Cortar um ramo de jiboia e colocá-lo na água é uma das formas mais simples de multiplicar essa planta dentro de casa. A técnica aproveita a capacidade do caule de formar novas raízes a partir dos nós, permitindo criar outras mudas sem precisar comprar novos vasos.
O segredo está em cortar o ramo no lugar certo
A jiboia, conhecida botanicamente como Epipremnum aureum, pode ser propagada por estacas do caule. Segundo a Clemson University, cada estaca precisa ter pelo menos um nó para conseguir desenvolver raízes adequadamente.
O nó é a pequena região do caule onde nasce uma folha e onde também podem aparecer raízes aéreas. Por isso, cortar apenas uma folha com seu pecíolo, deixando o nó para trás, pode impedir o desenvolvimento de uma nova planta completa.

Um copo com água já pode servir para começar a muda
Depois de escolher um ramo saudável, faça o corte com uma tesoura limpa e afiada, preferencialmente mantendo um ou mais nós na estaca. As folhas que ficariam mergulhadas devem ser retiradas para evitar que permaneçam submersas e comecem a se decompor.
Em seguida, coloque o caule em um copo ou recipiente com água de maneira que pelo menos um nó permaneça submerso, enquanto as folhas ficam para fora. A Penn State Extension confirma que a água pode ser utilizada como meio para enraizar estacas de diferentes plantas domésticas.
Luz indireta ajuda a estaca durante o enraizamento
O recipiente deve ficar em um local claro, mas protegido do sol direto intenso. A jiboia se desenvolve bem com luz indireta, e folhas acostumadas ao interior da casa podem sofrer queimaduras quando são expostas repentinamente a uma janela com incidência solar forte.
A University of Minnesota Extension inclui a jiboia entre as plantas que podem sofrer danos quando passam rapidamente para uma condição de luz muito intensa. Durante a propagação, um ponto com boa luminosidade indireta oferece condições mais equilibradas para a estaca.
A água precisa ser acompanhada enquanto as raízes aparecem
Durante as semanas seguintes, observe o nível e a aparência da água. Se houver evaporação, complete o recipiente para manter o nó submerso; caso a água fique turva, com odor ou acumule resíduos, a troca ajuda a manter o recipiente mais limpo.
O tempo necessário para formar raízes pode variar conforme temperatura, luminosidade e condição da planta-mãe. A Penn State recomenda começar a propagação com plantas livres de pragas, doenças e estresse, pois uma estaca saudável possui melhores condições para estabelecer um novo sistema radicular. Separamos esse vídeo do canal do Cultivando Plantas mostrando como cultivar na água:
Depois das raízes, a muda pode ir para um vaso
Quando a estaca tiver desenvolvido um conjunto de raízes, ela pode continuar temporariamente na água ou ser transferida para um vaso com substrato bem drenado. A Clemson University recomenda para jiboias uma mistura arejada, capaz de eliminar o excesso de água e evitar que as raízes permaneçam constantemente encharcadas.
Depois da transferência, é normal que a planta precise de algum tempo para se adaptar à mudança do ambiente aquático para o substrato. O vaso deve possuir furos de drenagem, e a rega precisa ser ajustada para evitar tanto o ressecamento excessivo quanto a permanência prolongada de água ao redor das raízes.
Uma única jiboia pode dar origem a várias novas plantas
Ramos longos podem ser divididos em várias estacas, desde que cada pedaço mantenha pelo menos um nó viável. Depois do enraizamento, as mudas podem ser colocadas em vasos diferentes ou reunidas no mesmo recipiente para criar uma jiboia com aparência mais cheia e volumosa.
A técnica também permite aproveitar podas feitas para controlar ramos que cresceram demais. Com corte correto, água limpa e luz indireta, a jiboia pode ser multiplicada repetidamente, facilitando o preenchimento de prateleiras, estantes e vasos suspensos com novas plantas obtidas a partir de um único exemplar.




