioca.
- Fortaia: omelete rústica com linguiça ou presunto, herdada das refeições dos mineiros no começo do século XX.
Quando visitar a cidade para aproveitar cada atração?
O clima subtropical garante quatro estações bem definidas. Setembro é o mês mais concorrido por causa da Festa das Etnias, enquanto o inverno atrai quem busca o frio do Sul sem fugir da estrutura urbana.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à cidade saindo de Florianópolis ou Porto Alegre?
Criciúma fica a 207 km de Florianópolis e 315 km de Porto Alegre, com acesso direto pela BR-101. O Aeroporto Regional Humberto Bortoluzzi, em Jaguaruna, fica a cerca de 60 km. Quem prefere ir de ônibus tem linhas regulares saindo das duas capitais.
Desça ao subsolo da Capital do Carvão
Poucas cidades do Sul do país permitem viajar ao passado como essa faixa industrial do extremo sul catarinense. Entre a mina subterrânea, a Festa das Etnias e a herança italiana nas cantinas, Criciúma se reinventou sem esquecer de onde veio.
Você precisa conhecer Criciúma e descer ao subsolo da única mina de carvão visitável da América Latina.






