Nem toda cidade brasileira consegue reunir três países, uma das maiores usinas hidrelétricas do planeta e um paredão de quedas d’água que soma quase três quilômetros de extensão. Foz do Iguaçu, no extremo oeste do Paraná, faz isso ao mesmo tempo. As Cataratas do Iguaçu, com 275 quedas, viraram Patrimônio Natural da Humanidade em 1986 e Sete Maravilhas Naturais do Mundo em 2011.
Como as Cataratas do Iguaçu viraram Patrimônio Natural da Humanidade?
A história do reconhecimento internacional começou décadas antes do título da UNESCO. A cidade se formou em 1881 como Colônia Militar do Iguaçu, e o encontro entre o Rio Iguaçu e o Rio Paraná já chamava atenção de exploradores desde o século XVI, quando o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca se tornou o primeiro europeu a chegar às quedas.
Segundo o portal meVOU, o Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 1939 para proteger o conjunto de cachoeiras e a Mata Atlântica ao redor. A área foi reconhecida como Patrimônio Natural da Humanidade em 1986, e o conjunto foi eleito uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo em 2011, consolidando o destino como o mais visitado do Sul do Brasil.

O que fazer no Parque Nacional do Iguaçu além de ver as quedas?
O parque brasileiro cobre a maior parte do conjunto, mas a vista mais impressionante fica do lado argentino, onde a Garganta do Diabo forma um desfiladeiro de água a poucos metros dos visitantes. Vale reservar pelo menos dois dias para o roteiro completo.
- Trilha das Cataratas: passarela de cerca de 1,2 km com vistas panorâmicas do conjunto, terminando em uma plataforma sob a Garganta do Diabo.
- Macuco Safari: passeio de barco que entra nas quedas, com molhagem garantida e paisagem próxima das paredes de rocha.
- Cataratas argentinas: acessadas por Puerto Iguazú, oferecem trilhas superiores e inferiores e o famoso trem para a Garganta do Diabo.
- Parque das Aves: espaço privado de 17 hectares, com cerca de 1.400 aves de 150 espécies, incluindo araras, tucanos, flamingos e papagaios, além de répteis e mamíferos.
- Passeio de helicóptero: sobrevoo das quedas com vista aérea do conjunto completo, opção mais buscada por casais e famílias em viagens curtas.
Vale conhecer Itaipu Binacional e o Marco das Três Fronteiras?
Vale, e cada um oferece uma experiência distinta. Segundo o Paraná Turismo, a Usina Hidrelétrica de Itaipu é uma das maiores geradoras de energia do mundo e abriu boa parte de sua estrutura para o turismo.
- Visita panorâmica a Itaipu: percurso de ônibus que passa pelo alto da barragem e pelos principais pontos operacionais da usina.
- Iluminação noturna da barragem: espetáculo de luzes que colore a estrutura em datas específicas e algumas noites da semana.
- Ecomuseu de Itaipu: acervo sobre a história da construção da usina e sobre o povo Guarani, com peças arqueológicas da região alagada.
- Refúgio Biológico Bela Vista: área de preservação com trilhas curtas, fauna e vegetação nativa.
- Marco das Três Fronteiras: mirante estruturado onde se avista o encontro dos rios Iguaçu e Paraná e as duas margens estrangeiras, com o Show Lenda das Cataratas, que conta a origem indígena das quedas com projeções e luzes.
Onde experimentar a diversidade cultural da tríplice fronteira?
A cidade tem cerca de 260 mil habitantes que falam português, espanhol, árabe, mandarim e guarani nas mesmas quadras. Segundo a Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu, boa parte dos passeios culturais fica concentrada em poucos endereços do centro e do entorno.
- Templo Budista Chen Tien: inaugurado em 1996 em estilo tradicional chinês, é um dos principais da região sul do Brasil, com esculturas monumentais e vista panorâmica.
- Mesquita Omar Ibn Al-Khattab: uma das maiores mesquitas do país, reflete a presença histórica da comunidade árabe, considerada a mais numerosa do interior brasileiro.
- Ponte da Amizade: liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, no Paraguai, principal ponto de compras da tríplice fronteira, com produtos importados e eletrônicos.
- Puerto Iguazú: cidade argentina a poucos quilômetros, conhecida por cassinos, feirinhas de artesanato e restaurantes de tango.
- Ponte da Integração: nova ligação com o Paraguai, inaugurada nos últimos anos, com estrutura pensada para escoar o comércio da tríplice fronteira.
O que provar na gastronomia de Foz do Iguaçu?
A mesa da cidade reflete a formação multicultural do destino. Restaurantes de raiz árabe convivem com casas paranaenses tradicionais, churrascarias de padrão argentino e cantinas dedicadas às tríades gastronômicas da fronteira.
- Culinária árabe: quibes, esfihas, tabules e homus servidos em restaurantes tradicionais como marca da forte comunidade árabe local.
- Chipas: pães de queijo do Paraguai vendidos por ambulantes com uma bandeja na cabeça em pontos turísticos da cidade.
- Empanadas argentinas: recheadas com carne, frango ou queijo, presentes em cafés e restaurantes voltados ao público internacional.
- Peixes do Rio Paraná: dourado, surubim e pintado são servidos grelhados ou em ensopados em restaurantes ribeirinhos.
- Cozinha paranaense: barreado, pierogi e comida típica dos imigrantes europeus da região, em cantinas tradicionais.
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Como é o clima e a melhor época para visitar Foz do Iguaçu?
O clima é subtropical úmido, com verões quentes e invernos frescos. As chuvas se concentram nos meses mais quentes, e o inverno oferece dias secos com melhor visibilidade para as quedas d’água.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Foz do Iguaçu?
A cidade tem o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, com voos diretos de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília e outras capitais do país. O terminal fica a cerca de 12 km do centro, próximo ao Parque Nacional.
De carro, o acesso pelo Brasil se dá pela BR-277, principal rodovia paranaense, com Curitiba a cerca de 630 km e Cascavel a 140 km. Para brasileiros, a travessia terrestre para Argentina e Paraguai exige apenas RG em bom estado ou passaporte.
Aa cidade brasileira mais cosmopolita do interior
Foz do Iguaçu reúne o que poucos destinos brasileiros conseguem em um mesmo endereço: uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, uma das maiores usinas hidrelétricas do planeta, três bandeiras que se tocam no encontro de dois rios e uma diversidade cultural que se sente no cardápio, no idioma e na arquitetura das ruas.
Você precisa conhecer Foz do Iguaçu e ficar de frente para a Garganta do Diabo, subir a barragem de Itaipu ao anoitecer e entender por que a cidade da tríplice fronteira virou o destino turístico mais visitado do sul do país.



