Durante muitos anos, o consumo de ovos foi visto como um possível vilão para quem tem preocupação com colesterol alto. Nos últimos anos, porém, pesquisas mais recentes têm mostrado um cenário diferente, indicando que o impacto dos ovos no colesterol sanguíneo depende muito mais do contexto da alimentação como um todo do que da simples presença desse alimento no prato.
O consumo de ovos aumenta mesmo o colesterol
A pergunta sobre se os ovos aumentam o colesterol ainda surge com frequência nos consultórios e nas conversas do dia a dia. Estudos recentes têm associado a variação do colesterol LDL muito mais ao total de gordura saturada da dieta do que ao colesterol dietético proveniente dos ovos, sobretudo em adultos saudáveis.
Em ensaios clínicos controlados, grupos que consumiram um ou dois ovos por dia, em refeições pobres em gordura saturada, não apresentaram piora do colesterol ruim. Em alguns cenários observou-se até discreta melhora do perfil lipídico, reforçando a importância do conjunto da alimentação e não de um único alimento isolado, como traz a pesquisa “Association between Egg Consumption and Cholesterol Concentration: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials”.
Para aprofundarmos, trouxemos o vídeo do Dr. Savioli com os grandes vilões do colesterol:
@drsavioli_oficial Existem 4 grandes vilões que podem estar sabotando os níveis do colesterol no seu organismo sem que você perceba — e ignorá-los pode trazer sérias consequências para o coração. No vídeo de hoje, vou revelar esses culpados silenciosos que contribuem para o aumento do colesterol ruim e elevam o risco de doenças cardiovasculares. O mais preocupante? Eles fazem parte do dia a dia de muita gente e podem estar escondidos em hábitos que parecem inofensivos! Se você quer manter seu coração saudável e longe de problemas, precisa conhecer esses fatores o quanto antes. Assista até o final para descobrir quais são esses 4 vilões e o que fazer para evitá-los! E se você conhece alguém que também precisa dessa informação, compartilhe! #colesterol #colesterolalto ♬ som original – drsavioli_oficial
O colesterol dos ovos é vilão ou parte de uma dieta equilibrada
O colesterol presente no ovo é do tipo colesterol dietético, e o próprio organismo produz a maior parte do colesterol de que precisa, ajustando essa produção de acordo com o consumo diário. Em muitas pessoas saudáveis, a ingestão moderada de ovos não se traduz automaticamente em aumento de colesterol no sangue, especialmente quando a dieta é rica em alimentos in natura.
Para avaliar o papel do ovo na rotina alimentar, costumam ser considerados alguns pontos importantes do padrão de dieta e do modo de preparo, pois esses fatores influenciam diretamente o risco cardiovascular e a resposta individual ao alimento.
- Quantidade diária: em geral, o consumo moderado de ovos é bem tolerado pela maioria das pessoas;
- Modo de preparo: cozido, pochê ou mexido com pouca gordura tende a ser mais adequado que frito em excesso de óleo ou manteiga;
- Combinações do prato: ovos com vegetais, grãos integrais e gorduras boas têm efeito diferente de ovos com bacon, embutidos e queijos gordurosos;
- Perfil individual: pessoas com hipercolesterolemia familiar ou alto risco cardiovascular devem seguir orientação personalizada.
Quais são os tipos de colesterol e por que isso é importante
Para entender a relação entre ovos e saúde cardiovascular, é importante diferenciar os principais tipos de colesterol avaliados em exames de sangue. O HDL é conhecido como “bom colesterol”, pois ajuda a remover o excesso de colesterol da corrente sanguínea, enquanto o LDL é o “mau colesterol”, associado ao acúmulo de placas de gordura nas artérias.
Na avaliação do risco cardiovascular, também se observa o nível de triglicerídeos e o contexto clínico geral, incluindo presença de diabetes, hipertensão, tabagismo e histórico familiar. O foco costuma ser reduzir o LDL e manter o HDL em níveis adequados por meio de alimentação ajustada, atividade física e, quando necessário, medicação.

Quais alimentos ajudam a reduzir o colesterol LDL naturalmente
Além de ajustar o consumo de gorduras saturadas, alguns alimentos têm sido associados à melhora do perfil de colesterol, em especial à redução do LDL. Em geral, destacam-se fontes de fibras solúveis e de gorduras consideradas benéficas ao coração, inseridas em um padrão alimentar equilibrado.
De maneira prática, a inclusão desses alimentos no dia a dia pode ser feita com pequenas mudanças de rotina, sem necessidade de dietas extremamente restritivas. A seguir estão exemplos de escolhas que podem auxiliar no controle do colesterol e complementar o consumo moderado de ovos:
- Aveia: rica em fibras solúveis, especialmente beta-glucanas, forma um “gel” no intestino que dificulta a absorção de colesterol;
- Feijão e outras leguminosas: combinam fibras com boa quantidade de proteína vegetal e baixo teor de gordura saturada;
- Maçã: contém pectina, fibra solúvel que contribui para reduzir a absorção de colesterol no trato digestivo;
- Frutas secas e oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas): oferecem gorduras mono e poli-insaturadas e compostos que podem diminuir a absorção de colesterol;
- Peixes gordos (como salmão e sardinha): são fontes de ômega-3, associado à melhora do perfil de gorduras no sangue.







