Entre os alimentos que ganham espaço nas mesas brasileiras, a batata-doce se destaca como uma opção simples, acessível e alinhada a uma alimentação equilibrada. Conhecida em outros países como boniato, camote ou papa-doce, esse tubérculo aparece em feiras e mercados durante o ano inteiro e vem sendo cada vez mais associado a um estilo de vida mais saudável, podendo fazer parte da rotina alimentar de diferentes perfis e faixas etárias.
O que torna a batata-doce um alimento tão nutritivo
A palavra-chave central aqui é a batata-doce, mas o destaque não está apenas no nome. Do ponto de vista nutricional, esse tubérculo reúne carboidratos complexos, fibras, vitaminas e minerais em proporções que chamam a atenção de pesquisadores, oferecendo energia estável ao longo do dia.
As variedades roxa, alaranjada ou branca apresentam pequenas diferenças de sabor e textura, porém todas oferecem uma combinação importante de vitamina A, vitamina C, vitamina E e ácido fólico. Em relação aos minerais, é fonte de potássio, fósforo, cálcio e magnésio, nutrientes ligados ao equilíbrio da pressão arterial e ao bom funcionamento muscular e cardiovascular.
Como a batata-doce pode ajudar na prevenção de doenças crônicas
Diversas pesquisas recentes analisam a batata-doce como potencial aliada na prevenção de condições crônicas. A combinação de fibras com carboidratos complexos contribui para uma liberação mais lenta de glicose na corrente sanguínea, auxiliando no controle dos níveis de açúcar e sendo útil em estratégias de prevenção do diabetes tipo 2, como trouxe a pesquisa “A review on the potential health benefits of sweet potato: insights into its preclinical and clinical studies“.
Estudos apontam ainda a presença de compostos com ação antioxidante e anti-inflamatória, especialmente nas variedades roxa e alaranjada, ricos em carotenoides e antocianinas. Em algumas “zonas azuis”, tubérculos como a batata-doce aparecem com destaque no cardápio diário, reforçando o papel de alimentos simples e pouco processados na longevidade e na proteção cardiovascular.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do perfil @Vitohealth:
@vitohealth Quem gosta de batata doce?
♬ som original – Vitor Valença
Como incluir batata-doce na alimentação do dia a dia
Uma das maiores vantagens da batata-doce é a sua versatilidade culinária, permitindo preparos doces e salgados. Ela pode ser consumida cozida, assada, em purê ou em receitas como bolos e panquecas, aparecendo no café da manhã, almoço, jantar ou lanches, e se adaptando facilmente a diferentes tradições regionais.
Para facilitar a rotina e variar o cardápio, a batata-doce pode ser incorporada em preparações práticas, ajudando no controle de apetite quando combinada a boas fontes de proteína. Algumas formas comuns de incluir o tubérculo nas refeições são:
- Cozida em água, com casca bem higienizada, preservando parte das fibras;
- Assada no forno ou na airfryer, cortada em rodelas ou tiras, substituindo batatas fritas tradicionais;
- Em purê, combinado com legumes e proteínas, compondo pratos únicos e mais completos;
- Em sopas e cremes, dando textura e sabor levemente adocicado sem necessidade de muitos temperos industrializados;
- Em receitas doces, como pães, bolos e pudins, ajudando a reduzir o uso de açúcar refinado.

Quais cuidados são importantes ao consumir batata-doce
A presença da batata-doce em uma rotina alimentar equilibrada depende da forma de preparo e da quantidade consumida. Mesmo sendo um carboidrato de absorção mais lenta, o exagero pode elevar o consumo energético total, tornando essencial ajustar a porção às necessidades individuais, de preferência com orientação profissional.
Alguns cuidados simples podem ajudar a aproveitar o alimento com segurança e melhor digestão, mantendo seus benefícios nutricionais no contexto de um padrão alimentar variado. Entre as principais recomendações estão:
- Lavar bem a casca antes do cozimento, removendo resíduos de terra e possíveis contaminantes;
- Evitar preparos com excesso de açúcar, gorduras saturadas ou coberturas muito calóricas;
- Variar as cores e tipos de batata-doce, alternando entre roxa, alaranjada e branca, para diversificar os nutrientes;
- Combinar o tubérculo com legumes, verduras e proteínas, evitando refeições compostas apenas por fontes de carboidrato;
- Observar possíveis desconfortos digestivos e ajustar a quantidade de acordo com a tolerância individual.






