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Início Curiosidades

Cidade sem carros no deserto da Arábia Saudita encolhe após projeto de trilhões enfrentar custos gigantescos

Por Daniely Cardoso
06/08/2026
Em Curiosidades
Apesar dos cortes severos na expansão da linha espelhada, algumas frentes de trabalho continuam avançando na região

Apesar dos cortes severos na expansão da linha espelhada, algumas frentes de trabalho continuam avançando na região

Enfrentar o trânsito pesado todos os dias faz qualquer motorista sonhar com rotas limpas e sem poluição. Um projeto bilionário prometia erguer a primeira cidade sem carros do mundo no meio do deserto saudita. O detalhe é que os planos dessa obra futurista sofreram mudanças profundas por causa de custos e prazos.

Por que o projeto da cidade sem carros na Arábia Saudita mudou de rumo

O governo da Arábia Saudita decidiu rever os valores astronômicos de seu maior empreendimento na costa do Mar Vermelho. A proposta de criar uma megalópole espelhada no meio da areia esbarrou em prazos apertados e contas estouradas. O detalhe é que os investidores resolveram desacelerar a construção para focar em entregas mais urgentes no país. A decisão busca evitar o desperdício de caixa e garantir liquidez aos cofres públicos.

A alteração nos planos originais foca na conclusão de trechos menores que tragam utilidade prática em curto prazo. Além disso, a proximidade de eventos esportivos internacionais exige que a infraestrutura básica receba prioridade total. Na prática, a ideia passou por um choque de realidade econômica diante dos desafios de engenharia. O projeto agora avança com metas bem mais modestas para os próximos anos.

O complexo abrigaria cerca de nove milhões de moradores sem a presença de veículos tradicionais ou vias asfaltadas

Leia também: Aos 70 anos, ela está usando todas as suas economias da aposentadoria para criar uma vila de casas minúsculas reservada para mulheres solteiras

Como funcionava o plano original da cidade sem carros no deserto

A promessa apresentada aos investidores previa uma linha reta de 170 quilômetros cercada por paredes espelhadas de 500 metros. O complexo abrigaria cerca de nove milhões de moradores sem a presença de veículos tradicionais ou vias asfaltadas. Toda a mobilidade interna dependeria de um trem subterrâneo rápido capaz de cruzar a estrutura em poucos minutos. Esse modelo pretendia criar uma rotina totalmente sustentável e livre de fumaça.

A maquete arrojada pretendia utilizar apenas energia limpa e garantir um clima interno agradável durante o ano inteiro. A meta principal era zerar as emissões de carbono e servir de espelho para a urbanização do futuro. Para entender a dimensão dessa proposta inovadora no deserto, acompanhe os pontos centrais do planejamento inicial:

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15/08/2026
  • Ausência de estradas e automóveis para eliminar o risco de acidentes e a poluição urbana.
  • Serviços a cinco minutos de caminhada para facilitar o acesso de todos os moradores.
  • Trilhos de alta velocidade conectando as extremidades do complexo de forma eficiente.
  • Fontes renováveis cobrindo todo o consumo elétrico das instalações e moradias locais.

Quais os desafios financeiros que encolheram a cidade sem carros no Mar Vermelho

Construir uma estrutura espelhada gigantesca sobre a areia exige volumes astronômicos de capital e tecnologias inovadoras. Com os custos de construção em alta e a instabilidade no mercado de energia, a conta final subiu rápido. A estimativa inicial para concluir a obra ultrapassava a marca de 1,5 trilhão de dólares. Diante dessa cifra pesada, os analistas recomendaram frear os gastos para evitar prejuízos maiores.

Com esse cenário incerto, a primeira fase habitável acabou reduzida para um trecho de apenas 2,4 quilômetros. Essa mudança permite que os operários trabalhem com prazos alcançáveis sem comprometer o orçamento do reino. O detalhe é que essa adequação orçamentária impede o colapso financeiro antes mesmo da inauguração do espaço. A gestão prioriza agora o equilíbrio das contas antes de ampliar o canteiro.

Se você gosta de curiosidades, separamos esse vídeo do canal Fatos Desconhecidos falando mais sobre esse projeto:

O que muda nas outras áreas do megaprojeto da Arábia Saudita

A região conhecida como NEOM abrange outros empreendimentos além da famosa linha reta residencial. O mapa da área inclui um porto industrial flutuante e um centro turístico montado em uma ilha paradisíaca. Além disso, a estação de montanha de Trojena precisa ficar pronta para sediar os Jogos de Inverno de 2029. Essas outras atrações demandam atenção constante das equipes de engenharia no terreno.

A verba do governo foi direcionada para as estruturas que possuem compromissos internacionais com datas fixas de abertura. O polo industrial precisa entrar em operação logo para atrair empresas estrangeiras e gerar retorno financeiro ao país. Na prática, os gestores escolheram priorizar obras operacionais que tragam resultado mais rápido. Essa estratégia garante a atração de capital enquanto o projeto habitacional ganha ajustes.

Como a engenharia lida com os limites de obras tão gigantes

Levantar edifícios de meio quilômetro de altura no deserto gera complicações sérias de ventilação, iluminação e drenagem. Os engenheiros encontram barreiras para fixar estruturas pesadas em solos movediços sujeitos a ventos fortes da costa. A logística para transportar toneladas de aço e vidro até o canteiro isolado também atrasou as máquinas. O calor escaldante do verão prejudica o ritmo de trabalho dos operários diariamente.

Essas dificuldades físicas mostram que conceitos bonitos na maquete enfrentam limitações severas na prática dos canteiros. Modificações no desenho original garantem a segurança dos trabalhadores e a estabilidade dos prédios futuros. Vale a pena observar os principais obstáculos enfrentados pelas equipes de construção no local:

01
Temperaturas extremas do deserto que alteram a resistência dos materiais aplicados no canteiro.
02
Abastecimento de água potável para manter milhares de trabalhadores e futuras residências.
03
Transporte de insumos pesados através de caminhos isolados e sem infraestrutura pronta.

Passos para acompanhar o futuro das grandes obras urbanas

Acompanhar notícias de urbanismo ajuda a compreender como as metrópoles do amanhã tentam resolver problemas reais de moradia. Buscar informações em fontes confiáveis revela se os planos tecnológicos possuem viabilidade técnica no dia a dia.

Observe como governos e empresas adaptam projetos milionários em momentos de crise e cortes de verba. Ter essa visão crítica ajuda a identificar soluções de arquitetura que funcionam de verdade na sociedade.

Tags: arabiaCarrosobrasurbanismo
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