Você consegue imaginar um planeta onde metade da superfície está permanentemente derretida, formando um oceano de lava a céu aberto? Esse cenário não é ficção: astrônomos identificaram uma Super-Terra tão próxima de sua estrela que atinge temperaturas superiores a 2.000°C, brilhando intensamente no infravermelho mesmo a dezenas de anos-luz de distância.
O que torna essa Super-Terra tão diferente?
A Super-Terra pertence a uma categoria de exoplanetas rochosos maiores que a Terra, mas menores que gigantes gasosos como Netuno. Neste caso específico, sua órbita extremamente próxima da estrela provoca temperaturas superiores a 2.000 °C, suficientes para manter rochas em estado líquido.

Como os astrônomos descobriram esse oceano de lava?
A presença desse ambiente extremo foi identificada por meio da análise da radiação emitida pelo planeta durante sua órbita. Telescópios espaciais conseguem medir pequenas variações no brilho infravermelho, revelando diferenças de temperatura entre os dois hemisférios.
Listamos abaixo as abordagens técnicas e científicas utilizadas pelos astrônomos para investigar as condições térmicas de mundos distantes, que detalha os principais métodos para mapeamento de temperatura de exoplanetas:

Por que esse planeta parece brilhar no espaço?
O brilho observado não significa que a Super-Terra seja luminosa como uma estrela. O que os instrumentos detectam é uma intensa emissão de radiação infravermelha produzida pelo calor extremo da superfície derretida.
Essa energia é tão elevada que permite aos astrônomos estudar a distribuição térmica do planeta, compreender sua composição e investigar como materiais rochosos se comportam sob temperaturas muito superiores às encontradas na Terra.










