Determinadas frutas possuem enzimas e fibras naturais que favorecem o processo digestivo, auxiliando na quebra de gorduras e proteínas e estimulando o funcionamento intestinal. O consumo regular dessas frutas contribui para uma digestão mais leve, melhora da absorção de nutrientes e redução de desconfortos gastrointestinais.
- Estimulação enzimática natural
- Regulação do trânsito intestinal
- Redução da sensação de peso e gases após refeições
Abacaxi e sua enzima digestiva natural
O abacaxi (Ananas comosus) contém bromelina, uma enzima proteolítica que auxilia na digestão de proteínas e reduz a inflamação do trato gastrointestinal. Essa substância também favorece o esvaziamento gástrico, prevenindo a sensação de estufamento. De acordo com o nutricionista clínico Gustavo Lima, o consumo de abacaxi após refeições proteicas melhora a digestão e o conforto abdominal.
“A bromelina presente no abacaxi acelera a digestão de proteínas e reduz marcadores inflamatórios do trato gastrointestinal” (LIMA, 2018).
Mamão e o poder digestivo da papaína
O mamão (Carica papaya) é fonte da enzima papaína, conhecida por facilitar a quebra de proteínas e estimular a motilidade intestinal. Além disso, suas fibras solúveis contribuem para a formação adequada do bolo fecal e a prevenção da constipação. Segundo a médica gastroenterologista Carolina Torres, o mamão é um excelente aliado na digestão e na saúde intestinal.
“A papaína atua de forma semelhante à pepsina gástrica, auxiliando no processo digestivo e aliviando sintomas de dispepsia” (TORRES, 2020).

Kiwi e o efeito regulador do trato intestinal
O kiwi (Actinidia deliciosa) é rico em actinidina, uma enzima que melhora a digestão de proteínas, especialmente de carnes e laticínios. Suas fibras e antioxidantes também promovem o equilíbrio da microbiota intestinal. De acordo com a pesquisadora em nutrição funcional Fernanda Rocha, o consumo diário de kiwi contribui para a regularidade intestinal e reduz distúrbios digestivos leves.
“A actinidina do kiwi demonstrou acelerar a digestão proteica e melhorar o trânsito intestinal em estudos clínicos” (ROCHA, 2019).
Maçã e a fibra solúvel que protege o estômago
A maçã (Malus domestica) contém pectina, uma fibra solúvel que forma um gel protetor no estômago, facilitando a digestão e reduzindo a acidez. Essa fibra também alimenta as bactérias benéficas do intestino, favorecendo o equilíbrio da flora intestinal. O professor de nutrição João Batista Alves afirma que a maçã auxilia tanto na digestão quanto na desintoxicação natural do organismo.
“A pectina da maçã atua como prebiótico, favorecendo a microbiota intestinal e regulando o processo digestivo” (ALVES, 2017).

Banana e o alívio natural do estômago
A banana (Musa paradisiaca) contém amido resistente e compostos que neutralizam a acidez gástrica, sendo útil em casos de gastrite e refluxo leve. Além disso, sua textura e potássio auxiliam na recuperação muscular e no equilíbrio digestivo. Segundo a nutricionista funcional Renata Oliveira, a banana é ideal para quem busca digestão leve e rápida.
“O consumo de banana auxilia na neutralização do pH gástrico e contribui para a digestão eficiente de carboidratos” (OLIVEIRA, 2021).
Benefícios das frutas digestivas para o bem-estar
- Frutas como abacaxi, mamão, kiwi, maçã e banana contêm enzimas e fibras que favorecem a digestão rápida e natural.
- O consumo regular dessas frutas auxilia na prevenção de gases, azia e sensação de estufamento.
- São opções seguras, nutritivas e acessíveis para melhorar a saúde digestiva e intestinal.
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Referências bibliográficas
- ALVES, João Batista. Fibras alimentares e digestão humana. São Paulo: Editora Atheneu, 2017.
- LIMA, Gustavo. Efeitos da bromelina do abacaxi na digestão proteica. Journal of Food Biochemistry, v. 42, n. 8, p. 1245–1252, 2018.
- OLIVEIRA, Renata. Papel funcional da banana na saúde digestiva. Revista Brasileira de Nutrição Funcional, v. 16, n. 3, p. 98–104, 2021.
- ROCHA, Fernanda. Enzimas digestivas naturais presentes no kiwi. European Journal of Nutrition, v. 58, n. 2, p. 755–762, 2019.
- TORRES, Carolina. Efeitos gastrointestinais da papaína em indivíduos com dispepsia. World Journal of Gastroenterology, v. 26, n. 7, p. 809–816, 2020.










