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Início Curiosidades

Família planta árvore na calçada e raízes levantam piso até formar desnível; idosa tropeça e sofre fratura

Por Daniely Cardoso
30/09/2026
Em Curiosidades
A existência de árvores no passeio não elimina sua função principal de circulação.  // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

A existência de árvores no passeio não elimina sua função principal de circulação. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Roberto Almeida plantou uma árvore na calçada em frente de casa e, com o passar dos anos, as raízes começaram a levantar o piso até criar um desnível na passagem. Em uma manhã, Helena Costa, de 72 anos, tropeçou no ponto irregular, caiu e sofreu uma fratura, levantando a dúvida sobre quem pode responder pelo acidente.

A calçada deve permitir circulação segura de pedestres

A existência de árvores no passeio não elimina sua função principal de circulação. O artigo 68 do Código de Trânsito Brasileiro assegura ao pedestre o uso dos passeios e determina que outras utilizações da calçada não prejudiquem o fluxo de pessoas.

No caso de Roberto, o problema não seria simplesmente existir uma árvore diante da residência, mas o fato de suas raízes terem provocado uma irregularidade capaz de causar queda. A responsabilidade, porém, não pode ser definida apenas observando o desnível, porque as regras de construção, manutenção e arborização das calçadas variam conforme cada município.

Espécie escolhida, largura do passeio, distância de postes, tubulações, esquinas e tamanho da área permeável podem ser regulamentados pela prefeitura. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Leia também: Mulher deixa parte da comida no prato depois de não conseguir terminar rodízio e restaurante cobra taxa de desperdício de R$ 35 na conta; cliente questiona se estabelecimento pode cobrar valor além do preço já pago pela refeição

Plantar uma árvore na calçada pode depender de regras municipais

Espécie escolhida, largura do passeio, distância de postes, tubulações, esquinas e tamanho da área permeável podem ser regulamentados pela prefeitura. Por isso, antes de plantar uma árvore em área pública, o morador deve verificar se existe autorização ou padrão municipal para arborização naquele endereço.

Também não é recomendável simplesmente cortar as raízes quando elas começam a levantar o piso. O Manual de Arborização Urbana de Fortaleza, por exemplo, alerta que a poda inadequada de raízes pode comprometer a estabilidade e até provocar a morte ou queda da árvore, devendo esse tipo de intervenção passar por avaliação técnica.

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Quem criou ou ignorou o risco pode entrar na discussão sobre indenização

O artigo 186 do Código Civil estabelece que aquele que, por ação, omissão, negligência ou imprudência, viola direito e causa dano a outra pessoa pratica ato ilícito. Se ficar demonstrado que alguém criou uma situação perigosa e deixou de corrigi-la apesar de conhecer o problema, esse comportamento pode ser relevante.

Já o artigo 927 do Código Civil prevê a obrigação de reparar o dano decorrente de ato ilícito. No acidente de Helena, uma eventual indenização dependeria da comprovação do dano, da causa da queda e do nexo entre a irregularidade da calçada e a fratura sofrida.

A responsabilidade não é automaticamente do morador

Mesmo que Roberto tenha plantado a árvore, seria necessário consultar a legislação do município para saber quem tinha o dever de manter e reparar o passeio. Algumas cidades atribuem determinadas obrigações ao proprietário do imóvel, enquanto outras situações podem envolver também a prefeitura, especialmente quando a árvore integra a arborização pública.

Também faria diferença saber se o plantio foi autorizado, se Roberto já havia solicitado providências à prefeitura, se o problema era visível havia meses e se existiam notificações anteriores. Por isso, afirmar antecipadamente que morador ou município necessariamente pagará toda a indenização seria inadequado sem analisar documentos e normas locais.

Mesmo que Roberto tenha plantado a árvore, seria necessário consultar a legislação do município para saber quem tinha o dever de manter e reparar o passeio. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Fotos, atendimento médico e registros ajudam a esclarecer o acidente

Depois da queda, Helena poderia registrar o local antes que o piso fosse reparado e guardar documentos relacionados ao tratamento. Roberto também deveria preservar eventuais protocolos enviados à prefeitura e informações sobre o plantio, pois esses elementos ajudam a reconstruir quem conhecia o problema e quais providências haviam sido tomadas.

  • fotografar o desnível da calçada e as raízes aparentes;
  • registrar endereço, data e horário da ocorrência;
  • guardar laudos, exames e despesas médicas relacionadas à fratura;
  • identificar testemunhas que tenham presenciado a queda;
  • preservar protocolos de pedidos de poda, reparo ou vistoria enviados à prefeitura.

Essas provas podem ser importantes caso exista uma tentativa de acordo ou uma discussão judicial. Se o acidente também provocar afastamento profissional, despesas com medicamentos ou necessidade de fisioterapia, esses prejuízos devem ser documentados individualmente para que possam ser analisados.

O problema deve ser corrigido sem colocar a árvore em risco

Depois de identificar um desnível perigoso, a prioridade deve ser impedir novos acidentes e comunicar o órgão municipal responsável pela arborização quando a árvore estiver em área pública. Reparar apenas o piso sem avaliar o crescimento das raízes pode fazer o problema reaparecer, enquanto cortar raízes importantes por conta própria pode comprometer a segurança da árvore.

Uma solução técnica pode envolver ampliação da área permeável, reconstrução do passeio, avaliação das raízes ou, em situações específicas, substituição da espécie mediante autorização competente. O objetivo deve ser conciliar arborização e acessibilidade, evitando transformar a presença de uma árvore em obstáculo permanente para idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

Roberto e Helena são personagens de uma história fictícia

Se um caso semelhante acontecer, a definição de responsabilidade dependerá das regras municipais e das provas disponíveis, incluindo condições da calçada, origem da árvore, existência de autorização, conhecimento prévio do defeito e providências tomadas pelo proprietário ou pelo poder público.

Roberto Almeida e Helena Costa são personagens fictícios, e esta história foi criada exclusivamente para ilustrar uma situação possível envolvendo árvore, calçada e acidente com pedestre. O contexto serve apenas como exemplo informativo e não determina automaticamente quem seria responsável ou qual indenização poderia existir em um caso real.

Tags: direitoimóveissociedadeurbanismo
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