As vitaminas para o fígado, como a colina e a B12, são aliadas no combate à esteatose hepática e no transporte de lipídios. Manter esses níveis adequados garante que o metabolismo funcione sem sobrecarregar o órgão com toxinas acumuladas no dia a dia.
Como a colina atua no metabolismo da gordura?
A colina é um nutriente do complexo B que ajuda o fígado a enviar gordura para as células do corpo para ser usada como energia. Sem ela, os triglicerídeos ficam presos no órgão, facilitando o surgimento da gordura no fígado e inflamações graves.
De acordo com estudos publicados pelos National Institutes of Health, a falta de colina causa danos diretos ao tecido hepático. Ingerir ovos e fígado bovino ajuda a bater a meta diária desse nutriente essencial.

Qual a importância da vitamina B12 para a limpeza hepática?
A vitamina B12 trabalha junto com o folato para garantir que as reações de metilação aconteçam, processo que ajuda a remover substâncias tóxicas. Ela evita o acúmulo de homocisteína, um aminoácido que, em excesso, prejudica a circulação sanguínea dentro do sistema hepático.
Manter os níveis de B12 acima de 400 pg/mL é o ideal para evitar a fadiga e a lentidão metabólica. O consumo de carnes magras e peixes garante o suprimento necessário para que o órgão processe nutrientes com eficiência.

Quais alimentos contêm essas vitaminas para o fígado?
Existem fontes específicas que concentram essas substâncias e ajudam na regeneração celular sem a necessidade imediata de suplementos sintéticos em casos leves. A tabela abaixo mostra as melhores opções para incluir na sua dieta semanal.
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O que acontece se o fígado ficar sem esses nutrientes?
Quando o corpo sofre com a falta dessas vitaminas para o fígado, a gordura começa a se infiltrar nos hepatócitos, causando a esteatose. Isso torna o sangue mais “sujo”, já que o filtro natural do corpo deixa de barrar metais pesados e resíduos químicos.
A lista abaixo resume os sinais de que seu metabolismo hepático pode estar lento por falta de nutrientes:
- Cansaço excessivo logo após as refeições gordurosas.
- Inchaço abdominal persistente e má digestão.
- Dificuldade de emagrecer mesmo fazendo dieta restritiva.
- Aumento nos níveis de TGO e TGP em exames de sangue.

No vídeo a seguir, a Dra Caroline Saad – Gastroenterologia e Endoscopia, com mais de 3 mil inscritos, fala um pouco sobre a esteatose no fígado:
Como evitar o acúmulo de toxinas no dia a dia?
Além de focar nas vitaminas, reduzir o consumo de frutose industrializada e álcool é o passo mais inteligente para proteger seu fígado. O excesso de açúcar compete com o processamento de gordura, anulando o efeito benéfico da colina e da B12 que você consome.
Beber pelo menos 2 litros de água ajuda na filtragem e permite que os micronutrientes circulem melhor pelo sistema portal. Combinar uma boa alimentação com exercícios leves mantém o fluxo biliar ativo e o fígado sempre renovado.










