Se você busca um exercício para aliviar dor na lombar que seja seguro, imediato e não exija acessórios, a técnica de “Abraçar os Joelhos” (ou Knee-to-Chest) é a recomendação número um de fisioterapeutas. Este movimento simples atua descomprimindo as vértebras inferiores e alongando suavemente os músculos glúteos e paravertebrais, oferecendo um alívio quase instantâneo para quem passou o dia sentado ou em pé.
Por que este movimento funciona como um “analgésico” natural?
A eficácia do exercício reside na mecânica de flexão da coluna em uma posição descarregada (deitada). Ao puxar os joelhos contra o peito, você abre os espaços entre as vértebras lombares, o que reduz a pressão sobre os discos intervertebrais e permite que os nervos “respirem”.
Segundo especialistas da Mayo Clinic, esse alongamento também combate a rigidez dos músculos eretores da espinha e do glúteo máximo. Quando esses músculos estão tensos, eles puxam a pélvis e travam a lombar; ao relaxá-los, você restaura a mobilidade natural e interrompe o ciclo de dor-tensão-dor.

Como executar a técnica perfeita?
A simplicidade pode enganar, e a execução correta é vital para não agravar o problema. O objetivo é alongar, não forçar. Deite-se de costas em uma superfície firme (como um tapete de yoga ou carpete, evite colchões muito moles) com os joelhos dobrados e pés no chão.
O passo a passo seguro inclui:
- Posição Inicial: Mantenha a cabeça e os ombros relaxados no chão.
- Ação: Com as duas mãos, segure uma perna logo abaixo do joelho (ou atrás da coxa, se tiver dor no joelho) e puxe suavemente em direção ao peito.
- Variação Dupla: Para um alívio maior, traga ambos os joelhos ao peito simultaneamente, abraçando-os como uma bola.
- Tempo: Mantenha a posição por 15 a 30 segundos, respirando profundamente.
No vídeo a seguir, o canal que já conta com mais de 15 mil inscritos do Matheus Personal Nutri, explica como executar o movimento:
Quais erros comuns anulam os benefícios?
O erro mais frequente é levantar a cabeça ou tensionar o pescoço na tentativa de “encostar a testa no joelho”. Isso transfere a tensão da lombar para a cervical, criando um novo problema. A parte superior das costas deve permanecer “colada” ao solo o tempo todo.
Outra falha biomecânica apontada pela Harvard Health Publishing é prender a respiração (apneia) durante o alongamento. A respiração profunda e rítmica é essencial para sinalizar ao sistema nervoso parassimpático que é hora de relaxar a musculatura; sem oxigênio, o músculo tende a se contrair como mecanismo de defesa.
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Quando você deve evitar este exercício?
Embora seja extremamente seguro para a maioria das lombalgias mecânicas (cansaço, má postura), existem exceções. Se a dor irradiar para as pernas (ciática severa) ou aumentar durante a flexão, pare imediatamente.
Em casos de hérnia de disco aguda, onde a flexão da coluna pode “pinçar” ainda mais o nervo, movimentos de extensão (como a postura da Esfinge ou Cobra) podem ser mais indicados. Sempre respeite o limite da dor: o alongamento deve gerar uma sensação de “esticamento” agradável, nunca uma pontada aguda.
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Qual a frequência ideal para manutenção?
Para prevenir que a dor volte, a consistência supera a intensidade. Realizar este movimento logo ao acordar (para tirar a rigidez matinal) e antes de dormir (para relaxar a tensão do dia) é uma estratégia preventiva poderosa.
A Cleveland Clinic sugere que incorporar alongamentos de descompressão na rotina diária é mais eficaz do que fazer sessões longas apenas uma vez por semana. Dois minutos por dia são suficientes para manter a saúde dos discos e a flexibilidade da região lombar a longo prazo.









