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Esquilos-do-ártico passam meses abaixo de zero e continuam intrigando cientistas

Por Maria Beatriz Bezerra
25/07/2026
Em Curiosidades
Esquilos-do-ártico passam meses abaixo de zero e continuam intrigando cientistas

Esquilos-do-ártico passam meses abaixo de zero e continuam intrigando cientistas

Os invernos do Ártico impõem condições extremas para qualquer forma de vida. Ainda assim, um pequeno mamífero desenvolveu uma estratégia que desafia expectativas básicas da biologia. Durante meses, ele permanece praticamente congelado sob a tundra, apenas para reaparecer na primavera sem sinais aparentes de danos, intrigando pesquisadores há décadas em diferentes áreas da ciência.

O que torna a hibernação dos esquilos-do-ártico um dos fenômenos mais extraordinários da natureza?

Os esquilos-do-ártico passam entre sete e nove meses em hibernação, reduzindo drasticamente suas funções vitais. Seu coração bate poucas vezes por minuto, enquanto a respiração ocorre em intervalos espaçados, permitindo uma economia extrema de energia durante os períodos mais rigorosos do ano.

Mais impressionante ainda é sua temperatura corporal. Nenhum outro mamífero conhecido apresenta um estado tão extremo sem sofrer consequências fatais, tornando esses animais peças importantes para pesquisas sobre resistência biológica, metabolismo e adaptação a ambientes considerados praticamente inabitáveis para espécies de sangue quente.

esquilos-do-ártico
A extraordinária hibernação dos esquilos-do-ártico e como seu superresfriamento desperta interesse para pesquisas médicas e biológicas

Que mecanismos permitem que seus fluidos permaneçam líquidos abaixo do ponto de congelamento?

Durante a hibernação, o organismo desses animais entra em um estado altamente controlado. A queda de temperatura acontece de forma gradual, reduzindo as condições necessárias para a formação de cristais de gelo, que normalmente romperiam células e tecidos em mamíferos comuns.

Pesquisas da Universidade do Alasca Fairbanks mostraram que os esquilos-do-ártico podem atingir aproximadamente menos três graus Celsius graças ao superresfriamento, fenômeno no qual os fluidos corporais permanecem líquidos mesmo abaixo do ponto tradicional de congelamento, sem comprometer órgãos vitais.

Veja a seguir um vídeo do YouTube do canal AVL – A VERDADE LIBERTA que explora o processo de hibernação dos esquilos-do-ártico, detalhando como a queda extrema de temperatura afeta o funcionamento e a estrutura do cérebro desses animais, além de destacar a capacidade de regeneração rápida das conexões neurais e das memórias após o período de letargia:

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Que benefícios científicos podem surgir do estudo desse mamífero incomum?

Os esquilos-do-ártico despertaram interesse além da zoologia. Cientistas investigam se seus mecanismos naturais poderiam inspirar novas técnicas para preservar órgãos destinados a transplantes, aumentando o tempo disponível entre a doação e o procedimento cirúrgico em seres humanos.

Além disso, estudos avaliam aplicações relacionadas à medicina de emergência. A capacidade de proteger cérebro, coração e outros tecidos durante longos períodos de metabolismo reduzido pode abrir caminhos para tratamentos inovadores, especialmente em situações envolvendo falta temporária de oxigênio e traumas graves.

Quais sinais revelam que o corpo desses animais entrou em superresfriamento?

Durante o período de torpor, várias mudanças fisiológicas podem ser observadas pelos pesquisadores que monitoram esses animais em laboratório e no ambiente natural.

Os principais sinais registrados incluem:

01
Temperatura corporal próxima de menos três graus Celsius.
02
Frequência cardíaca reduzida a poucos batimentos por minuto.
03
Respiração ocorrendo em intervalos de vários minutos.
04
Diminuição significativa da atividade cerebral.
05
Despertares temporários ao longo do inverno.

Por que a história dos esquilos-do-ártico oferece uma lição valiosa sobre adaptação?

A sobrevivência desses pequenos mamíferos demonstra que a natureza ainda guarda soluções pouco compreendidas. Um animal do tamanho de um esquilo comum desafia princípios que, durante muito tempo, pareciam inquestionáveis para a fisiologia dos mamíferos e continua ampliando o campo das pesquisas biomédicas contemporâneas.

Seu valor prático está na possibilidade de transformar observações feitas sob a neve do Ártico em avanços aplicáveis à saúde humana. Cada inverno enfrentado por esses animais fornece informações que podem contribuir para procedimentos médicos mais seguros e eficientes nas próximas décadas.

Tags: adaptação animalhibernação no Árticomedicina de emergênciapreservação de órgãossuperresfriamentotemperatura corporal dos esquilos-do-ártico
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